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Outubro Rosa, uma causa também das universitárias

por • 11 de outubro de 2017 • Colaboradores, Colunas, Saúde & AlimentaçãoComentários (0)102

É hora de falar de coisa séria. Você sabia como praticar atividades físicas hoje podem te ajudar a prevenir o câncer de mama mais tarde? Vem com a gente entender melhor isso.

 

Por Patrícia Beloni

Falar de câncer, ainda mais na faixa etária das mulheres do esporte universitário, pode até ser uma realidade distante. Mas é justamente esse um dos objetivos da campanha Outubro Rosa: levar a informação e falar da saúde da mulher sem tabu, sem medo, em todos os lugares, para todas as mulheres, inclusive as mais novas.

Isso porque “os cuidados e a prevenção devem começar exatamente quando ainda somos jovens”, explica a mastologista Gabriela Santos, da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). E o mais interessante: praticar esportes ajuda e muito. Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com hábitos saudáveis, que incluem realizar atividades físicas regularmente.

Diversos estudos científicos chegaram à conclusão que cerca de 4 a 7 horas de exercícios físicos semanais podem reduzir o aparecimento do câncer mamário em de 30% a 40% dos casos. E, apesar do câncer de mama ter várias causas e estar diretamente relacionado com a idade avançada (4 em cada 5 casos acontecem após os 50 anos), tem uma grande influência de fatores ambientais e comportamentais, relacionados à vida moderna de hoje.

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Foto por Mei Monma

“A obesidade e o sedentarismo são alguns dos principais responsáveis”, explicou a médica. É também o que concorda o Dr. Rafael Machado, também da SBM. Ele conta que isso pode acontecer principalmente porque o tecido adiposo (de gordura) gera estrogênio, e a ação cíclica desse hormônio no corpo está relacionada com a formação de células cancerígenas.

Por isso, qualquer esporte praticado pode trazer benefícios e ajudar na prevenção. De acordo com Gabriela, exercícios que envolvam atividades aeróbicas com frequência, em torno de três vezes por semana são ideais (então, sem dar migué no treino, pessoal). Corrida e caminhada são as melhores pedidas (alô, atletismo).

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Mas segundo Gabriela, não é só dar uma suada não. É preciso estar atenta com a alimentação, manter o peso corporal adequado (o que pode ser checada caso a caso com profissionais qualificados), tentar evitar o consumo de bebida alcóolicas e não fumar. Vale lembrar que fatores genéticos, hereditários, idade da primeira menstruação e da menopausa, uso de contraceptivos e outras terapias hormonais também podem influenciar.

Câncer de mama tem cura sim

Ainda que a doença seja séria, ela tem cura e, se diagnosticada logo no início, pode chegar a 95% de chance. O tratamento é feito em etapas, com uma cirurgia que pode envolver ou não a retirada total (radical) ou parcial da mama (conservadora), dependendo de cada caso.

Em seguida, pode ser preciso realizar a radioterapia ou quimioterapia, que ajuda no tratamento dos tumores, para diminuir a possibilidade de volta, por exemplo. De acordo com Gabriela, existem alguns efeitos colaterais, mas que são temporários e reversíveis (inchaço, aumento de temperatura, desconforto e sensibilidade, náuseas, vômito, baixa imunidade, anemia, ressecamento e vermelhidão).

Inclusive, “a atividade física após um diagnóstico de câncer de mama também diminui a chance de desenvolver o tumor novamente porque ela reduz o risco por influências hormonais”, ressalta Machado.

Mas o mastologista lembra do mais importante: mesmo que não haja sintomas, é necessário fazer o autoexame com frequência e os exames de mamografia e o de ultrassonografia quando orientada por um especialista. É preciso se cuidar sempre, mulherada!

 

Crédito foto de capa: Pro Clara Dias

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