Por dentro das torcidas organizadas: TOFU

por • 2 de maio de 2017 • Colaboradores, Colunas, EspecialComentários (0)1056

Saiba mais sobre a história da Torcida Organizada FEA USP

 

Por Leonardo Milano


A paixão que move o esporte universitário é, em grande parte, alimentada por cada pessoa que se dedica a fazê-lo acontecer, seja na organização, nas quadras ou na arquibancada. Principalmente nos inters, as torcidas organizadas possuem um protagonismo incontestável: levantar o atleta em quadra e motivar todos os alunos a torcer por sua faculdade.

Para começar o especial sobre torcidas organizadas, confere aí a história da TOFU:

Torcida Organizada Fea Usp (TOFU)

Em 1999, feanos insatisfeitos com a postura de seus colegas de arquibancada durante jogos e inters disputados pelos times da FEA, decidiram se organizar para fundar uma torcida que de fato pudesse dar uma animada na galera. Durante alguns anos, esses alunos se dedicaram a criar novos hinos e produtos e, assim, atrair mais integrantes ao grupo. Além disso , precisavam de um nome. Passado algum tempo veio a iluminação: TOFU.

Pelo fato da maioria dos membros estarem envolvidos com atividades de outras entidades, a maioria na Bateria S/A e na Associação Atlética Acadêmica Visconde de Cairu (AAAVC) a execução do planejamento no período dos jogos é complicada. Por isso fazer com que mais pessoas sejam ativas e ajudem nos preparativos e atividades da torcida na época dos inters é um desafio de anos para a TOFU.

TUFO no Economíadas de 2014 em Araraquara.

Vale apontar que a torcida não foi fundada por então membros da atlética e, por conta disso, muitas vezes havia conflitos entre as gestões da AAAVC e os organizados. Atualmente, entretanto, a TOFU e a AAAVC trabalham em conjunto com a missão de juntas, melhorarem o desempenho dos atletas e torcedores da FEA.

Não existe uma estrutura vertical na TOFU. Tanto as pessoas que estão ajudando há mais anos, quanto as que estão se envolvendo agora tem direito de participar das discussões e decisões tomadas pelo grupo. Essa estrutura, no entanto, só é viável por se tratar de um número reduzido de pessoas. Hoje são em torno de cinco pessoas que participam e decidem o que deve ser feito efetivamente, segundo Guilherme Salam, um dos membro da torcida.

A próxima meta da torcida é implementar uma cultura de também prestigiar os times e atletas da FEA nos jogos em São Paulo e, assim, aumentar ainda mais a importância dos campeonatos universitários como a NDU.

Sem deixar seu lado feano de lado, Salam pensa grande: “quanto mais gente der atenção para o esporte universitário, seja como atleta ou torcedor, mais valor essas ligas e campeonatos terão, o que pode trazer maiores investimentos ao esporte universitário como um todo. Quem não gostaria de ter uma NCAA aqui no Brasil e torcer pra sua faculdade como torce pro seu time?”

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