Arthur Peão: brasileiro, pinheirense e feano

por • 10 de outubro de 2017 • Colaboradores, Colunas, Entrevista, HandebolComentários (0)724

Uma modalidade e três camisas: FEA-USP, Esporte Clube Pinheiros e Seleção Brasileira. Confira a entrevista com o atleta Arthur Peão.

 

Por Revista BEAT

Recém convocado para integrar a Seleção Brasileira de Handebol Masculino no Torneio Quatro Nações, Arthur Flosi Alexandre Peão, ou apenas Peão – como é conhecido nas quadras universitárias -, está em seu oitavo ano da Faculdade de Administração e Economia da USP.

O atleta conta um pouco sobre sua trajetória na modalidade, seu envolvimento com o esporte universitário, sua mais nova convocação e, claro, sobre sua vontade de jogar o Economíadas 2017.

Revista BEAT: Como e quando você se iniciou no handebol?

Peão: A boa e velha pergunta! Comecei com oito anos, não me lembro direito, mas foi por causa do meu irmão mais velho, ele começou a jogar e como bom irmão mais novo eu apenas segui ele.

RB: Há quanto tempo você joga federado? Por quais clubes já passou e atualmente joga por qual clube?

Peão: Sou federado desde os 12 anos, mas parei de jogar entre 2012 e 2014. Eu sempre joguei pelo Pinheiros, cheguei a treinar 3 meses na Hebraica, mas nunca joguei por lá. Hoje existem diversas especulações para onde vou, mas garanto que jogo o Economíadas, já coloquei no contrato que só saio depois desse evento.

RB: Como foi o processo da escolha da universidade? O esporte ajudou ou poderia ter atrapalhado?

Peão: Acredito que foi parecido com o processo que todo mundo passa, acha que sabe o que quer e quando entra descobre que o curso é bem diferente. Eu entrei em Atuaria em 2010, queria Economia (ainda bem que eu não passei), acabei abandonando o curso em 2013, não era o que eu queria. Prestei Fuvest em 2014 para Administração, já estava mais consciente dos cursos e do que (acho que) quero fazer quando parar de jogar.

arthur peão

Foto por Luisa Zucchi

RB: Durante sua graduação, você se envolveu/ainda se envolve com o esporte universitário. Paralelamente, continuou jogando federação. Qual a principal diferença que você enxerga entre os dois cenários?

Peão: Difícil não sair criticando todo mundo nessa hora, falar que o esporte no Brasil é amador e apontar todas as dificuldades que atletas encontram para continuar crescendo. Mas vamos tentar não fugir da pergunta. Observando o handebol que é a minha realidade e mantendo o foco no estado de São Paulo. Eu já discuti com muita gente essa pergunta, a maior diferença é quantidade de times do esporte universitário, a federação não chega perto dessa quantidade. De resto os cenários são muito parecidos, infraestrutura (sim, são poucos os times profissionais que conseguem ter material e quadra em boas condições), técnicos, arbitragem, locais de jogos são praticamente os mesmo.

RB: Um ponto positivo do universitário que você levaria para o alto rendimento. E um ponto negativo que você resolveria se conseguisse.

Peão: Ponto positivo, quantidade de times no universitário, ia ser lindo se a federação tivesse 3, 4 divisões… Ponto negativo para o esporte universitário é a grande rotatividade dos membros das atléticas.

Leia mais:

Handebol: a bola da vez | Revista BEAT
A realidade dos atletas universitários de alto rendimento no Brasil | Revista BEAT
A reinvenção de atletas: das federações ao universitário | Revista BEAT

 

RB: Você tem feito jogos muito bons e, recentemente, foi convocado para a Seleção Brasileira para o Torneio das Quatro Nações. O que isso representa na sua carreira? Como isso afeta sua vida universitária?

Peão: A seleção é uma janela para os times de fora, acredito que agora vou ter maior exposição, com isso devo receber mais e melhores propostas para sair do Brasil. Não acredito que mude muita coisa, até agora não mudou pelo menos… Só estou recebendo parabéns das pessoas.

RB: Por fim, conte pra gente uma partida ou uma história que tenha te marcado no esporte universitário.

Peão: Estou no oitavo ano, escolher uma partida ou história é complicado demais… Já ganhei e já perdi o BichUSP de handebol, já fiquei mais de dois anos invicto dentro da USP, já fiz gol do meio da quadra no último segundo de jogo no Economíadas, já errei o último sete metros da final no InterUSP, ganhei o primeiro título do handebol na Copa Unisinos, estava presente quando perdemos o direito de ficar alojados na Unisinos, conheci e perdi um grande amor dentro da USP, já ganhei de times “universitários” como FEFISA e Anhembi, já fui expulso injustamente, já fui expulso justamente, já vi gol contra (não me pergunte como), participei dos extintos Albertos, já perderam minha credencial em inter…melhor parar por aqui.

 

Crédito foto de capa: Acervo pessoal

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