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O primeiro título geral da FGV no Economíadas

por • 13 de novembro de 2017 • Colaboradores, Colunas, EntrevistaComentários (0)697

Uma das favoritas para levar o título do Economíadas em 2017, a FGV arrasou em quadra, na arquibancada e nos bastidores para levar o caneco pra casa.

 

Por Luiz Caramez e Shayene Metri

Após 26 edições de Economíadas, a Atlética da FGV conquistou, no último feriado, seu primeiro título geral no campeonato. Foram anos de preparo, muitos quases e uma sinergia entre esportivo, gestão e torcida de dar inveja em qualquer atlética. Confira nossa entrevista com Felipe Longato, presidente da AAAGV, sobre a conquista do último feriado.

RB: Como foi a trajetória pra esse título? O que você considera os pontos mais importantes do pré campeonato que garantiram o geral?

Felipe Longato (Presidente AAAGV): A trajetória do título não tem começo apenas no início deste ano. O trabalho vêm sendo feito desde 2012, através de uma mudança de mentalidade, passada tanto para os atletas, como para toda a faculdade. Para melhorarmos o esportivo, deveríamos nos dedicar mais aos treinos, aos jogos e contar também, sempre que possível, com o apoio da torcida. Sempre tentei passar a todos que, caso o título viesse este ano, não seria só fruto do trabalho da gestão 2017. Mas, sim, de vários anos anteriores e de várias pessoas que se envolveram em toda nossa história.

Mas, do nosso ano, um fator que foi muito importante no nosso período pré Economíadas foi o alinhamento que tivemos com a torcida e bateria. Desde o início do semestre, estavam todos animados, marcando presença em jogos, torcendo no interbixos, fazendo sempre uma festa enorme, passando o sentimento de orgulho do que estavam fazendo a todos e, principalmente, se organizando para que não faltasse motivação para o Economíadas.

E da bateria nem se fala. Sentamos diversas vezes juntos para organizar os jogos nos melhores horários para que eles pudessem estar presentes na maioria deles.

Além de tudo isso, buscamos sempre garantir as melhores condições de treinos e jogos para as nossas equipes e sempre passar nossa vontade de conquistar o Economíadas. Às vezes, não dava para estar em todos os treinos e jogos, mas sabíamos que estávamos fazendo nosso melhor e o pessoal acabava percebendo o quanto estávamos engajados e isso acabava motivando-os cada vez mais.

RB: Vocês garantiram o geral do Econo antes do fim do campeonato. Em que jogo isso se deu, como a Atlética passou isso para a torcida e atletas?

Felipe: Ficamos sabendo que o título estava confirmado após a nossa vitória na final do Basquete Feminino contra a FEA, porque ao mesmo tempo acabou a semifinal do Tênis de Campo Masculino entre Mackenzie e PUC, e os dois resultados combinados davam o título geral pra gente. Nesse momento, já avisamos para todos e então era só soltar o grito.

Mas, desde durante a madrugada de sábado pra domingo, eu e o nosso Vice Presidente Esportivo ficamos fazendo contas e vimos que não tinha como nós não sermos campeões, porque com certeza iríamos ganhar no mínimo um dos jogos de domingo e o Mackenzie iria perder pelo menos um confronto deles no dia. E a partir daí foi só ansiedade e tensão. Tivemos que guardar esse segredo até realmente sair a confirmação do título no Basquete Feminino. Resumo disso tudo: não conseguimos mais dormir!

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RB: Quais modalidades mais cresceram do ano passado pra cá?

Felipe: Acredito que uma das modalidades que mais cresceu do ano passado pra esse foi o VF. Em 2016 caímos na semifinal pra ESPM. No início desse ano entrou a Camila, uma atleta sensacional do ECPinheiros, e no meio do ano a Gabriela, que jogava nas categorias de base também do ECPinheiros. As duas são mulheres extremamente talentosas, e entraram num time que já tinha uma base muito forte, com atletas já experientes, o que trouxe uma combinação perfeita: a experiência das mais velhas e o talento das mais novas.

Além do VF, o Xadrez cresceu absurdamente esse ano. Várias pessoas novas entraram, atletas que estavam distantes do time voltaram a treinar e acabamos ganhando esse título também.

Uma outra modalidade que também cresceu muito foi o BM. Com um trabalho excepcional do técnico, o time se uniu ainda mais e a consequencia disso foi um maior entrosamento dentro de quadra. Sem contar também que os atletas mais experientes da equipe conseguiriam se adaptar bem às suas novas responsabilidades, puxando todo o elenco rumo aos objetivos, demonstrando muita motivação e vontade de ganhar o Economíadas. Deu para ver a dedicação deles treino a treino, que culminou no título.  

RB: Como é fazer parte desse primeiro título da FGV?

Felipe: Complicadíssimo colocar em palavras todos os sentimentos que envolvem essa conquista! Mas, seguramente, foi a maior emoção da minha vida até hoje. Não imaginava que poderia sentir algo assim antes da gente ganhar. Essa obsessão de ganhar o Economíadas ao longo do tempo foi crescendo, ano após ano, e nós da gestão fomos abraçando esta causa juntos dos atletas. Acabamos vendo que dava pra acontecer, principalmente após ficarmos no “quase” em 2016. Isso estava engasgado!

Hoje me sinto muito privilegiado de fazer parte dessa história e dessa gestão. Acho que ainda não me dei conta da magnitude dessa conquista. Ainda não caiu a ficha. Sei apenas que dei muita sorte estar no ano certo e no lugar certo e sei que com certeza essa felicidade do último feriado eu levarei para sempre comigo.

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