Por dentro das torcidas organizadas: Pharmafia

por • 16 de maio de 2017 • Colaboradores, Colunas, EspecialComentários (0)505

Saiba mais sobre a história da Pharmafia

 

Por Leonardo Milano


A paixão que move o esporte universitário é, em grande parte, alimentada por cada pessoa que se dedica a fazê-lo acontecer, seja na organização, nas quadras ou na arquibancada. Principalmente nos inters, as torcidas organizadas possuem um protagonismo incontestável: levantar o atleta em quadra e motivar todos os alunos a torcer por sua faculdade.

No nosso terceiro texto sobre as torcidas organizadas, confere aí a história da Pharmafia.

A torcida organizada da Faculdade de Farmácia da USP, mais conhecida como Farma, teve início mais como uma brincadeira entre um grupo de amigos que eram atletas e/ou atleticanos do que como um projeto real de criar uma torcida organizada. A ideia era criar uma página no Facebook e postar material sobre os jogos da Farma, como textos, fotos e crônicas.

Mas o céu é o limite, e outras idéias foram surgindo com o tempo, como a confecção de camisetas, por exemplo.

Para Caio Hofmann, um dos fundadores da entidade, torcer representa uma forma de reconhecer o trabalho dos atletas. “Atleta universitário rala lá suas 3 horas por semana no Cepe mais os jogos no fim de semana. Na Farma ainda temos uma porrada de poli atletas. Tem cara que treina todo dia e às vezes tem três ou quatro jogos no final de semana. E na maior parte das vezes ninguém dá a mínima pra isso.”

A maior dificuldade dos “mafiosos”, entretanto, é justamente levar um bom número de torcedores para os jogos. Especialmente nas fases de grupos dos campeonatos semestrais. Nos inters e nas fases mais avançadas dos campeonatos, naturalmente o público aumenta.

Torcida Pharmafia no jogo de vôlei contra a EACH-USP.

Para Hofmann o principal fator é mesmo a famosa preguiça. Depois vem o fato de a vasta maioria das pessoas simplesmente não considerar o esporte universitário algo importante. Por fim, o fato de que muitas vezes os jogos da fases de grupos apresentarem um nível técnico baixo.

Segundo o farmacêutico, já formado, mas ainda em atividade como ex atleta, “em 2015 e 2016 tivemos uma renovação bem bacana. Nós conseguimos alguns bixos e o pessoal da atlética nos ajudou a cobrir os jogos.”

As maioria das crônicas publicadas na página, por exemplo, eram escritas pelo pessoal da segunda geração da Pharmafia. A página da torcida, na verdade, acabou se tornando uma espécie de “braço jornalístico da Atlética”.

A relação com as demais entidades esportivas da Farma é amigável. Até porque muitos dos que cuidam da fan page no Facebook são atletas, atleticanos ou ex-atleticanos.

Toda a logística de venda de produtos da Pharmafia, por exemplo, é feita pela própria Atlética e o pouco lucro gerado fica para a entidade. “Vendemos as camisetas quase a preço de custo, pois o objetivo delas é divulgar o esporte na Farma e não arrecadar verba.”, afirma Hofmann.

A estrutura da Pharmafia é totalmente horizontal. Não há hierarquia e, assim sendo, as decisões são tomadas após todos chegarem a um consenso. Bem diferente das famosas máfias italianas que conhecemos por meio dos filmes d’O Poderoso Chefão…

Foto de capa: Pharmafia no InterUSP de 2014.

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