eca usp

ECA USP: um adeus de uma multiatleta

por • 26 de outubro de 2017 • Colaboradores, Colunas, EspecialComentários (0)247

Natação, atletismo, basquete… Clarissa vai pro seu último BIFE pela ECA USP pra tentar garantir medalhas, fantasias e boas histórias.

Por Clarissa Brito, ECA USP

Às vezes me sinto um dinossauro quando me perguntam sobre o BIFE. As lembranças realmente se misturam pelos anos e cidades que já competi. Algumas lembranças incríveis, outras um tanto quanto duras, mas sempre acompanhadas de grandes amizades e aprendizados.

Em 2010, no BIFE “Katrina” de Barra Bonita, me lembro que fazia parte do time de atletismo, basquete e natação. Isso me garantia competir todos os dias menos o primeiro. O que fazer com um open breja que acontecia só no alojas se eu não ia parar nunca no alojas?

Decidi aproveitar TODO o open breja no primeiro dia. Não saí do alojas, quando me dava fome eu bebia mais cerveja e, de beer pong em beer pong, de conversa em conversa, já era noite e fomos pra primeira balada do BIFE. Uma veterana do time resolveu beber shots para integração e eu, me achando a super forte do rolê, aceitei. Quebrei. Bateu o cansaço do século e ele me arrastou pelos próximos três dias sem piedade. Na natação, não suportava ficar em pé, fiquei deitada no chão da piscina durante todo o tempo que não estava competindo dentro da água. Mal pude ver a ECA reclamando loucamente da temperatura negativa da água. Acho que, dois anos depois, aquela mesma piscina abrigou o quase afogamento do Mastro (nosso bixo que tentou completar o revezamento masculino ecano) e o Guto nadando com meu maiô da época de federada.

Todos anos em que competi a natação têm um fato diferentão, além de sentarmos de pernas cruzadas como rainhas emponderadas nos pódios. Eu sempre buscava não disputar nenhuma das provas que minha irmã (uma grande nadadora da FAU) nadava. Coisa de irmãs, evitar brigas ou rivalidades.

eca usp

O basquete feminino da ECA nunca ganhou o BIFE nos sete anos que fiz de graduação, mas foi o time mais divertido, com quem combinei fantasias, troquei gargalhadas e dormi tranquilamente no quarto do alojamento. Digo divertido, porque normalmente no segundo semestre eu sempre estava com alguma lesão séria que me impedia de treinar ou até mesmo jogar – e foi esse time que nunca deixou de me incentivar.

O BIFE é meio eterno e cheio de historinhas para contar. Parece que a cada ano a gente inventa uma desculpa diferente pra colar. Teoricamente, eu tenho mais esse ano e o próximo para jogar, mas fico pensando na renovação dos times e em como o espírito de “BIFE integração” está cada vez mais nas lembranças, pelo menos de nós velhos que ainda não tínhamos tão forte o título de Mack do BIFE.

Será que já foi o meu último BIFE? Será que esse será minha despedida? Só o feriado irá dizer.

Leia mais sobre ECA USP:

Rugby Feminino da ECA é desclassificado do BIFE | Revista BEAT
FAUECA: um clássico do esporte universitário | Revista BEAT
O dia em que a ECA brilhou na fonte luminosa | Revista BEAT

Posts Relacionados

Comentários fechados