Com novos critérios para as inscrições no JUBs, FUPE sugere uma tentativa de ser mais rigorosa com a participação de atletas-alunos. 

Por Shayene Metri

Em nota oficial divulgada em seu site, a Federação Universitária Paulista de Esportes (FUPE) divulgou seus novos critérios para as inscrições de atletas no JUBs.

De acordo com a federação, serão implementados critérios acadêmicos mais rígidos em 2018, a fim de reforçar o aspecto educacional do esporte universitário.

Em resumo, as medidas incluem exigências de número mínimo de horas/aula semanais, comprovação de conclusão de número mínimo de matérias e atestados de frequência. Por exemplo, no caso das modalidades de quadra, fica-se estabelecido que cada equipe poderá ter uma taxa máxima de 20% de alunos recém-ingressantes.

Porém, alegando a necessidade de realizar uma transição para as instituições de ensino (IES) participantes, tal cota começará a ser aplicada apenas em 2019.

Neste ano, entretanto, as IES que não comprovarem frequência e conclusão de matérias (50% das disciplinas) desses recém ingressantes serão multadas (1 salário mínimo por atleta) pela organização do campeonato.

Os possíveis benefícios da mudança

Parte das críticas ao principal campeonato da FUPE é, justamente, a participação de “alunos fantasmas”. Ou seja, a suspeita de que havia alunos participantes da competição que, apesar de matriculados em alguma IES, não cumpriam a grade curricular.

“O JUBs, que até 2017 acabava sendo algo restrito a poucas universidades, agora, com a nova formatação, é uma realidade palpável a todos os atletas universitários.”, afirma Kallel Brandão, superintendente de esportes da FUPE.

Já Ludmilla Manzan, presidente da Atlética Poli USP, traz dois lados do novo modelo. De acordo com ela, “isso vai ser realmente bom pra acabar com os ‘atletas fantasmas’ das faculdades privadas.”.

Porém, a presidente contrapõe que, no caso das universidades públicas, isso pode ser melhor conversado, visto que, como não há bolsas de estudo, é mais difícil que haja esse tipo de atleta. “E, ao mesmo tempo, muitos têm dificuldades em passar de 50% das matérias matriculadas.”, reitera.

 

Crédito foto de capa: Por Mei Monma