Daniela Bernardi

#TBT 2012: sobre LCAs, natação e superação

por • 20 de setembro de 2017 • Colaboradores, Colunas, Individuais, Jogos da LigaComentários (0)230

Por Daniela Bernardi

Comecei a nadar com dois anos, em 1991, e, até 2003, a natação era o meu único esporte. Mas aí, conheci o handebol, que virou minha prioridade (inclusive na frente dos estudos). Fui federada por três anos, joguei em diferentes clubes, como a Hebraica e o Corinthians, e também na faculdade. Também treinava basquete por influência da minha irmã que praticava e pelo meu vício em esportes.

Durante a faculdade, devido aos horários de treino de hand e basquete, somados aos horários das minhas aulas, eu só conseguia treinar natação às 13h em uma academia perto de casa. Participava apenas de campeonatos amadores da academia e da faculdade, mas minha prioridade continuava sendo o handebol.

Em 2010, no meu segundo ano da faculdade, durante o JUCA, rompi o LCA do joelho esquerdo jogando handebol. Continuei treinando por mais três meses até que rompi o direito também.

Para poupar tempo e voltar a jogar mais rápido, resolvi operar os dois joelhos juntos (eu sei… fui bem cabeçuda!). No joelho esquerdo, o enxerto não funcionou e o direito voltou a romper após cinco meses (durante a reabilitação). Nessa época, a única atividade física que praticava era a natação.

Quando descobri que teria que operar novamente ambos os joelhos, meu mundo desabou. Lembro que meu namorado da época fez um documentário com minhas amigas para me animar, pois eu dizia que queria dormir e só acordar quando meus joelhos estivessem recuperados.

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Daniela Bernardi

Daniela Bernardi ao centro no BIFE de 2012.

A natação acabou se tornando, então, uma válvula de escape. Eu conseguia treinar, conseguia ter um objetivo. Foi minha melhor época nadando, eu baixei tempo e melhorei muito. Nada no nível federado, mas peguei o primeiro lugar em algumas provas.

Estava acostumada a nadar apenas no BIFE e no JUCA, nos quais competia contra faculdades como Mackenzie, Cásper Líbero, FFLCH, BIO, VET, etc. Quando nadei nos Jogos da Liga, tive a oportunidade de competir com faculdades diferentes dessas, que os treinos eram mais pegados e as provas mais competitivas: como MED, POLI e FEA. Ganhamos bronze no revezamento. A equipe feminina da ECA era um orgulho!

Em 2012,  voltei a praticar o handebol. O que me manteve forte durante esses dois anos foi a natação. Ela garantiu que eu estivesse próxima do esporte universitário e me manteve disciplinada – até deixava de ir em festas para competir!

A natação é um esporte de superação, no qual, além de competir com outras pessoas, você compete consigo mesma. O seu desempenho, a sua performance, depende muito de você – é algo completamente seu. Era algo que me desestressava, que me relaxava, que tinha orgulho, porque me auto-superava treino após treino.

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