Horário estendido não retornará tão cedo: reunião entre LAAUSP e CEPE esclarece os fatos

por • 15 de maio de 2017 • Basquetebol, Colunas, Futsal, Handebol, Jogo a Jogo, VôleiComentários (0)417

Reunião pôs em pauta alguns assuntos, dentre eles o horário estendido.

 

Por Alexandre Iponema Gallucci

Na última quinta-feira, 11/05, aconteceu no CEPEUSP uma reunião da diretoria da LAAUSP e Atléticas com representantes da diretoria do próprio CEPE. Dentre vários temas tratados, o mais esperado por todas e todos: o horário estendido. Emílio Miranda, atual diretor do Centro de Práticas Esportivas, afirmou o que já havia sido falado: que, por dificuldades burocráticas, o estendido com certeza não voltará antes da reinauguração dos módulos.

O encontro foi chamado pelo próprio diretor do CEPEUSP e estiveram presentes, além de Miranda, o auxiliar administrativo, Vinícius Heine, alguns membros da diretoria executiva da LAAUSP e membros de algumas atléticas. Apesar do caráter mais informativo da reunião (não houve possibilidade de discussão e alternativas em torno dos assuntos), ela foi importante para esclarecer algumas ações do CEPE USP.

Dentre os assuntos tratados, o mais esperado era com relação ao estendido. Sobre essa pauta o diretor ressaltou que “a burocracia e a escassez de recursos financeiros impediram muitas coisas e é o que está impedindo o horário estendido existir, com o ponto eletrônico os funcionários não podem ficar além do horário de trabalho e, além disso, a Reitoria está cada vez mais desestimulando o pagamento de horas extras.”.

O esporte é prejudicado

O novo sistema de controle de frequência dos funcionários está prejudicando não só as atléticas e LAAUSP, os professores dos cursos do CEPE relatam que estão na iminência de fechar turmas por não conseguir adequar os seus tradicionais horários de aulas ao novo sistema que é totalmente inflexível. Por isso tudo há negociações entre CEPE e Reitoria para tentativas de flexibilização e viabilizar o pagamento de horas extras. Miranda ainda afirmou que não consegue garantir estendido até a reinauguração dos módulos. Após a abertura das quadras, entretanto, ele acredita que terá maior poder de barganha ao negociar com a Reitoria.

O  horário das 21h30 até as 23h sempre foi uma alternativa para muitas equipes que não encontram outro período para treinar, principalmente para as seleções da LAAUSP. Tradicionalmente, as equipes das Seleções se reúnem para os treinos no estendido, visto a dificuldade de conciliar os horários de atletas de diferentes faculdades uspianas. Porém, desde a sua suspensão, os melhores atletas da USP vêm encontrando dificuldades para conseguirem treinar.

No panorama atual, cada Seleção se vira como pode. Futsal Feminino encontrou uma disponibilidade na quadra do campo do XI (Sanfran), um espaço bem abaixo em qualidade de qualquer quadra do CEPE. Já o Futsal Masculino ainda não iniciou os treinamentos. No caso dos Vôleis, ambos treinam na quadra da Odonto, que, além de ser externa, é conhecida pelo piso acidentado. O Handebol Feminino iniciou seus treinos na quadra externa da Med Pinheiros, porém, por ser muito menor que o ideal (além de outras questões como iluminação, piso, etc), os treinos foram suspensos até segunda ordem. O Hand Masculino, por sua vez, tentou alguns treinos na quadra da Sanfran (a mesma que o FF está usando), mas, por conta da qualidade, também parou os trenios. Por fim, os atletas das Seleções de Basquete conseguiram adequar os horários e usam o CEPE, apesar de terem reduzido o tempo normal de treino para 1h.

Atleta da Seleção de Vôlei Feminino e treinadora de cinco times da USP, Aline Terumi, explica que infelizmente treinos e quadras externas influenciam diretamente no volume e qualidade do seu treino, “falando das quadras externas, no geral, o vento e o sol, são fatores que dificultam bastante a recepção de saque, a precisão de um levantamento e o ataque, ou pela visibilidade ou pela mudança repentina na trajetória da bola que o vento pode causar. ”. Além disso, Aline conta que o planejamento dos treinos também sofre influência, “a gente acaba dando prioridade para treinos que exigem maior volume em quadra coberta e treinos mais técnicos em quadra aberta. Mas quando só tem externa você da o treino nas condições que existem. A treinadora também diz que, sem o horário estendido, muitos atletas que praticam mais de uma modalidade fiquem com poucos períodos de descanso durante o dia. “Eu acho que o horário estendido fazia com que os atletas tivessem mais folga entre os treinos, o que melhorava o rendimento deles”, sendo assim mais um fator que diminui a qualidade dos treinos.

A diretoria da LAAUSP se encontra em posição delicada, visto que a falta de quadras afeta diretamente a satisfação das Atléticas, das Seleções e a organização da própria Liga. A diretoria esclareceu o que está sendo feito para tentar solucionar a escassez de quadra: “desde o fim do estendido a gestão buscou reorganizar o rodízio de quadras, para atender todos os times de maneira justa, bem como buscou quadras fora do CEPE para treinamento das seleções”. Com a ausência dos módulos, esse problema se agrava e treinos em quadras externas são inevitáveis.

 

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