unesp itapeva

O esporte além do jogo

por • 1 de agosto de 2017 • Colaboradores, Colunas, Futebol de campo, Futsal, Handebol, Perfil, VôleiComentários (0)1398

Daniel, da Unesp Itapeva, conta um pouco sobre sua vida dupla dentro do ambiente esportivo universitário.

Por Helena Ortega | Atlética Unesp Bauru

Daniel Egydio é estudante do curso de Engenharia de Produção da Unesp Itapeva, pequena cidade do interior de São Paulo. O estudante saiu de sua cidade, Indaiatuba,  na região de Campinas, também interior de São Paulo, e enfrentou não só o desafio de fazer universidade em outra cidade, mas também a tarefa de participar da organização dos esportes universitários no campus, na Associação Atlética Acadêmica UNESP Itapeva.

A Atlética e o Centro Acadêmico do campus, do curso de Engenharia Industrial Madeireira (CAENGIM), são organizações que trabalham juntas. Dentro da Atlética são estruturadas comissões organizadoras na área de eventos e esportes. Segundo Egydio, devido ao pequeno tamanho do campus, ficava difícil encontrar interessados para composição de um grupo de atleticanos, “O campus surgiu em 2003 e, até 2014, tinha apenas um curso. Então, para ficar mais fácil, o pessoal juntou as duas funções em uma organização só. No ano que vem, teremos 2 cursos completos (com 5 turmas simultâneas). Então, nós já temos o material humano necessário para gerir, independentemente, dois centros acadêmicos e a Atlética. Outro fator que impedia essa separação, até então, era o dinheiro. As gestões anteriores não conseguiram alocar a quantia necessária para essa mudança, pois os recursos eram poucos e tínhamos que priorizar outras coisas”.

Mesmo com as dificuldades da associação, Egydio resolveu encarar o desafio. Em 2015 resolveu assumir o cargo de diretoria da associação, na prática correspondente  ao cargo de presidente, uma vez que deveria gerir as atividades relacionadas ao esporte e às festas. No mesmo ano, começou a participar da organização do Inter Araraquara, representando seu campus. Além disso, treinou pelas modalidades: futsal, vôlei, vôlei de praia, natação, handebol, atletismo e também contribuiu na formação técnica do futsal feminino (time que treinou até o começo de 2017).

Leia mais:

InterBauru 2017: tudo sobre o sorteio do chaveamento | Revista BEAT
União: a fórmula de sucesso de Araçatuba | Revista BEAT

 

A paixão pelo esporte o ajudou nessa empreitada. Egydio treina desde a infância, “Eu treinei a vida inteira, desde pequeno. Sempre pratiquei muitos esportes, vivia no clube e nas aulas esportivas do colégio em que estudava. Até os 12 anos, se não me engano, eu me dedicava muito pra natação, competia bastante e tinha ótimos resultados. Depois dos 12 eu parei com a natação e foquei mais no futebol, treinava todos os dias e participava de várias competições, queria ser jogador profissional”.

Durante o Inter Araraquara, ele conseguiu conquistar muitas vitórias. Esteve presente nas vitórias do handebol contra as equipes de Rosana e Registro, pelo vôlei de praia participou da conquista contra a equipe de Registro. Já no vôlei de quadra ganhou de Dracena, e no futebol de campo ele e seu time foram vitoriosos contra a equipe da UNESP de São José dos Campos. E indiretamente, ajudou também nas conquistas do time de futsal feminino, que ganhou duas partidas contra os campus de Dracena e Tupã.

Apesar de muito trabalho e esforço, o campus de Itapeva continuou rebaixado. Egydio decidiu sair da atlética e focar em suas atividades acadêmicas. Mas seu esforço e de seu grupo não foram em vãos, os resultados do ano de 2015 foram históricos. Apesar de ter se afastado de suas funções dentro da associação, seguiu como atleta e como auxiliar técnico do time de futsal feminino. E continuou fazendo a diferença para o campus. No Inter Prudente, 2016, Egydio participou de seis partidas vitoriosas de sete disputadas. E então veio a consagração que o campus tanto aguardava: Itapeva subia para a primeira divisão. Itapeva foi a vice-campeã de 2016, e junto com Araçatuba, disputarão a primeira divisão no Inter Bauru 2017.

Para Egydio o comprometimento fez a diferença em 2016, foi o que faltava para que Itapeva subisse, “A atlética fez muito bem a sua parte ao longo do ano e os atletas também se comprometeram bastante com o objetivo. Nós sabíamos que encontraríamos algumas coisas diferentes nesse Inter e que que poderíamos ter uma oportunidade muito boa de subir. Por isso, acho que todos se comprometeram muito mais do que nos anos anteriores. Parece que foi aquele ano em que, apesar das dificuldades, tudo deu certo no final”.

 

Crédito foto de capa: Divulgação Usina Universitária

Posts Relacionados

Comentários fechados