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Jogos da Liga: o novo modelo do campeonato

por • 25 de julho de 2017 • Basquetebol, Cartola, Colunas, Futebol de campo, Futsal, Handebol, Individuais, Jogos da Liga, Rugby, Uncategorized, VôleiComentários (0)1184

Após reunião do Conselho de Presidentes, foi definida a alteração do modelo de disputa do Jogos da Liga e o esporte na USP ganha novidades.

 

Por Revista BEAT

Na última segunda-feira, 24 de julho, houve a sétima reunião ordinária do Conselho de Presidentes da LAAUSP (Liga das Atléticas Acadêmicas da USP). Entre as questões debatidas acerca do esporte na USP pelos representantes das atléticas filiadas, a mais importante foi, por 10 votos a 6, a alteração do modelo de disputa do Jogos da Liga.

No novo sistema de disputa, a fase classificatória se torna menor, com grupos de dois e de três equipes (dependendo do número de inscritos na modalidade). No caso de grupos de 2 times, ocorrerá o formato espelho, em outras palavras, duas equipes do grupo A enfrentam as outras duas do grupo B, por exemplo. Já na situação de grupos com 3 times, a disputa é de todos contra todos disputando a vaga dos playoffs.

A grande novidade é justamente essa segunda fase, visto que mais equipes terão a possibilidade de se classificar para o mata-mata: os playoffs serão divididos em duas séries, ouro e prata. Os oito melhores times da primeira fase classificam para série ouro; os piores segundos e os últimos do grupo de 3 classificam para série prata.

Para quem já estava acostumado com o formato antigo, o modelo de 2017 parece confuso. Entretanto, a ideia central é que mais times alcancem os playoffs e, portanto, tenham chances de vitória (independente de qual série). Ou seja, o intuito é transformar o Jogos da Liga em um torneio mais competitivo.

A presidente da atlética da Educação, Ester Ohl, defende que “o  modelo atual faz com que alguns times nossos não se inscrevam, justamente por sabermos que existe grande chance de pegarmos times muito maiores e mais estruturados como adversários. Pensamos que nesse modelo, mesmo caindo num grupo mais forte de início, podemos crescer ao enfrentar times mais parecidos com o nosso nos playoffs”.

Antonio Jorge de Oliveira, presidente da atlética da EEFE, reitera que “a mudança aumenta a possibilidade dos times terem mais jogos, mesmo indo mal nos primeiros. Acho que serve como estímulo para as equipes participarem do campeonato e o esporte na USP só ganha com isso. Então, acho que foi bom para todos, deixou a competição mais interessante de jogar”.

O modelo antigo e novas controvérsias

Foto por: Ricardo Xb

O Jogos da Liga é o campeonato interno da USP que ocorre, normalmente, durante o segundo semestre dos anos acadêmicos. Ao contrário da Copa USP, a competição do primeiro semestre, seu diferencial era justamente o fato de não ter divisões em séries. Em resumo, era no Jogos da Liga que podíamos ver alguns embates fora do usual dos clássicos uspianos: equipes que costumam jogar a série B (laranja) na Copa USP enfrentando times que tradicionalmente possuem seu lugar na série A (azul). Ao mesmo tempo que o formato antigo garante algumas “zebras” e uma interação melhor entre as equipes da USP, ele também se mostrava pouco competitivo, visto que as equipes “maiores” (mais estruturadas e/ou mais fortes esportivamente) acabavam, quase sempre, eliminando as equipes “menores” logo na primeira fase do campeonato.

Apesar das séries duplicadas, há quem defenda que a disputa, na prática, não fica tão mais concorrida assim. Cleber Ribeiro Cruz, presidente da AAAMAT, explica que “o IME votou contra porque a série ouro classifica somente o primeiro colocado e os melhores segundos. Ou seja, os times ‘medianos’ não têm uma segunda chance de chegar na final da melhor série. Quando se trata de esporte, a gente sabe que nem sempre o time campeão é aquele que teve 100% de vitórias no campeonato. No formato antigo, todos os segundos colocados das chaves avançavam para os playoffs. É claro que, agora, os menores segundos colocados ainda terão a série prata pra competir, mas não é o maior título do campeonato”.

Além disso, a brincadeira sai um pouco mais cara do que algumas atléticas estavam acostumadas. No modelo antigo, quem não se classificasse para o mata-mata (a maioria do times) acabava gastando em torno de 650 reais para participar do campeonato. Agora, a maior parte das equipes se classifica para os playoffs, mas mesmo quem não garantir a vaga na segunda fase vai ter que pagar igual/mais do que antes. Ou seja, todas vão gastar uma quantia parecida nessa edição. “O meu critério foi financeiro. Porque desde o começo do ano a gente tem discutido a crise que tem afetado não só a LAAUSP, mas as atléticas também. Por mais que esse novo modelo seja bem interessante esportivamente, ele é um pouco complicado para a ICBIÓ e acredito que para outras atléticas menores também. O mínimo de jogos continua o mesmo e – levando em conta nossa campanha no primeiro semestre – talvez nem todos nossos times classifiquem para os playoffs. Assim, teríamos que pagar muito mais caro do que no modelo antigo”, explica Natalia Torino, diretora geral de esportes da atlética da ICBIÓ.

Diante dos prós e contras, uma coisa é certa: o esporte na USP passa por questões e há de se arriscar nas novas tentativas. “Acreditamos também que não ter muitas propostas de modelos possíveis, bem como não ter muito tempo para pensar não possibilitou um maior debate sobre como poderíamos melhorar esse modelo ainda mais. Não tivemos possibilidade de discutir isso com os times, o que limitou a discussão à DGEs e presidentxs. Então, diante do que tínhamos naquele momento, achamos que isso era o melhor. O preço dos campeonatos da USP está alto desde o começo do ano e, como parte da LAAUSP, todxs precisamos pensar em como abaixar esses preços para serem mais viáveis”, reflete Ester.

 

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