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Engenharíadas está de volta: Poli se une a Mackenzie para reconstruir o inter

por • 4 de setembro de 2017 • Cartola, Colaboradores, Colunas, Jogo a JogoComentários (0)751

Mackenzie e Poli colocaram as rivalidades de lado para ressuscitar o inter que tinha morrido em 2016 e agora chega cheio de novidades e novas expectativas

Por Patrícia Beloni

O Engenharíadas SP voltou depois de um ano sem acontecer. A edição do Engenhas 2017 vai rolar no feriado de 7 a 9 de setembro, em São Carlos.

Após os desentendimentos entre as atléticas participantes e os problemas de 2011 – que culminou com a saída da Poli-USP da competição, o inter renasceu (literalmente).

Isso porque as Atléticas rivais da Poli e do Mackenzie decidiram se unir para reformular o campeonato, que passava por uma fase de desorganização e baixo nível esportivo.

Novo Engenharíadas

Muitas mudanças foram feitas no regulamento do inter. Dentre elas, nem todos os alunos precisam cursar Engenharia necessariamente, por exemplo (alunos de Ciência da Computação da FEI estão permitidos, por exemplo).

Mas não é só isso. Além do campeonato estar mais barato e viável economicamente, “O bom senso e a postura de todas as atléticas está fazendo com que o campeonato flua da melhor maneira possível”, ressaltou Felipe Suarez, Conselheiro Fiscal da Atlética Horácio Lane, do Mackenzie, e Tesoureiro da Liga. “Tomamos as decisões sem olhar somente o lado do Mackenzie ou da Poli, cobramos as atléticas de maneira igual para o campeonato como um todo”, completou.

Tanto o Mackenzie como a Poli tiveram uma mudança significativa de posicionamento. “Reconhecemos que tínhamos uma postura mais arrogante e rígida e que isso fazia muitos irem contra a Poli, mesmo a gente tendo razão. Agora estamos menos conservadores, mudamos o pensamento e estamos cedendo mais”, explicou Pedro Brigide (Itaipava), da Poli, e presidente da Liga.

Como o inter acabou

A ausência da Poli no campeonato fez muita diferença e foi o início da queda do Engenharíadas de fato. “O Mackenzie ganhava muito fácil. Rolava descumprimento do estatuto, má fé”, revelou o presidente.

E o efeito foi unânime. Para Suarez, “resultou no término da maior rivalidade esportiva do meio universitário”.

Mas as coisas pioraram. Em 2013, a LEU (Liga das Engenharias da Unicamp) saiu e, em 2015, o inter aconteceu em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.

“Existem Engenharíadas em outros estados. Quando isso aconteceu, eles descaracterizaram o Engenharíadas Paulista. Foi ruim. Foram cerca de apenas 400 pessoas e todas ficaram alojadas em uma quadra, sem estrutura, sem segurança”, contou Itaipava.

Mas o campeonato terminou de vez mesmo em 2016, quando a Mauá assumiu a presidência da Liga, e o Engenharíadas acabou não acontecendo.

Rivalidades de lado: Poli e Mack se juntam

Enquanto isso, a Poli acompanhava todo o cenário e só pretendia voltar para o inter se o estatuto fosse zerado, com um novo projeto, novas condições de participação de atletas, entre outras exigências.

Antes que chegassem a qualquer acordo, Mackenzie (Engenharia e Direito), LEU, Poli montaram o G6 em 2017, com a participação da Farma USP e da FMU, um inter que foi considerado o precursor do novo Engenharíadas.

“Tínhamos acertado em reunião que precisávamos de algum campeonato que envolvesse as grandes engenharias para que no ano seguinte fosse possível resgatar o Engenharíadas”, contou Suarez.

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Arte por: Reprodução/facebook POLI-USP

Em 2016, a Atlética do Mackenzie já tinha passado por uma reformulação e sua nova gestão já havia colocado como prioridade resgatar o relacionamento com a Atlética da Poli.

Com essa aproximação, foi possível alinhar interesses, e o processo de negociação da volta do campeonato começou.

Cinco faculdades ficaram como fundadoras do inter: Poli, Mackenzie, Mauá, FEI e UFABC, com participação da FAAP e da Engenharia Santos.

“Mas a ideia é buscar mais. Vamos atrás da UFSCAR, do CAASO, da EEL e do retorno da LEU também, claro”, disse Itaipava. “Por enquanto só terá uma série, mas talvez criemos uma série B, vamos ver”, apontou ele.

Expectativas

A animação entorno da volta do inter é grande, isso porque a saída da Poli foi prejudicial. “Sentimos que desde 2011 o orgulho de ser politécnico, de vestir a camisa e de estar na maior Escola de Engenharia, foi se perdendo”, apontou Ludmila Manzan, atual presidente da Atlética.

É o que revela Ana Teresa Magalhães, atleta da Poli. “Todo mundo sentia falta do Engenharíadas. Ele te possibilita ter contato com gente de fora da própria faculdade e não deixa a gente fechado só no mundo USP. É diferente do InterUSP, porque lá você defende mais a sua faculdade”.

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Ela jogou o último Engenharíadas que a Poli fez parte e vai ter o prazer de jogá-lo novamente como o seu último inter da faculdade. “Fico feliz de poder jogar meu último inter sendo o Engenharíadas. É uma motivação a mais jogar contra o mackenzie depois de tantos anos, enfrentá-los e poder lutar pela camisa da USP”.

E as expectativas são grandes para todos. Os atletas estão bem pilhados, mas eles sabem que não podem esperar muito. Cerca de 400 pessoas são aguardadas, um número bem abaixo do Interusp – que chegou a levar 1200. Isso por estar muito próximo de outros inters e pelas provas da semana seguinte.

Sobre o chaveamento, Itaipava conta que está bem equilibrado. Os embates estão bem páreo a páreo, mas o resultado ainda deve ficar entre Mackenzie e Poli.

A Poli está confinate. “Lá seremos mais que a Poli, seremos a USP, estaremos representando mais de 120 anos de história, e é com esse espírito que voltamos à competição”, finaliza Ludmila.

E não é diferente para o Mackenzie, principalmente porque o último Engenharíadas não agradou nem atletas nem a torcida.

“Jogar um Mack x Poli em São Paulo, pela FUPE ou qualquer outro campeonato, tem um peso enorme, mas nunca será a mesma coisa do que ter esse confronto no Engenharíadas”, disse Felipe Suarez.

Mais do que reformular o inter e entregar o melhor para o público é o que o Mackenzie está querendo como entidade para a competição. “Somos os maiores campeões do Engenharíadas e vamos mostrar que isso não vai mudar tão cedo”, afirmou ele.

 

Crédito foto de capa: Por Mei Monma

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