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TUSCA 2017: só acaba quando termina

por • 20 de outubro de 2017 • Colaboradores, Colunas, Jogo a JogoComentários (0)2013

Confira o balanço geral da Taça Universitária de São Carlos (TUSCA) que deixou todo mundo sem ar até o último dia para saber o campeão e teve contribuição decisiva das modalidades femininas

 

Por Patricia Beloni

A 38ª edição do TUSCA, de 12 a 15 de outubro, chegou mostrando como seu nível esportivo cresceu e sua organização evoluiu. Desde 2011, não se via o campeão geral ser definido no último jogo. Com uma disputa acirrada, a UFSCAR (Federal) bateu o CAASO (USP São Carlos) e levou a Taça.

“Não foi uma competição nada fácil, decidida na última partida. O jogo foi o do vôlei masculino, com um resultado de 3×0. Mas cada set foi bastante disputado, com pouquíssimos erros”, aponta Herison Oliveira (Belém), atual presidente da Atlética da Federal.

Apesar da derrota, é também o que pensa Renato Capelo, atual presidente da Atlética do CAASO. “O inter desse ano foi com certeza o mais disputado dos últimos anos e o jogo do vôlei foi, sem dúvida, o melhor deles no ano”, disse.

Além da briga pelo título, o torneio também foi intensamente marcado pela boa atuação das convidadas Liga das Engenharias da Unicamp (LEU) e Liga da USP Ribeirão Preto (LAURP). Sem contar a participação decisiva das lutas femininas.

A parte organizacional seguiu o mesmo caminho. De acordo com Belém, “a competição ocorreu sem atrasos, com uma tabela de jogos bem planejada e poucos erros de arbitragem”.

O inter contou com equipe de fisioterapia e ambulância todos os dias para atender quando necessário. Mas, o índice de acidentes foi baixo e nada grave aconteceu. “Isso mostra que os jogos tinham também um alto nível técnico, então as pessoas não se machucaram tanto”, concluiu.

Melhores momentos do TUSCA 2017

O torneio começou sem muitas definições na pontuação. Federal e CAASO venceram os primeiros jogos do vôlei de areia, mas o destaque mesmo foi para o taekwondo masculino. Em uma disputa eletrizante, a Federal acabou vencendo o CAASO. “Foi um verdadeiro espetáculo para quem estava assistindo”, conta o presidente Capelo.

Outra partida emocionante foi o handebol da CAASO x LAURP. O tempo normal de jogo terminou com um 7 metros batido pela CAASO, que errou e mandou a partida para a prorrogação. “A disputa foi para os sete metros e se seguiram duas rodadas até a LAURP se consagram campeã”, lembra Felipe Takata, do handebol masculino do CAASO.

Nesse embate, a competição seguiu com as pontuações lado a lado. Os outros resultados esperados não se confirmaram e na tabela oscilavam entre Federal e CAASO o tempo todo, levando a decisão para o último jogo do inter, o de vôlei masculino.

 

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Atletas da UFSCAR após o título no TUSCA. Por Richard Ducatti

“A pontuação geral estava empatada e a decisão de quem ia levar a taça pra faculdade foi no meu jogo”, lembra Igor Vieira, líbero do time de vôlei. “Foi incrível a torcida vibrando e incentivando, a bateria tocando loucamente e o time unido”, conta.

A Federal venceu o CAASO e levou para casa a 34ª taça da Federal no TUSCA. “Os atletas deram seu melhor, treinaram bastante o ano inteiro, intercalando com graduação, provas, compromissos particulares e, mesmo assim, o pessoal não desistiu. Lutou até o fim e o resultado veio”.

Partipação feminina decisiva

“Esse foi o primeiro ano em que as lutas femininas tiveram uma contribuição significativa pra pontuação geral. Uma campanha que começou anos atrás e se concretizou esse ano”, explicou Herison Oliveira, presidente da Federal.

E não rolou uma faculdade que dominou as quadras e ganhou tudo. “Ganhamos duas e perdemos duas, o que mostra que não existe um monopólio do esporte universitário no TUSCA”, apontou Oliveira.

Para ele, todas as universidades estavam em ótimas condições e eram capazes de vencer. A LAURP, por exemplo, foi campeã do taewkwondo. As mulheres estava tão em destaque, que, em algumas modalidades, teve mais atléticas inscritas no feminino do que no masculino.

Atléticas convidadas são destaque

LEU e LAURP se destacaram em diversas modalidades como o vôlei feminino, o vôlei de areia e o handebol, por exemplo. E não dá para esquecer de falar também da boa participação da UFMG e da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), que apesar de não ter equipe para alguns esportes, conseguiram se superar.

“A UFMG, até então desconhecida, surpreendeu nas quadras mesmo com alguns times desfalcados pela grande distância da competição. Já a LAURP foi um exemplo de superação, passando por cima das adversidades e mostrando que tem sim muito o que agregar ao alto nível esportivo do TUSCA”, apontou Maria Luisa Chiconello, Secretária da Atlética do CAASO.

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Modalidades individuais

No tênis de mesa, o CAASO venceu o feminino e a Federal o masculino. Mas a surpresa mesmo veio com a disputa entre a LAURP e a LEU. A Liga da Unicamp e suas equipes fortes venceram as duas modalidades.

No karatê, quem se sobressaiu foi a Federal. O Judô e o Jiu-Jitsu masculino e feminino foram dominados pelo CAASO.

Já a natação masculino ficou com o CAASO e a feminino com  a Federal.

Esportes coletivos

Os jogos de handebol foram definidos no detalhe. Os do vôlei e o do basquete surpreenderam, pois não teve CAASO nem Federal na final do basquete feminino. A LEU veio fortíssima no rugby sendo campeã absoluta e no vôlei feminino venceu a Federal em um resultado histórico.

“Isso mostrou um equilíbrio muito grande e um nível esportivo que a cada ano vem aumentando”, apontou Capelo, presidente do CAASO.

No beisebol, no vôlei de areia feminino, no futcampo, no tênis masculino e no futsal masculino, o CAASO foi destaque.

É praticamente unânime que o TUSCA desse ano foi emocionante e o mais disputado. O torneio deixou um gostinho de orgulho a todos os atletas, atleticanos e colaboradores. “Parabéns para todos, que foram extremamente organizados e fizeram um grande torneio, um TUSCA histórico. Me sinto muito honrado de ter feito parte disso e é claro que como atleticano”, finaliza Capelo.

 

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