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O que fica do BIFE? As pessoas.

por • 27 de outubro de 2017 • Colaboradores, Colunas, EspecialComentários (0)313

De todos os anos de Química USP, o que ficou não foram as medalhas, os jogos pegados ou as derrotas incontestáveis. Mas, sim, os relacionamentos criados.

Por Guilherme “Montanha” Montagner

Vou para meu sexto BIFE e ainda me lembro do primeiro como se fosse ontem.

Bixo, dezoito anos, primeiro inter fazendo parte da atlética, muitos amigos e muita cerveja. Foram com esses pensamentos que fui para Barra Bonita, todos estavam animados e foi assim que um amigo sugeriu “Por que não pintamos o cabelo de azul?”. Minha resposta foi certa (ou não) “Bora”. No dia seguinte, estávamos todos no CV da Química descolorindo o cabelo e ficando horrorosamente lindos. Foi um processo lento, demorado e, no fim das contas, descobri que meu couro cabeludo não aguentou e eu tive uma alergia muito forte. Mas fui até o final, ou quase.

Nesse BIFE, eu me lembro de me divertir como nunca, conheci as pessoas do meu curso e de outros, fiz muitos amigos, joguei tudo que pude, trabalhei em todas as festas, me joguei na piscina de sabão da última balada (#fikdik para o BIFE). Porém, o que mais importa para mim é que no meu BIFE de bixo, eu fiz o que todos os bixos têm que fazer:  aproveitei o máximo que o BIFE pode me dar.

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Foto: Acervo pessoal

Nos anos seguintes fui da CO do BIFE, o que, por si só, foi uma experiência que mudou minha vida. Conviver com pessoas de outras faculdades todas as semanas, ir atrás de cidade (faltam 3 dias para o BIFE e não tem cidade). Além disso, em 2014 fui o presidente da atlética e organizei, junto com a gestão, toda a delegação da Química durante o ano para conseguir não ser o último no BIFE (mesmo assim, comemoramos muito o último lugar no BIFE de 2014). Foi difícil e desgastante, mas eu não tenho o que reclamar, pois o BIFE de Araraquara terminou de um jeito especial para mim.

Em 2014, o que eu posso dizer é que, meu relacionamento com as pessoas de outras faculdades aumentou em um nível absurdo, todos os CO’s eram amigos e saíamos para beber sempre, o clima era muito bom. Mas foi com uma CO da FFLCH que eu me apaixonei e durante a balada do último dia do BIFE, pasmem, eu a pedi em namoro, e ela disse sim.

Agora, em 2017, continuamos juntos, eu não vou pintar meu cabelo de azul e vou para o BIFE de Avaré, vou me divertir e provavelmente será pela última vez. Pois a graduação vai acabar e a vida vai fazer com que seja muito difícil de treinar novamente algum esporte pela Química, ou por si só ir ao BIFE. Mas uma certeza que eu tenho para mim é que o BIFE não só é feito por troféus ou medalhas, mas sim pelas pessoas.

Desses seis anos (três como CO), vou levar três medalhas (por enquanto), mas diferentemente delas que vão embora um dia, eu vou levar para sempre os relacionamentos que o BIFE me deu, porque esses fazem o BIFE ser o que ele é: o melhor inter de todos.

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