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InterUNESP: superação e títulos históricos

por • 19 de outubro de 2017 • Colaboradores, Colunas, Jogo a JogoComentários (0)584

O InterUNESP não vive só de festas. Matheus Belizario, atleta da Unesp Bauru, conta sobre títulos inéditos e emoção que viveu dentro desse maravilhoso inter.

 

Por Matheus Belizario

Minha história no esporte começa no ano de 1998, quando fui com meu pai a um jogo de futebol em um clube perto de casa. Na sala ao lado, perto do campo, duas pessoas e um professor me convidaram para participar da aula de judô. Muito alegre e tímido ao mesmo tempo, aceitei logo de cara. A partir daí, não parei mais. Fiz natação, futebol de campo e futsal. Todos incentivados por meus pais, sendo o judô o esporte que pratiquei por mais tempo (dos 6 aos 17 anos).

Além disso, outro esporte que amava era o vôlei de quadra. Isso em virtude de ser o esporte que minha mãe praticava e por isso sempre acompanhava suas partidas e assistia jogos na TV. Entretanto, na minha cidade nunca teve um local para a prática regular desse esporte por homens. Então eu só jogava mesmo na escola e em treinos mistos.

No meu ano de vestibulando, com várias incertezas sobre qual carreira seguir, prestei Educação Física na UNESP. Mesmo sem muita convicção, uma vez que nunca realizei um cursinho pré-vestibular e era aluno advindo de escola pública. Nessa época não tinha certeza de nada. Com toda a empolgação da possibilidade de entrar em uma das melhores universidades do país, comecei a procurar mais sobre ela e acabei encontrando o InterUNESP.

Quando entendi, o que era tudo isso, passava horas (cerca de quatro por dia) assistindo vídeos dos jogos de handebol, do Desafio das Baterias, do vôlei, das lutas. Nestes vídeos, vi pessoas que conheci com o passar dos 6 anos de UNESP/Bauru. E hoje elas são minhas amigas e companheiras de campus e torcida, compartilhando um só objetivo, o CANECO.

Assim, passei 4 meses nessa ansiedade até que, no momento em que saiu o resultado do vestibular, comecei a procurar no face da atlética sobre os treinos. Descobri que o técnico de judô já tinha sido meu professor, o que facilitou minha participação nos treinos. No vôlei, no entanto, foi mais difícil, pois eu era inexperiente. Quem me ajudou a ir ao primeiro treino foram dois veteranos, Babi e o Japonês (que hoje é técnico da equipe de vôlei de Jabuticabal). Nesse ponto, comecei a participar dos treinos da melhor maneira possível.

Primeiro InterUNESP: Judô grande!

No meu primeiro Inter, em 2012 (Interjabuca), o que mais me marcou foi o judô, porque eu ainda era novato no vôlei. Tinha treinado muito pouco e é um esporte que envolve extrema habilidade e técnica. Por essa razão, perdemos o jogo na semifinal, o que nos abalou bastante. Contudo, fiquei ainda mais motivado para o próximo ano.

Para o judô, esse inter foi muito especial. Chegamos ao ginásio central e ele estava praticamente vazio. De repente, começaram a chegar várias pessoas de verde e preto cantando: “O PC vai te matar”. Eu estava concentrado na competição, mas comecei a pensar: “Quem é esse cara? Será que ele é tão “FODA” assim?”.

Essa frase permaneceu por todo o campeonato até a final, na qual, chegaram Bauru e Prudente. Todos do time estavam muito confiantes, afinal nos conhecíamos há muito tempo e participamos de vários campeonatos juntos (Regionais, Estaduais, Paulistas).

Na primeira luta, esse PC (Prudente) enfrentou o famoso “Bolinha” (Bauru). Durante a disputa, os gritos em prol do PC ecoavam como se fosse a Copa do Mundo. Quando o confronto terminou e o “Bolinha” saiu vitorioso – foi soberano o tempo todo, a torcida inteira de Prudente se calou. O ginásio ficou em silêncio porque a torcida de Bauru não tinha comparecido. Apenas 8 pessoas estavam presentes.

Na segunda luta, o “Bauru”, de Engenharia Civil, atirou seu adversário para fora do tatame com um belo ipon e nos incendiou ainda mais. Faltava, então, só mais uma. Na terceira e última, o Guilhermão acabou com seu adversário em menos de 10 segundos e nos consagrou campeões.

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Equipe de Judô Unesp Bauru. Crédito: Acervo Pessoal

Lembro como se fosse hoje que pulávamos loucamente e toda a torcida de Prudente já tinha ido embora. Foi lindo de se ver (risos). Quando voltamos ao aloja, o “Fera” da atlética e outros comentavam o acontecido. A partir disso, o judô começou a ser visto com outros olhos e exatamente como deveria.

Foi quando surgiu o famoso hino: “OOOOOOOHHHHHHH, vamo ganha, JuDÔÔÔ, vamo ganha, JuDÔÔÔ, vamo ganha, JuDÔÔÔ, OOOOOOOHHHHHHH”. Ao final desse Inter, ganhamos mais um CANECO, fechando com chave de ouro meu primeiro ano nessa universidade.

Segundo Inter: título inédito

Já no meu segundo inter (InterAssis), tudo ocorreu de forma brilhante. Mantivemos a equipe do Judô forte, e diferente do meu primeiro ano, a torcida amarela era a maioria no ginásio. Com o apoio dela, fomos campeões novamente em cima de “PC” e companhia, e não teve pra ninguém.

No vôlei veio uma grande surpresa! O time masculino de Bauru foi campeão pela primeira vez na História do Inter! Nesse ano, sofremos para ganhar do time de Botucatu na semifinal, que tinha um time entrosado. Tínhamos realizado alguns amistosos contra eles durante o ano, o que acabou mostrando nossos pontos fortes e fracos. Contudo, soubemos como sair dessa situação difícil e avançamos.

Já classificados para a final, esperávamos o time de Rio Preto, que era muito forte desde antes de 2010. Entretanto, quem chegou à final foi a equipe de Marília, que contava com dois ponteiros habilidosos. Quando ficamos sabendo dessa notícia, percebemos que tudo conspirava a nosso favor. Ganhamos um jogo super difícil de 3 x 0, o melhor da minha equipe durante o ano.

Com esses 5 anos de InterUNESP, surgiram vitórias e derrotas. Mas acima de tudo, muito aprendizado e respeito por todos os momentos vividos. Sempre sabendo que um dia tudo isso acaba, a parte mais triste de tudo isso.  Porém, o amor por Bauru não acaba nunca. Não importa o que aconteça, esse permanece intacto.

Agradecimentos: Vôlei Masculino e Feminino (2012 – 2013); Equipe de Judô (2012 – 2014).

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