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O Rugby USP virou grande

por • 9 de novembro de 2017 • Colaboradores, Colunas, RugbyComentários (0)696

O Rugby USP era um catado. Depois virou uma equipe. Daí virou um clube e é, atualmente, uma das principais formas de acesso e contato de atletas (universitárias ou não) com a modalidade.

Por Isabel Vigneron

Falar sobre o Rugby USP não é uma missão fácil, mas, sem dúvida, é muito gratificante. Tive o privilégio de acompanhar essa história de perto e escolher apenas um momento marcante é uma tarefa muito complexa.

Nosso time nasceu em agosto de 2008. Algumas meninas da FAU, outras da FFLCH e umas da EEFE se juntaram e, na base da cara e da coragem (e incentivo do nosso treinador, Gabriel Cenamo), nos inscrevemos para participar do Lion’s – torneio tradicionalíssimo do rugby nacional. O Rugby USP entrou em campo contra as mais tradicionais equipes do rugby brasileiro, sem nunca ter treinado em um campo com dimensões reais. Porém, nem todas as sacoladas sofridas foram suficientes para nos apagar a alegria do primeiro try, marcado pela atleta Rafaela Turola. Foi nesse torneio também que descobrimos todo nosso potencial de brilho e destaque no terceiro tempo, né Beatrice Parra?

Os anos foram passando e nossa audácia só aumentou. Começamos a nos inscrever em qualquer torneio ou campeonato que fosse possível e assim viajamos o Brasil jogando etapas do circuito nacional de rugby 7’s. Nessa época, éramos a única equipe universitária a participar desses torneios. Ah, detalhe importante: também fomos a primeira equipe feminina a nascer sem a existência de uma equipe masculina antes. Assim colecionamos memórias, momentos, vitórias, aprendizados e amizades que carregaremos por toda a vida.

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Rugby USP: o time vira clube

Cada fase do time foi marcada por acontecimentos incríveis: ganhamos de equipes fortes e consagradas, fizemos uma bela coleção de troféus, deixamos de ser uma equipe universitária e passamos a ser um clube. A partir daí, conquistamos apoiadores, colocamos atletas no núcleo de treinamento da seleção brasileira (alô Aline Furtado e Letícia Costa), e na de Portugal (alô Catarina Ribeiro), casamos uma das fundadoras do time (Parabéns Maju!), organizamos torneios (à fantasia ou não). Mas, o mais importante foi não ter deixado o time acabar, pois se é difícil manter o quórum em treinos de esportes conhecidos, imaginem só como é no caso do rugby.

Tão legal quanto a renovação, que permitiu que o time continuasse existindo, é a recém-inaugurada categoria do time, o M30, composta por atletas que estão no time desde o nascimento e continuam jogando até hoje – dando muito trabalho para as novinhas, inclusive!

Hoje em dia, como clube que leva o nome da USP, somos uma opção para formadas que querem continuar jogando e representando a camisa da sua universidade em torneios de todos os níveis. Além de formadas, também temos muitas atletas que atuam tanto pelo Rugby USP quanto pelos times de suas faculdades. Essa flexibilidade permite aumentar a experiência e representação do esporte universitário dentro do cenário de rugby nacional.

Se quiser nos ajudar a continuar escrevendo essa história é só aparecer nos treinos, terça e quinta das 19h30 às 21h30, perto do campo de areia do CEPE (qualquer mudança de planos avisamos na página do Rugby Feminino USP no facebook!).

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