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Uma década de histórias

por • 2 de outubro de 2017 • Colaboradores, Colunas, PerfilComentários (0)142

Jogar um inter já é emocionante, imagina jogar dez? Saiba mais sobre as histórias, jogos e emoções de antigos atletas da Unesp Bauru.

Por Matheus Souza | Atlética Unesp Bauru

Jogar um Inter é uma sensação inesquecível, segundo contam todos os atletas que já competiram em um. Imagina jogar por dez anos defendendo seu time e seu campus. Isso é o que vivem diversos atletas em Bauru. E, depois de muito tempo, eles viverão um novo momento: defender a Unesp Bauru dentro da própria cidade.

Felipe Gomes, um louco pela Unesp Bauru, é atleta do futsal e joga desde criança. Por Bauru, desde 2006, quando entrou na Unesp (2006 a 2008 fez Relações Públicas e de 2010 a 2015 Educação Física) e não pode representar o time dentro de quadra em apenas dois anos, 2009 e 2016. “Ao entrar no curso de Relações Públicas em 2006, resolvi conhecer os treinos da AAA e, desde então, defendo as cores de Bauru”, conta Felipe. Mas, mesmo passado tanto tempo, Felipe não se esquece da sensação de entrar em quadra pela primeira vez representando Bauru. “A sensação é inexplicável. Quando pisei oficialmente em quadra em meu primeiro Inter, olhei para as arquibancadas e vi nossa torcida e bateria cantando juntas e nos incentivando do começo ao fim da partida, independente do resultado que apontasse no placar, tive a certeza de que o máximo que eu fizesse ainda seria pouco para retribuir tamanho amor pela Unesp Bauru”, afirma.

Pamêla Arakaki, Pam, é atleta do Handebol feminino da Unesp Bauru e este é seu décimo primeiro ano jogando pelo time. Pam, que se formou em Engenharia Civil em 2012 e entrou na Física em 2015, conta que começou a jogar nas aulas de Educação Física e depois foi chamada para compor o time da cidade, mas quando chegou a época dos vestibulares, teve de se afastar dos esportes para focar nos estudos. Mas, depois de um tempo em Bauru, ela descobriu os treinos e o amor começou ali. “Quando entrei na Unesp, nem sabia que tinha treino de Hand. Fui descobrir já quase no final do 1º semestre. Então, quando as aulas voltaram, decidi ir em um treino. Estava super nervosa, pois não conhecia ninguém. Mas fui super bem recebida. E em novembro veio o 1º inter. Aí já era! rs Nascia um monstro viciado em InterUnesp!”

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Pam jogando o Inter Botucatu 2014 (Acervo pessoal) – Por Camila Pasin

Lucas Alarcon, conhecido como CB, já competiu por Bauru na Natação e no Atletismo, desde 2010. CB descobriu seu talento para o atletismo quando já estudava na Unesp, e praticava natação competitiva desde os 12 anos. Porém, mesmo tendo competido antes de entrar na Unesp, ainda não tinha experienciado o que viveu jogando por Bauru. “A sensação é indescritível. Converso com várias pessoas da natação e muitos veem do mesmo jeito que eu, até mesmo pessoas que foram mais longe no esporte do que eu. A sensação de ganhar e competir um Paulista, de um Brasileiro é muito individual. Mas, quando se compete e se ganha por Bauru, com aquele mundaréu de gente vestindo amarela e cantando os Hinos… Não há sensação melhor. Seus amigos de curso, de sala, de outros cursos e atletas de outras modalidades que vão prestigiar a sua equipe torna tudo mais especial”.

São três atletas de modalidades e cursos diferentes que se juntam a muitos outros para defender seu campus. O que reúne todos eles é a vontade de vencer e mostrar a força da Unesp Bauru. Em todo esse tempo, viveram muitas histórias que marcaram suas vidas, sempre mostrando que a força que move Bauru é o amor pelo que fazem dentro e fora de quadra. “[a história que mais me marcou jogando por Bauru] acho que foi em 2013, semifinal contra Rio Claro. Estávamos perdendo de vários gols. E no meio do 2º tempo a torcida de Bauru chegou, nos incentivando, motivando, começamos a reagir. Chegamos a empatar o jogo, mas, no fim, perdemos de um gol. Entretanto, mesmo perdendo, esse jogo me mostrou como a torcida faz diferença! Foi foda! Foi demais! Bauru é foda!”, mostra Pam.

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Lucas competindo por Bauru em 2014, no Inter Botucatu (acervo pessoal) – Por Camila Pasin

Lucas conta que competir por Bauru é se superar pela equipe, por resultados que ainda não tinham vindo. Como foi seu caso em 2011, competindo no Inter Marília no revezamento estilo crawl. “Era meu segundo ano, e no ano de 2010, Bauru ficou em terceiro no geral e a natação masculina ficou em quarta. Nada poderia me deixar mais puto. O revezamento crawl é muito importante, primeiro porque ele dita o ritmo do resto da competição (é a primeira prova) e segundo porque ele vale o dobro de pontos. Eu fechava o revezamento como a última perna. Os veteranos disseram que foi o maior público da natação que eles já viram. Depois no inter de Jabuca, o público com certeza foi maior. Quando tocaram a parede para que pudesse sair, estava atrás do último cara do outro time, e no crawl, existe pouco espaço de tempo. Virei a parede na frente e consegui buscar, chegando na frente e trazendo a vitória para Bauru. Foi o melhor tempo da minha vida. A galera explodindo na torcida, foi sensacional, como todos os revezamentos. Ganhamos a natação e Bauru ganhou o Inter”.

O esporte teve sempre um papel muito importante na vida dos três atletas, que valorizam as várias oportunidades que ele lhes proporcionou.Pra mim, o esporte foi a porta de entrada para muita coisa boa que aconteceu e ainda acontece em minha vida! Ganhei bolsas de estudo através do esporte, conheci ídolos que jamais pensei em ver pessoalmente. As amizades, as boas lembranças, o respeito ao próximo e o espírito esportivo são o que de melhor eu colho a cada dia! Sou muito grato por fazer parte disso tudo!”, afirma Felipe. Pam também valoriza muito seu esporte, seu time e as pessoas que jogam ao seu lado. Quando penso em handebol, penso em amigos. Pois, hoje, como já era quando eu entrei no time, handebol Unesp Bauru é sinônimo de Família. Dou o sangue por cada um deles!”, afirma a atleta.

 

Crédito foto de capa: Título do Futsal Masculino no Inter Araraquara, 2015. Felipe número 14 a esquerda / acervo pessoal.

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