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Rugby no JUCA: terceiro dia de suor e paixão

O terceiro dia foi marcado pela competição de Rugby no JUCA. Um dia de muito suor, garra e paixão. Confira nossas entrevistas com os capitães das equipes vencedoras.

Sob o forte sol de São Carlos, no campo ao lado do ginásio Santa Felícia, dezenas de atletias se reuniram para a competição de Rugby feminino e masculino do JUCA 2018.

Os dois naipes seguem as regras do Rugby Seven – sete atletas de cada equipe em campo, uma partida de dois tempos de 7 minutos. Após um dia inteiro de jogos, a Grifo sagrou-se campeã no masculino e a Cásper Líbero no feminino.

Confira a entrevista da Revista BEAT com a capitã da Cásper, Laura Valadão, e o capitão da Anhembi, Rafael Spago.

Entrevista: Rugby no JUCA 2018

Revista BEAT: Quando começou a preparação da Cásper para o JUCA e como ela foi realizada?

Laura: A nossa preparação começou em 2015, quando as meninas queriam começar a jogar e nenhuma faculdade tinha time. A partir daí, começamos a conversar com as meninas das outras atléticas participantes, para animar e colocar a modalidade dentro do inter.

Em 2016, conseguimos, o rugby feminino entrou como modalidade demonstrativa no JUCA. Desde então, a gente vem treinando muito. A gente gosta muito de Rugby, nós colocamos a modalidade aqui dentro. Nossa preparação não é feita meses antes e, sim, é feita desde o começo de tudo. E é isso que nos levou a conquistar o título nos três últimos anos.

A campeã Cásper em jogo contra a BA. Foto por Ricardo Kuba

RB: A sua Atlética apoia a modalidade?

Rafael Spago: A gente tem muito apoio, temos duas pessoas dentro da atlética que fizeram de tudo para esse JUCA ser inesquecível. A todo momento tinha água, comida, uma sombra entre jogos, transporte. Esses detalhes garantem nosso melhor desempenho dentro de campo.

Além do JUCA, temos a vontade e estamos trabalhando para disputar outros campeonatos, aos poucos estamos progredindo.

Cásper e Grifo fizeram a final do Rugby Masculino. Foto por Alexandre Iponema Gallucci

RB: Na sua opinião, o que falta para mais Atléticas tenham equipes de rugby feminino e tornem a modalidade oficial dentro do JUCA?

Laura: Falta muito incentivo. Já passamos por dois anos de demonstrativo e, portanto, algumas atléticas já tem time formado. Mas, em alguns casos, parece que não há apoio de fato às meninas dessa modalidade.

Há também uma impressão de que as atléticas que não têm time parecem ter certo receio de formá-lo. Isso porque, a partir do momento em que a modalidade se torna oficial, rola um peso e uma responsabilidade maior dentro do inter. Nós da Cásper tentamos incentivar – a gente gosta de ganhar, mas gostamos muito mais de espalhar essa prática para que todas possam ter a oportunidade de viver isso.

RB: O que esse título representa para você, para o time e para a Atlética da Grifo?

Rafael: Representa a união que é esse time fora de campo e que refletiu dentro dele. Cinco dos nove jogadores são bixos: conseguimos acolher eles muito bem e formamos uma família de verdade. Eu sempre digo que final não se joga, se ganha.

Com certeza essa vontade imensa de querer estar aqui, um pelo outro, se apoiando em todos os momentos, fez diferença e ajudou na conquista do título.

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