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Conheça Márcio de Castro, o ex-ecano que ajudou a fundar o JUCA

fundadores do JUCA

O ex-ecano além de ser um dos fundadores do JUCA, também ajudou na criação da ECAtlética, a Atlética da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP).

Por Sabrina Brito

Imagine finalmente entrar na faculdade dos seus sonhos, ser apaixonado por esporte e não ter nenhuma oportunidade para jogar com a camisa do lugar onde você estuda.

Foi exatamente essa a situação para alguns alunos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP no final da década de 80. Por isso, surgiu a ideia da criação dos Jogos Universitários de Comunicação e Artes, o JUCA, em 1993.

E um dos responsáveis por esse feito é Márcio de Castro, ex-estudante de jornalismo e de rádio e televisão na ECA.

“Todos nós queríamos ter uma competição para participar. Nós víamos amigos de outras faculdades que jogavam e pensávamos: será que nunca terei isso na minha faculdade? Foi algo semelhante ao que senti quando cheguei na ECA. E lá também não havia uma atlética formada e estruturada. Não havia time ou treino. E, consequentemente, nenhum jogo ou amistoso”, comenta.

De acordo com ele, os anos passados no ambiente ecano foram muito positivos para a construção da pessoa e do profissional que ele viria a ser.

No entanto, nem tudo eram flores. Para Castro, foi muito difícil lidar com a falta de oportunidades para jogar pela sua faculdade.

“Era muito frustrante, não só para mim como para vários outros calouros que entraram comigo (assim como alguns veteranos) que não teriam como viver a experiência de “vestir a camisa” da própria faculdade. Esse primeiro passo foi feito já em 1989 quando entrei na ECA”, continua.

Márcio, hoje com 47 anos, trabalha como jornalista. Envolvido com esportes desde o ano de 1991, quando estagiava na Band, ele já foi também repórter e comentarista de modalidades olímpicas na Record. Atualmente, é chefe de redação da seção de Esporte na Record TV.

E quando perguntado dos tempos de faculdade? Sente mesmo é falta da convivência com seus colegas ecanos. Mas tem orgulho dos profissionais respeitáveis que eles se tornaram.

“Conheci inúmeras pessoas que hoje se tornaram excelentes profissionais. Talvez os melhores de suas especialidades no mercado atual. Isso é incrível. Porque não há nada melhor do que você hoje poder contar com a ajuda, consultoria ou serviços destes profissionais no seu próprio cotidiano. Ainda mais sabendo que eles são seus conhecidos há quase 30 anos”, pontua.

Fundação da ECAtlética

Logo da atlética ecana na época em que Márcio estudou na USP (Acervo Pessoal)

No ano seguinte, esses calouros e alguns veteranos foram, então, os encarregados de fundar e oficializar a atlética como entidade independente do Centro Acadêmico.

Além disso, em uma união com outros institutos menos abastados da Universidade, eles criaram também a CUSP, Copa Universidade de São Paulo.

“Depois vieram os jogos e amistosos com faculdades de fora da USP e o início do relacionamento que gerou o JUCA em 1993”, completa Márcio.

Fundação do JUCA

Em relação à fundação dos Jogos, havia um claro interesse por parte da ECA, do Mackenzie e da ESPM. No entanto, faltava alguma faculdade que pudesse oferecer as instalações esportivas.

E essa foi grande parte do papel da Metodista. A faculdade entrou no grupo como responsável pela estrutura do evento.

A ESPM também ajudou na organização, com a qual tinham experiência devido ao curso de administração ministrado na instituição. E os gestores da ECAtlética cuidaram do resto, incluindo ele próprio, segundo Castro.

“Eu ajudei a unir os contatos e levar adiante a ideia”, explica o ex-ecano. “Criar a competição foi sensacional. Vê-la funcionar melhor ainda. E o tamanho que ela alcançou hoje é inacreditável”.

Cartaz do primeiro JUCA traz poucas informações e uma arte simplista.

Hoje, os Jogos Universitários de Comunicação e Artes reúnem cerca de 6 mil pessoas anualmente. É considerado um dos maiores campeonatos universitários do país.

E apesar de ter competido pela faculdade durante anos, nenhuma vitória esportiva significativa foi conquistada por Castro e seus colegas.

Mas isso não influenciou a memória que ele tem de seus anos de atleta. “Se a ECA não venceu na minha época, fica a lembrança de ter vestido a camisa e competido ao lado dos meus amigos. Alguns preservados até hoje”, conclui.

 

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