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Retrospectiva BEAT: top vitórias do InterUSP 2017

por • 18 de julho de 2017 • Basquetebol, Colaboradores, Colunas, Especial, Futebol de campo, Futsal, Handebol, VôleiComentários (0)1084

Por Revista BEAT

 

O InterUSP 2017 passou e deixou saudades… E para iniciar a nossa retrospectiva do primeiro semestre desse ano louco que está sendo 2017, fizemos uma seleção das melhores vitórias do campeonato – modalidades de quadra e futebol de campo.

Foi muito difícil decidir apenas um jogo por modalidade e muitas tretas rolaram para chegarmos nessa seleção (haja jogo bom!). E vocês? Lembram de outros jogos? Discordam da seleção? Mandem aí pra gente!

Handebol Feminino: Farma x FEA

Por Mei Monma

Perdemos o jogo da Copa USP e saímos de quadra sabendo que poderíamos ter feito um resultado diferente. Para o InterUSP, nos preparamos, estudamos (perdi as contas de quantas vezes estudei os vídeos e minhas anotações) e treinamos forte. Entramos em quadra 100% focadas no que queríamos: a vitória!

Esse ano estávamos sem grandes diferenciais na linha, não tínhamos nenhum grande nome, nenhuma goleadora. Nossa principal motivação era mostrar pra todo mundo o quão grande é o Handebol feminino da Farmácia e jogar pelas meninas que tanto queriam estar dentro de quadra e não podiam. O jogo não foi fácil! Abrimos uma vantagem e vimos ela diminuir, como aconteceu na Copa USP, porém, desta vez, conseguimos segurar o resultado favorável. Estar naquela quadra e ganhar aquele jogo com o meu time, que tanto batalhou pra chegar ali, foi umas das melhores coisas desses nove anos de esporte universitário.

Por Milenna Castanho, atleta do Handebol Feminino da Farma USP.


Handebol Masculino: FEA x Poli 

Por Mei Monma

Ganhar um inter é sempre importante. Ganhar um inter da Poli é sempre importante. Ganhar o interUSP como ganhamos, da Poli, além da importância natural que já teria esse titulo, marcou o início de três títulos que ganhamos no semestre, terminando o semestre de forma invicta. Mostrou a força do nosso elenco, a garra e o jogo como equipe, confirmando nosso favoritivismo, sem espaço para qualquer questionamento, nosso ou dos demais times.

Creio que, se tivéssemos perdido aquele jogo da Poli, talvez tivéssemos perdido algum dos outros titulos, pois, desde o princípio, nosso objetivo tinha sido único: ou os três títulos ou nada.

Por Henrique Marum, atleta do Handebol Masculino da FEA USP.

Basquete Masculino: Med Pinheiros x CAASO

Por Luisa Zucchi

O ano é 1993, a cidade é Valinhos…ou seria Ribeirão Preto? Há mais de 20 anos o Basquete Medicina USP não se sagrava campeão da InterUSP. Tanto tempo que em um nicho esportivo ainda carente de maior documentação histórica como o universitário, e graças a um tempo em que a memória e os dados eram subjetivos e passados pelo boca-a-boca, nem mesmo os antigos do nosso time se recordam quando conquistaram a tão suada vitória: e há quem duvide da existência de tal título.

Já no presente, assisto a uma partida de basquete com um enredo dramático. Após não permitirmos pontos da forte equipe do CAASO no segundo quarto com uma marcação implacável, observo incrédulo a vantagem se dissipar ponto a ponto no terceiro quarto, culminando na igualdade que deu início ao quarto e último período de jogo. Assistir impossibilitado de jogar a uma final em minha condição de veterano causa um certo desespero, não há formas de intervir diretamente na partida, só posso torcer…e torcer…e torcer.

Depois de uma sequência alternada de 4 bolas de três, uma para cada equipe, que termina em uma cesta e falta nossa, em uma jogada de 4 pontos, me pergunto se estou mesmo assistindo a um jogo universitário. A tensão e a aflição das torcidas contribuem para um cenário dramático em que se desenrolava uma partida absurda.

Como se não bastasse a alternância de placar, perdemos o capitão do time no último minuto com a quinta falta. O jogo vai à primeira prorrogação e, após mais expulsões, um leve alívio ao abrir 2 pontos faltando 7 segundos. Não era o suficiente, os oponentes não estavam dispostos a ceder, lutando até o final, empatam o jogo após um rebote ofensivo no estouro do cronômetro. Mais uma prorrogação. Finalmente, no último minuto da segunda prorrogação, abrimos uma vantagem. Alguns segundos finais no relógio se passam… O ano é 2017, a cidade é São Carlos e desta vez não há dúvida: o Basquete Medicina USP é campeão da InterUSP.

Por Gustavo “Palmito” Bezerra, atleta do Basquete Masculino da Medicina Pinheiros.

Basquete Feminino: Poli x Med Pinheiros

Por Alexandre Gallucci

A final do basquete feminino foi o último jogo da competição. Jogo entre Med x Poli no ginásio do CAASO que valia não só o troféu da modalidade, mas o título para a Atlética campeã. Algumas de nós sabiam de nossa situação na competição e conheciam a importância de cada bola recuperada e de cada cesta.

Nós abrimos o placar, mas logo a Poli entrou no jogo e tivemos um primeiro quarto muito equilibrado que terminou 13×11 para a equipe da Poli. No segundo quarto as defesas das duas equipes encaixaram e tivemos dificuldades em produzir no ataque. A equipe da Poli estava melhor no jogo, com mais regularidade e com ataques mais organizados. Acabamos deixando a Poli abrir 5 pontos. Fomos para o intervalo com placar de 20×15 contra nós.

Na conversa do intervalo ficou claro que tínhamos total potencial de virar o jogo. 5 pontos no basquete não são nada e a equipe toda sabia o quanto queríamos e merecíamos aquela vitória. Mas, nós só sairíamos com a medalha dourada no peito se demonstrássemos naqueles próximos 20 minutos que a União da nossa equipe era maior do que qualquer desafio.

No terceiro quarto tiramos a diferença e voltamos para o jogo. Nossa defesa anulou as melhores jogadoras da Poli e nosso ataque enfrentou com muita vontade! Viramos o placar 30×24!
Começou o quarto quarto. 10 minutos que valiam a competição. Nessa hora, o emocional conta muito, mas o que define é a vontade, o treino e a união. Até o último segundo, jogamos com a mesma intensidade, sabíamos que qualquer desconcentração poderia mudar os rumos do jogo. Mantivemos o controle e mal acreditamos quando o apito final veio! Por 38×28 vencemos o jogo, e trouxemos pra casa mais esse caneco para nossa atlética!⁠⁠⁠⁠

Por Lara Salvestrini, atleta do Basquete Feminino da Medicina Pinheiros

Futsal Masculino: FEA x CAASO

Por Caio Avino

A semifinal contra o CAASO era um jogo que sabíamos que seria difícil, por dois motivos: eles estavam jogando em casa e se tratava de um time que não havíamos jogado nos últimos tempos, então nao possuíamos informações sobre o jogo deles. Mesmo com esses dois fatores desfavoráveis, fomos a São Carlos com um objetivo claro: defender o título que conquistamos ano passado.

A equipe entrou em quadra concentrada e, logo no início, roubamos uma bola na pressão e abrimos o placar. Minutos depois, o CAASO empatou em um lance muito parecido. A partir desse momento o jogo se tornou muito complicado para nós. Eles estavam muito bem, principalmente na marcação. Sempre abriam um gol de diferença e nós corremos atrás para empatar. O jogo seguiu nessa dinâmica até os 13 segundos finais, quando fizemos o nosso 4o gol e empatamos novamente a partida. Após esse gol, nós, que já lutávamos contra um adversário muito competente e contra a fadiga de jogar duas modalidades (campo e salão), conseguimos nos reanimar e voltar para a disputa da vaga da final. Na prorrogação, os dois times estavam construindo boas jogadas, mas os resultado permaneceu 4 a 4, o que levou a partida para os pênaltis.

Nesse momento, quando a tensão era altíssima, eis que aparece, na minha opinião, o grande nome da partida: Allan. Nosso goleiro, que é bixo e que ganhou a posição recentemente, acertou o lado das quatro cobranças do CAASO, defendendo 3 de 4 pênaltis. Enquanto isso, nossos cobradores converteram todas as cobranças, garantido nosso lugar na grande final. Com certeza será um jogo que não esqueceremos, um grande adversário, um jogo acirrado até os últimos segundos e uma performance impecável da equipe nos pênaltis.

Por Ivan Friedlander, atleta do Futsal Masculino FEA USP.

Futsal Feminino:  FEA x Poli

Por Luisa Zucchi

Todo mundo sabe da história que existe em um FEA x Poli. Seja na NDU, Copa USP ou Jogos da Liga, já vamos sabendo que vai ser um jogo que envolve muito mais do que o placar: envolve a rivalidade de 21 anos de InterUSP, desde quando a FEA entrou na competição.

Agora, some a isso o peso de primeiro jogo de inter. De ter escutado “a FEA afina”, na própria reunião, logo após sair o chaveamento do futsal. De comemorar, com as bixetes do time, o título do BichUSP em cima da Poli horas depois de descobrir que as enfrentaríamos novamente – dessa vez, em um InterUSP, nas quartas de final. De ter sofrido um empate faltando apenas 17 segundos pra acabar o jogo na fase de grupos da Copa USP. De ser considerada a “final antecipada”, e, portanto, um dos dois melhores times cairia logo na primeira rodada.  De ter sentido a dor de perder o primeiro jogo no ano anterior e querer fazer de tudo pra não sentir isso de novo, mesmo sabendo que, por mais que você treine, a derrota poderia vir logo ali, de cara. De ser um jogo de risco, com torcida lotada nos dois lados do ginásio. De ver a capitã da equipe – a mesma que bateu o pênalti que abriu o placar do jogo -, dando a sua braçadeira para a outra forte referência do time minutos antes do jogo. De ter todas as previsões apontando para o adversário como favorito, ter aberto 2×0 – sendo o segundo gol fruto de um tiro de 100m da nossa pivô velocista -, ter sofrido o empate mesmo com a nossa goleira fazendo defesas até de costas, ter ficado novamente na frente do placar com um gol da bixete e ter sofrido com a pressão da casinha delas nos últimos dois minutos. De escutar do técnico, na preleção, para jogarmos pelas duas meninas que estavam em intercâmbio -sendo uma delas uma das pessoas que te levou pra Atlética -, e que fariam de tudo pra estarem lá com a gente. De ter escutado, também do técnico, na preleção, para fazermos, pelo menos, um jogo que a gente saia satisfeita, independentemente do placar. De ter, na torcida, duas veteranas pelas quais você tem enorme respeito e admiração (e que já deram o sangue pela camiseta que você tá vestindo). De saber que era a última oportunidade de duas veteranas da equipe ganharem o InterUSP.

Esse foi o FEA x Poli no futsal feminino. Um dos melhores jogos que eu presenciei (e, felizmente, pude jogar) nesses 2 anos e meio de futsal. Um jogo digno de final, excepcional de se jogar e inesquecível para aqueles que assistiram.

Por Giovana Langanke, atleta do futsal feminino FEA USP.

Vôlei Masculino:  CAASO x Poli

Por Mei Monma

O jogo contra a Poli eu posso afirmar que foi uns dos pontos altos da nossa história. Nós, as atléticas, a torcida e até mesmo a mídia tinha criado uma atmosfera de muita expectativa sobre esse confronto, pois ambas as equipes estavam muito bem estruturadas. Muitas novidades nos aguardavam e, entre elas, o fato de não sermos os favoritos e este poderia ser um ponto de desequilíbrio para qualquer lado deste desfecho. Felizmente soubemos usar a nosso favor.

Não acho que foi uma única coisa que nos fez ganhar, mas sim uma série de fatores que soubemos combinar com excelência.  A conversa pré-jogo com nosso técnico no vestiário nos deixou bastante emocionados e entramos em quadra pilhados. O “fumo”  do nosso Capitão após perdermos o primeiro set por erros consecutivos de saque nos trouxe de volta à partida. A responsabilidade que tive como mais velho da equipe em tranquilizar ou acelerar o pessoal em quadra passou segurança para todos. Os veteranos que já deixaram o time entraram conosco do lado esquerdo do peito. A torcida e os amigos da Gaperia extravasaram nossa alegria e fizeram uma festa espetacular. Enfim, a receita da Vitória sendo seguida perfeitamente.

O nível do jogo nos surpreendeu. Foi exigida uma superação técnica muito grande dos dois lados e a cada ponto ficava mais claro que a partida seria ganha por quem fosse mais consistente. Isso de dentro de quadra é um presente para os atletas que gostam de desafios à altura. 1×1 e jogo no tie break.  Éramos uma das únicas equipes do CAASO ainda na competição e a pressão só aumentava. Uma mistura de “eu quero jogar esse jogo pra sempre” com “eu quero ganhar esse jogo logo”. Do lado da Poli, não era muito diferente. São uma grande torcida e uma ótima equipe.

Por fim, o jogo foi resolvido como se previa: nos detalhes.  Tecnicamente ganhamos porque cometemos menos erros. Pra mim, ganhamos porque temos algo que jamais presenciei ou vi em outro lugar: Jogamos como Um. Não se separava jogadores em quadra, comissão técnica, torcida e até quem nos acompanhava pela live no Facebook. Éramos uma inflamada massa amarela gritando “Raça” e a mostrando em quadra. Escutei muitos relatos de amigos e até desconhecidos que foi um dos jogos mais emocionantes que já assistiram e fico extremamente feliz e agradecido por ter feito parte disso junto com meus irmãos de equipe. Entramos como perdedores e saímos com o recado dado: Isso é CAASO, e até que não se apite o final, continuaremos lutando!

Por Daniel “Alface” Tozadore, atleta do Vôlei Masculino do CAASO.

Vôlei Feminino: Poli x MED

Por Mei Monma

O nosso jogo contra a Medicina foi a definição de superação. Depois da derrota na InterUSP passada no primeiro jogo e da derrota na Copa USP nesse semestre, sabíamos que não podíamos mais perder. E que, por mais que fosse uma tarefa difícil, sabíamos que a grandeza do nosso time era suficiente para ganhar. O sonho da InterUSP nos motivou muito, treinamos como nunca, preparamos nosso psicológico para enfrentar um time como o delas e eu sabia que estávamos preparadas.

Durante o jogo, uma das nossas principais atletas se machucou. Depois disso eu só ouvia “vamos ganhar por ela”. E foi assim, mais unidas do que nunca, que o nosso time cresceu absurdamente. O desempenho individual de todas foi lindo de presenciar, eu senti um orgulho gigantesco por fazer parte daquele time. Foi a consolidação de uma geração, de um técnico e a recompensa que todas nós estávamos buscando havia tanto tempo.  

Por Luciana Rebelo Carnevalli, atleta do Vôlei Feminino da Poli.

Futebol de Campo: FEA x Medicina Pinheiros

Por Luisa Zucchi

A rivalidade entre os dois times é gigante, a Med Pinheiros nos derrotou na final da última Copa USP. Como esperado, tivemos uma bela partida, cheia de emoções e muita entrega por parte de ambos os time!

Os Feanos estavam embalados pelo grande semestre que vinham fazendo e foram pra cima logo no início do jogo. Com um lindo gol de voleio do nosso craque Gabriel Antunes e com um gol de classe do incansável Lui, abrimos 2×0 no jogo. Entretanto, já no final do primeiro tempo, com um gol de pênalti, vimos a Med diminuir o marcador.

Com um segundo tempo tenso, sofremos o empate, mais uma vez vindo do atacante Manja. O tempo normal terminou empatado em 2×2. Com muita entrega nos 30 minutos de prorrogação, chegamos à vitória mais emocionante do nosso inter! A partir de um pênalti, sofrido por Lui, no segundo tempo da prorrogação, foi que saiu o gol da vitória. Nosso capitão Guga botou a bola debaixo do braço e converteu a penalidade! Vitória feana, para festa da torcida.

Por Filipe Albuquerque, atleta do Futebol de Campo da FEA.

 

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