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Handebol Feminino da ESPM e seu ouro inédito no NDU

por • 5 de dezembro de 2017 • Colaboradores, Colunas, EntrevistaComentários (0)194

Entrevistamos Patricia “Klabin” Haddad, goleira do handebol feminino ESPM, pra saber como o esporte mudou sua graduação e a importância desse último título.

Por Luiz Caramez e Shayene Metri

ESPM versus FGV é sempre um clássico. Seja em quadra, no campo, nas pistas ou na arquibancada. Seja em campeonato de calouros ou no Economíadas.

No último final de semana (2 e 3/12), a equipe do handebol feminino ESPM realizou um feito inédito em sua história: o título da série A do Novo Desporto Universitário (NDU). Não bastasse o ouro, a vitória foi em cima da forte equipe da FGV.

Patricia “Klabin” Haddad não só é a goleira titular da ESPM, como também está se formando. Ela se despede do time com essa campanha de sucesso e conta, nessa entrevista para Revista BEAT, como o esporte universitário foi importante na sua graduação.

Revista BEAT: Como você entrou para a equipe do handebol feminino ESPM?

Patricia “Klabin” Haddad: Eu sempre fui apaixonada por esportes e na escola jogava um pouco de tudo. Mas achava handebol uma modalidade bem complexa, e decidi me dedicar só à ele na faculdade. Daí já entrei no time no primeiro semestre.

Logo no campeonato de calouros comecei no gol. Confesso que foi por falta de opção. Mas fui pegando gosto e, quando os treinos de bixete acabaram, segui como goleira nos de veteranas.

RB: Sobre o título do NDU do último final de semana: foi seu último jogo pela ESPM? Como foi esse jogo para você?

Klabin: Sim, foi meu último jogo! Foi com certeza um dos melhores jogos do ano, um clássico que sempre dá gosto de jogar – e ainda mais ser na final do campeonato.

Foi um sentimento de ter concluído um trabalho que comecei há quatro anos, quando nem sabia quais eram as figuras dos goleiros de handebol.

Fazer parte da primeira geração do Handebol Feminino ESPM a ganhar o primeiro título do NDU foi uma grande conquista, esperada por muito tempo, e me enche de orgulho!


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RB: O esporte muitas vezes muda e agrega muito à graduação das pessoas. O que significou o hand durante seus anos de faculdade? Quais aprendizados que ficam?

Klabin: O mais incrível de fazer parte desse time é saber que 10, 15 pessoas estão sempre te apoiando, não importa com o que seja. Muitas vezes alguém levantava algum assunto da faculdade, e uma ajudava a outra, passava anotações e trabalhos para as mais novas, e tantas outras coisas…

É realmente fazer parte de uma família. E, no meu caso em particular, o time teve um papel fundamental na época mais difícil da minha vida. Eu sempre vou ser grata por isso.

RB: Para as novas gerações de handebol da ESPM (ou mesmo de outras equipes), o que você diria?

Klabin: Nossa, eu acho que a primeira coisa que eu falaria é: sua vez de ser titular vai chegar. Mesmo que tenham várias meninas para jogar na mesma posição que você, é muito importante sempre ter em mente que para você conseguir ser titular. Você precisa estar pelo menos no mesmo nível que as outras.

E, outra, o time sempre se renova. As titulares de hoje se formam algum dia! Então precisa de muito treino e muito esforço para chegar lá! Mas você consegue, mesmo. Pra isso é preciso ser muito resiliente e sempre entender seus erros, para transformar em acertos.

Outra coisa importantíssima: confie e apoie as meninas ao seu lado! Todo mundo tem seu dia bom e dia ruim, mas sempre uma ajuda e um olhar de fora são importantes para superar isso. Aqui eu fiz amigas que vou levar para a vida.

E, é óbvio, divirta-se com o que você faz! Jogar sempre foi minha fuga. É um momento para você se sentir bem, da forma que seja.

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