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JUCA

A estreia do Futebol Feminino no JUCA

Pela primeira vez na história, rolou a competição de Futebol Feminino no JUCA. Ainda que em modelo demonstrativo, a modalidade veio para ficar.

O Futebol de Campo Feminino, ao decorrer dos últimos anos, cresceu no cenário universitário e vem sendo modalidade dentro dos inters e campeonatos. E, agora, pela primeira vez na história, houve a competição de Futebol Feminino no JUCA.

Ainda como modalidade demonstrativa e com quatro faculdades participantes, o futcampo fem já veio com emoção nessa primeira edição e foi um dos pontos altos desse segundo dia de inter. Das oito atléticas participantes, metade se inscreveu. As faculdades que jogaram foram: Cásper Líbero, Belas Artes, ECA-USP e PUC-SP.

Os confrontos foram Cásper x BA, com vitória da BA por 4×0. Depois, ECA x PUC, sendo que as ecanas passaram para final por 2×1.

BA e Cásper se enfrentaram na primeira partida da competição. Foto por Alexandre Iponema Gallucci

Futebol feminino no JUCA: regras diferentes

Diferentemente do futebol de campo masculino, algumas regras foram alteradas para essa primeira vez do futebol feminino no JUCA. Espaço de campo e gol menores que os oficiais, menos tempo de jogo e substituições livres.

“Por ser uma modalidade nova, propomos que as regras fossem diferenciadas” conta Gabriela Nogueira, presidente da Liga Atlética Acadêmica de Comunicações e Artes (LAACA). Ela ressaltou que a diretoria da Liga organizadora é majoritariamente composta por mulheres e isso motivou e facilitou a entrada da modalidade.

A presidente ainda contou que, antes da aprovação da competição de Futebol de Campo feminino no JUCA, houve uma sondagem com as atléticas participantes para saber se havia interesse e se teriam equipes suficientes para jogar. Tiveram o sinal verde de maioria delas e, portanto, a aprovação da modalidade demonstrativa.

Questionada sobre a quantidade de equipes inscritas, Gabriela cita algumas razões que justificam o número ainda baixo. Entre elas: “falta de tradição da modalidade no Brasil e mais ainda no cenário universitário; pouco tempo para criar equipe (a aprovação ocorreu seis meses antes dos jogos); e, principalmente, as dificuldades que sempre estão presentes quando qualquer mulher tenta praticar alguma modalidade esportiva”.

JUCA 2018: Mulheres no comando

Seja jogando, na organização, nas gestões ou até na arbitragem. As mulheres ocuparam muitos espaços nessa edição do JUCA. Mariana Batalha foi a árbitra e também bandeirinha de jogos do Futebol Masculino no JUCA 2018. Ela contou que, além das dificuldades já citadas, sofreu resistência da própria família para começar a exercer a função de árbitra de futebol.

Mariana apitou o primeiro jogo. Foto por Alexandre Iponema Gallucci

Ela ainda contou que viu uma diminuição do preconceito em ver mulheres se apropriando do futebol que, historicamente, é dominado pelos homens. “A persistência das mulheres em querer ocupar cada vez mais esse espaço tem feito com que o preconceito diminua”, reitera.

Palavra das atletas

Mayara Stevano e Danielly Negreti, ambas formadas na ECA-USP e participantes do JUCA 2018 como ex-atletas, integraram a equipe de Campo da ECAtlética e contaram que a experiência foi incrível. Mayara está em seu oitavo JUCA e Danielly em seu sexto.

Elas ainda afirmaram: “achamos importante ter espaço nesse ambiente culturalmente masculino e muito coerente com tudo que o JUCA vem trazendo com relação à diversidade”

Danielly comemora seu gol no jogo contra a PUC-SP. Foto por Alexandre Iponema Gallucci

As atletas complementam que, ter essa modalidade em uma competição como o JUCA (uma das principais competições universitárias do país), pode ajudar no aumento de sua visibilidade. Uma vez que incentiva mais mulheres a praticarem e a formarem times em suas atléticas.

Só amanhã saberemos quem será a campeã da primeira competição de Futebol Feminino no JUCA (final-BA x ECA). Entretanto, terminamos mais um dia de campeonato com a certeza de que mais mulheres estão presentes e lutando para ocupar os espaços que elas querem ocupar.

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