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Por dentro das torcidas organizadas: Febre Amarela

por • 31 de maio de 2017 • Colunas, Jogo a JogoComentários (0)249

Por Leonardo Milano e Shayene Metri

A paixão que move o esporte universitário é, em grande parte, alimentada por cada pessoa que se dedica a fazê-lo acontecer, seja na organização, nas quadras ou na arquibancada. Principalmente nos inters, as torcidas organizadas possuem um protagonismo incontestável: levantar o atleta em quadra e motivar todos os alunos a torcer por sua faculdade.

Continuando o especial sobre torcidas organizadas, chegou a vez da Febre Amarela, torcida organizada do curso de Direito da PUC.

Assim como a maioria das torcidas organizadas universitárias, a Febre Amarela surgiu com o intuito de somar forças à bateria da faculdade dentro dos jogos, principalmente nos inters. Nascida em 2009, a Febre se juntou à Bateria 22 pelas arquibancadas e, desde então, é um dos principais motivadores da torcida puquiana.

Vinícius de Melo Ferrari Sabino, um dos diretores da organizada e aluno de Direito desde 2013, explica como funciona: “com a criação da Febre Amarela, nossa torcida geral se mostrou ainda mais forte, com bandeirolas, bandeiras mastreadas com bambus, pirotecnia, etc. Isso tudo faz a diferença para os jogadores e atletas, motiva-os ainda mais em busca da vitória nos seus jogos e nas suas provas, e esse é o objetivo maior da Febre, apoiar os atletas para que conquistem seus títulos em nome da nossa Gloriosa.”.

Atualmente, o projeto é tocado por, em média, dez pessoas, as quais se dedicam esporadicamente às ações do grupo, em meio às outras obrigações da faculdade. No caso da Febre Amarela, diferentemente da maior parte das torcidas universitárias, existem dois cargos de diretoria, sendo o restante da organização horizontal. Já no que se refere à parte financeira, a organizada da PUC, além de receber certo auxílio da Bateria 22, vem tentando novas formas de sustento, como venda de bebidas e doações de integrantes.

Os desafios da Febre

“Um dos maiores problemas é a falta de identificação do aluno puquiano com a PUC, o que é essencial para uma torcida forte e unida pela PUC nas competições. Muitas vezes o aluno prefere ficar na Arena bebendo do que ir para o ginásio torcer”, lamenta Vinícius. Isso ocorre, de acordo com o estudante, por motivos compreensíveis. Primeiro, pela falta de festas dentro da própria PUC e nos arredores, visto as proibições da Reitoria e os conflitos com os moradores da vizinhança (região de Perdizes). Além disso, ele reitera que, durante os jogos universitários, “faz falta é um ginásio que tenha open de bebida assim como temos na Arena, pois o aluno que não faz parte de Bateria ou da Febre e não é atleta. Muitas vezes, esse aluno vai para os jogos como se fosse para uma festa, para beber e beijar na boca. Então, entre ficar em um local open bar (e que foi caro) ou ir a um local que não é open, é normal preferir ficar na arena”.

Portanto, a grande meta da Febre Amarela, seja para os JJE 2017 ou para cada partida da NDU que suas equipes participam, é trazer o puquiano “comum” para a torcida, criar essa identificação entre esporte, universidade e universitário. “Temos que chamar os alunos para participarem da torcida, não só da Febre, mas da arquibancada mesmo. Divulgar a música pra todo mundo, porque as pessoas se formam e entram novos bixos, daí precisamos manter as músicas na boca da galera”, conclui Vinícius.

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