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Retrospectiva BEAT: top vitórias do JUCA 2017

por • 19 de julho de 2017 • Basquetebol, Colaboradores, Colunas, Especial, Futebol de campo, Futsal, Handebol, VôleiComentários (0)1058

Por Revista BEAT

 

Continuando nossa retrospectiva do primeiro semestre: JUCA 2017!

A edição deste ano dos Jogos de Comunicações e Artes em Araraquara foi gigante e, pra variar, o que não faltou foi emoção e bons jogos. Fizemos aqui também uma seleção das melhores vitórias do campeonato – modalidades de quadra e futebol de campo.

Foi muito difícil decidir apenas um jogo por modalidade e muitas tretas rolaram para chegarmos nessa seleção (haja jogo bom!). E vocês? Lembram de outros jogos? Discordam da seleção? Mandem aí pra gente!

Basquete Feminino: Grifo x Cásper

Jogo contra a Cásper? Aquilo foi uma verdadeira GUERRA! Poucos foram os que sobreviveram pra contar essa história porque quase matamos a torcida de tanto sufoco e nervoso (e eu também quase morri rs).

Mas vamos lá. Desde o início do semestre eu estava criando (e acreditando piamente) em uma trajetória que meu time iria percorrer. Tive mais fé nessa trajetória quando saiu o chaveamento. Eu passei dias olhando para essa chave e conclui que: O primeiro jogo seria contra a PUCCAMP, a semi final contra a ECA e a final contra o MACK. Essa era a ideia que eu vinha alimentando na minha cabeça. Eu conseguia imaginar a cena ganhando e perdendo da ECA. As duas eram bem claras. Mas, pra minha surpresa, as meninas da Cásper venceram. Eu não sabia o que pensar sobre aquilo, mas sabia que o meu jogo contra elas havia começado em 2015.

O jogo já havia começado e desde o início estava pegado. A Cásper pontuava, a gente empatava, virava e vinha a Cásper novamente empatando e virando. Esse foi o ritmo do jogo. Não houve um momento em que a pontuação de alguma das equipes ficou muito a frente da outra. Não houve um momento em que as torcidas sabiam que o jogo estava ganho pra alguém. Todos vibravam como se cada cesta dependesse para que a faculdade fosse a campeã geral. Mas infelizmente eu não consegui assistir o final do último quarto. Em um dado momento, quando estava no banco, olhei para o lado e vi minha parceira de time chorando e eu disse: “engole esse choro que ainda tem jogo, relaxa”. Segundos depois, comecei a passar mal. Eu me vi na minha companheira. Era a cena de 2015 se repetindo. Nós jogando contra a Cásper na semi final e eu aos prantos porque estávamos perdendo. Minha pressão simplesmente saltou para 18×8 e precisei de um socorrista para me acalmar. Demorei alguns minutos para voltar pra Terra e quando isso aconteceu alguém tocou em mim super empolgado e gritou: “Vai comemorar com o seu time, Amanda!”. Sabe aquelas cenas de filme que estão em câmera lenta tipo High School Musical mesmo? Era isso.

Quando a ficha caiu, só tive forças pra ajoelhar, agradecer e chorar. Aquela era a nossa verdadeira vitória. O meu objetivo como atleta e como DM estava cumprido. Ficamos em segundo lugar. Medalha de prata com gostinho de ouro.

Por Amanda Betega, atleta do Basquete Feminino da Comunicação Anhembi.

Basquete Masculino: Mack x Grifo

Estou na Grifo há apenas dois anos, mas já sinto que faço parte da família que é essa atlética: na qual todos dão o próprio sangue, se esforçando para dar o melhor, sejam os atletas, os técnicos ou os dirigentes.

Ano passado, ganhei meu primeiro JUCA com a Grifo e, mesmo já tendo jogado nove anos de federação e profissional, nunca estive em quadra com uma torcida tão apaixonada pelo seu time. Isso fez eu me apaixonar logo de cara pela Grifo. Sem contar os jogadores que dão show dentro e fora de quadra e sabem jogar e festejar como ninguém.

Neste último JUCA, viemos com a inspiração de termos perdido o último turno da NDU e querendo mostrar que somos, sim, o melhor time do universitário. Além disso, estávamos dispostos a dar o nosso máximo pelo nosso capitão, quem participou do seu último JUCA com muito estilo, aliás. Conseguimos ser campeões não só do Basquete Masculino, mas também saímos com a taça do geral, que foi a melhor maneira possível de fazer essa despedida para o Rodrigo!

Por Cesar Augusto Testa, atleta do Basquete Masculino da Comunicação Anhembi.

Futsal Feminino:  Grifo x Metô

“Depois de passar pelo Mackenzie, a ansiedade de jogar contra a Metodista era enorme. De um lado um time confiante, bicampeão do JUCA, e do outro, o futsal feminino da Grifo – que tinha brilho nos olhos e que empurrado pela sua torcida, lotando o ginásio, tinha um sonho de chegar em uma final inédita.

No inicio do jogo, eram os sentimentos de nervosismo e adrenalina que predominavam em quadra. Logo no primeiro tempo, conseguimos marcar um gol. Era muita alegria, pois deu aquela esperança que podíamos sim, e podíamos muito. Vibramos com cada bola, com cada lance. No segundo tempo, ao errar em uma marcação de bola parada, tomamos o empate. O sonho de chegar na final parecia, por um instante, ter se apagado. Relembramos as nossas duas eliminações e ficamos abatidas. Mas é aquilo: quem quer sempre dá um jeito.

Nos olhamos e falamos: “Bola pra frente, vai ser nosso, confia”. Em uma jogada de contra ataque, sofri uma falta. Eu nunca tinha batido falta pelo time, mas naquele momento eu queria muito. Peguei a bola, coloquei na posição e só pensava “Eu quero, eu posso, eu consigo”.

Ao chutar a bola e ver ela entrando na caixa da goleira da Meto, eu sabia que finalmente tinha chegado a nossa vez. Foi questão de minutos para o jogo acabar e comemorar a vitória! Ver o time chorando de felicidade pós esse jogo, foi o melhor presente que eu poderia ter nesse JUCA. Foi na raça, foi na vontade! Que vitória! VAI FUTMEL!”

Por Beatriz de Almeida Campos Perez, atleta do Futsal Feminino da Comunicação Anhembi.

 

Futsal Masculino: ECA x Metô

Em uma década de futsal ecano eu vi muitas coisas acontecerem. Derrotas doloridas, uma série de vice campeonatos, os dois únicos títulos do Futsal no JUCA, finais em todos os BIFEs. E, mesmo depois de viver tantas emoções, dez anos depois eu tive a sorte de estar em um jogo como ECA x Metô – provavelmente o jogo mais maluco que eu já vi acontecer.

Quando o jogo começou, eu estava me sentindo estranho. Era difícil tocar a bola com velocidade e, no pivô, minha posição de ofício, era difícil aguentar a marcação e reter a bola sem escorregar. A gente trocava passes, arriscava algumas boas jogadas, mas a consistência não fazia parte do nosso jogo. A Metô tinha jogadores rápidos e apostava em contra-ataques para nos surpreender. E foi assim que abriram o placar. A ansiedade começou a tomar conta do nosso time, que era cada vez menos efetivo e errava mais e mais. Na sequência, a Metô chegou a mais um gol. A tragédia parecia se armar. Lembro que quando faltava uns dois minutos conversei com o Rafa dentro da quadra e ele disse que tínhamos que fazer pelo menos um gol ainda no primeiro tempo para termos chances. O que aconteceu foi o contrário: antes do fim do primeiro tempo, 3×0 Metô.

Após um dos piores intervalos da minha vida, o jogo parecia perdido, tínhamos que arriscar. E assim aconteceu: voltamos pro segundo tempo já no goleiro-linha. Ficávamos com a bola, apertávamos a Metô, mas nada de gol. Era inacreditável, nada funcionava. A gente ficava tocando bola depois da intermediária da quadra de ataque com nosso goleiro no ataque, sempre a um passo de tomar mais um gol. O jogo se manteve assim por metade do segundo tempo, quando, no fundo da quadra, Nadal achou um bate cruzado entre as pernas do goleiro. Era um novo fôlego. Continuamos no goleiro, e, muito pouco tempo depois, perdemos uma bola e a Metô esfriou nosso ímpeto: 4×1.

Apesar do abalo, continuamos em cima, arriscando cada vez mais. Faltando em torno de sete minutos, chegamos ao segundo gol com um chute do Rafa.

O tempo corria e já estávamos muito cansados. Já não marcávamos com tanto afinco, jogando por tudo ou nada. E foi assim que tomamos o quinto gol, faltando pouco tempo, uns 5 minutos: contra-ataque da Metô, dois contra um e um chute forte. 5×2 e o que provavelmente era o fim de qualquer possibilidade pra nós.

Foi aí que começou a história mais louca da minha vida de esporte universitário. Continuamos no goleiro linha e o desenho tático do nosso ataque foi se alterando no espaço, de modo que, de repente, eu, que estava aberto no fundo, fui parar no meio da área, de costas pro gol, onde não teria muita chance de chutar. Nem sei como aconteceu, mas faltando 3 minutos, recebi do Rafa uma bola rasteira no pé, muito perto do gol. Sem saber direito o que fazer, bati direto pro gol, de letra, que era o que dava pra fazer. Quando virei a cabeça, vi a bola na rede. Era pouco, mas diminuía o prejuízo.

Continuamos tocando bola, tentando alguma coisa, mas ainda sem muita confiança. Pra mim pareceu que passaram uns 5 minutos, mas foram 40 segundos depois do gol que aconteceu o que eu não poderia nem sonhar que aconteceria. Outro gol, outro de letra, outro passe do Rafa. Eu não tinha outra coisa pra fazer naquela posição. Era quase um replay faltando dois minutos pra acabar.

Nessa hora tudo mudou. A torcida, que só na voz empurrava muito durante o segundo tempo inteiro, foi à loucura. O ímpeto na quadra também aumentou, a confiança voltou de vez e a História começou a pesar do outro lado da quadra. Ninguém de laranja tinha ganhado da ECA nenhuma vez na vida e era hora de isso nos ajudar. Até então só tinha atrapalhado.

Continuamos correndo e pressionando no goleiro-linha e, faltando 1 minuto, Ballet bateu cruzado e eu, no segundo pau, anotei meu primeiro hat trick do Leão. 5×5.

Eu já não aguentava mais correr e lembro de quase vomitar quando parei pra marcar a cobrança de um lateral. Era a minha hora de sair. Faltando 40 segundos voltei pro banco e deitei. Nem vi os segundos finais, em que quase viramos o jogo com um chute do Rafa.

Nos pênaltis, brilhou a estrela do nosso goleiro Cozer, que pegou com o pé logo a primeira batida. Restou a Nadal, Alex e Rafa converterem suas cobranças pra manter o tabu e nos levar à FestECA vitoriosos.

Depois do jogo, ganhei um troféuzinho de melhor do jogo que paguei com lágrimas. Vou levar esse momento pra sempre na minha memória como uma das maiores emoções esportivas da minha vida.

Por Filipe “Finazzi” Ambrósio, atleta do Futsal Masculino da ECA USP.

Futebol de Campo: PUC x Grifo

Eles eram favoritos.

Apesar de nós termos chegado à final do JUCA do ano passado, todo mundo sabia da qualidade que o time de Futebol de Campo da Anhembi tem. A PUC sempre chega como zebra, é assim que gostamos de jogar. Durante a partida, a Grifo provou o porquê de ser tão respeitada e tentou pressionar o jogo todo, mas duas coisas decidiram ao nosso favor.

Primeiro: A raça. A gente estava numa pegada absurda, nos olhávamos dentro de campo e sabíamos que não sairíamos de lá sem ganhar dos caras. Um sentimento de cumplicidade, difícil de explicar. Segundo: O Cadu. Depois de empatarmos em 0 a 0, o jogo foi pros pênaltis e aí a raça já não influencia tanto.

Nessa hora a estrela do Cadu brilhou. Ele é o nosso goleiro, bixo, primeiro JUCA da vida. Além de segurar o resultado no tempo normal fazendo milagres, brilhou nos pênaltis pegando a cobrança decisiva que nos credenciou à semifinal e depois ao vice-campeonato. Apesar de duas finais consecutivas, o Cachorro Louco continua sendo zebra. Mas se deixarem a gente chegar…

João Barretto, atleta do Futebol de Campo da Comunicação PUC.

 

Handebol Feminino: Tuba x ECA

A semifinal do JUCA foi de arrepiar para quem estava em quadra e para quem estava assistindo! Foi um jogo bem difícil, sabíamos que a ECA estava com um time bom, mas, falamos antes do jogo que não podíamos perder, que esse jogo era jogo de final! E foi um jogo de final mesmo..empate, sete metros cancelado, prorrogação, tudo que tinha para acontecer aconteceu.

Mas o time se superou, mostramos que somos muito guerreiras, porque o jogo foi definido no último segundo!

Não pensamos em desistir nunca, isso foi muito importante.

Tivemos muitos erros, deixando o jogo um pouco complicado, mas conseguimos nos organizar no decorrer da partida e ganhar no último segundo! Foi emocionante esse jogo! Um jogo com cara de final!

Por Isabelle Medeiros, atleta do Handebol Feminino da Comunicação Mackenzie.

 

Handebol Masculino: Grifo x Metô 

Nosso jogo contra a Grifo foi uma montanha russa de emoções. Nós nos exaurimos mentalmente e fisicamente durante a partida, muitos de nós estavam lesionados e jogaram mesmo assim. Não foi um milagre, muito menos falha do nosso adversário.Estávamos lá com a presença de toda a torcida dentro de quadra, o ritmo da bateria em nossos corações e as lágrimas dos outros atletas pesando em nossas costas.

Ganhamos por eles que graças a tudo isso que nos tornou imbatíveis.

Victor Adriel, atleta do Handebol Masculino da Comunicação Metodista.

 

Vôlei Feminino: Cásper x PUCCAMP

O jogo de vôlei feminino contra a Cásper Líbero foi a verdadeira definição de “nosso lema é nunca desistir”.

Entramos todas muito focadas e determinadas a dar nosso máximo pra sair com a vitória. Todas os treinos com 20 meninas e apenas 3 bolas valeram a pena! A vontade de fazer história era maior.

“O jogo é nosso!”: era o que eu falava a cada ponto. E ele foi. A cada grito, a emoção só aumentava e a união do time das meninas que estavam dentro e fora de quadra fez a gente ganhar no tie break. A partir dali, eram as lágrimas e os abraços mais sinceros. Eu só tenho a agradecer para o que hoje é minha maior alegria.

Julia Zoldan, atleta do Vôlei Feminino da Comunicação PUCCAMP.

 

Vôlei Masculino: Grifo x ECA

Ao ver dois atletas da ECA abraçados e chorando no meio da quadra, depois do jogo, fui até lá, também chorando, e abracei eles. O esporte tem dessas, para um ganhar o outro precisa perder, mas até esse momento, muita coisa aconteceu…

Ansiedade e nervosismo dominavam o dia em que o vôlei masculino da Grifo conquistou o JUCA pela terceira vez. Viemos de uma semifinal em que jogamos muito mal contra a Cásper. O Mack, orgulhosamente, foi a nossa primeira vítima. Porém, final sempre é outra história, e assim como em 2016, novamente contra a ECA.

Ponto cá e lá, erramos em horas cruciais e acabamos sendo superados logo no primeiro set. Nessa hora, a torcida e a bateria da ECA estão de parabéns pelo show apresentado.

“Vai com raça” era o slogan da Grifo nesse ano, e foi a raça que nos fez empatar o jogo com uma parcial de 25×23 no segundo set. Ela ainda continuou presente em quadra no próximo set, quando ganhamos num 26×24 emocionante. “A alegria voltou, seremos campeões”, foi a hashtag da nossa equipe desde o começo do ano. Ela simplesmente surgiu do nada e significou tudo. Unidos, fechamos o jogo em 25×19 e pudemos soltar o grito de tricampeão!

Léo Martins, atleta do Vôlei Masculino da Comunicação Anhembi.

 

Crédito foto de capa: Por Matheus Brant

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