Grandes atletas de São José do Rio Preto

por • 6 de abril de 2017 • Basquetebol, Colaboradores, Colunas, Futebol de campo, Futsal, Handebol, Individuais, Perfil, Rugby, VôleiComentários (0)1433

Alunos da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de São José do Rio Preto se desdobram para levar o esporte de seu campus a grandes resultados

 

Por Helena Ortega | Atlética Unesp Bauru

O ano de 2016 não poderia ter sido melhor para os atletas do campus da UNESP de São José do Rio Preto. Na maior competição esportiva que disputa, o Inter, campeonato só para alunos da UNESP, o campus de Rio Preto, como é mais conhecido, conseguiu novamente estar entre os melhores, alcançando a 4° colocação.

A cidade vem se destacando em relação a boa qualidade de seus atletas, e por este motivo, vem melhorando seu desempenho no Inter ano após ano. Desde de 2010, depois de serem vice-campeões pela Segunda Divisão do campeonato, Rio Preto vem crescendo ano após ano, graças ao esforço e competência de seus atletas, e vem conseguindo mostrar a força deste campus.

O que salta aos olhos  é que a UNESP-Rio Preto não possui tantos atletas em comparação com os outros campus da UNESP. Unespianos rio-pretenses se revezam entre várias modalidades, para que possam ter os times completos.

Álvaro Magri, por exemplo, estudante do curso de Bacharelado em Ciência da Computação, conseguiu, depois de três anos como atleta de outras modalidades de Rio Preto, disputar uma prova de atletismo no Inter Prudente; “Em 2014 choveu e as provas foram canceladas e em 2015 optei por não participar”. O contato com o atletismo começou só na faculdade, mas o estudante não é nenhum iniciante nos esportes. Pratica karatê, voleibol e futebol de campo.

Isabella sempre encontra tempo para os estudos e os esportes, para competir em tantas modalidades ela chega a treinar várias horas por dia, perto dos jogos do Inter.

Outra grande atleta do campus Isabella Villas estuda Engenharia de Alimentos e pratica, atualmente, voleibol, futsal e natação. Mas para a competição de 2016, chegou a participar dos jogos de handebol e também basquete, devido à falta de atletas nesses esportes. Ela precisou de muita determinação e organização pois em Prudente, chegou a disputar até cinco jogos desportivos diferentes por dia.

Determinação é algo que também não falta para Matheus Nhoato. Ele estuda Matemática pela UNESP, e Educação Física em outra faculdade. Inclusive, com apenas 23 anos já é formado em Direito. Teoricamente um estudante com uma rotina tão atribulada não deveria ter tempo para se exercitar, e muito menos se comprometer com um time, mas não é o caso de Nhoato. Para o estudante, a prática esportiva vai além da diversão, e em seu caso, treinar vôlei desde seus onze anos de idade fez a diferença em sua formação, “O vôlei foi extremamente essencial para meu desenvolvimento social e uma base gigante para a construção do meu caráter, pois lidei com situações e aprendi a solucioná-las com meus princípios e ensinamentos, tanto dentro como fora de quadra”.

Essa determinação foi a mesma que Magri precisou para competir nas provas de corrida de 100 metros e 200 metros no Inter do ano passado. Magri confessa que não acreditava na possibilidade de subir ao pódio em nenhuma das provas, mas acabou por conquistar o resultado inesperado “Corri os 100 metros, sendo esta minha primeira prova, convicto que eu não tinha feito uma boa prova e de que eu tinha ficado muito aquém do eu poderia ter corrido. Disputei o salto em distância, prova para o qual eu jamais treinei ou sequer havia imaginado disputar. Também disputei os 200 metros com o tornozelo lesionado graças ao salto em distância. Já que eu nunca tinha saltado acabei me lesionando. Finalmente, corremos o revezamento, também lesionado. No fim, o saldo foi um ouro inesperado nos 100 metros, bronze  no salto em distância e bronze nos 200.

Villas também não acreditava que chegaria tão longe, mas chegou. Segundo as estatísticas dos jogos do torneio Inter Prudente, em 2016, Villas conquistou 6 vitórias em 10 partidas que disputou, em cinco modalidades diferentes. Ela e as meninas de cada modalidade foram responsáveis por levar Rio Preto as semifinais no voleibol e no handebol, e às quartas de final nas modalidades de basquete, tênis de mesa e futsal. Apesar de ter como paixões apenas o voleibol e o futsal, a atleta também afirma ter carinho pelos outros esportes que disputa, pois assim como Nhoato, ela entende que não são apenas os resultados que interessam: “Vôlei e futsal são modalidades que eu nunca vou deixar de treinar, mas com as demais eu criei um apego. Principalmente pelas pessoas que as treinam, pelos responsáveis dessas modalidades. São pessoas que me levaram a gostar também desses esportes”.

O amor ao esporte leva os praticantes às situações mais inusitadas, só pelo prazer de estar dentro de uma quadra, ou em um campo, treinando, jogando, se divertindo. Sobre isso, Nhoato confessa que já fez muita coisa pelo prazer de jogar voleibol, “tenho várias histórias, mas uma das mais engraçadas é que fui de carro com os meus amigos disputar um campeonato numa cidade há 100 quilômetros da minha, mas para que coubessem todos que iam jogar, eu e mais um amigo viajamos no porta-malas”.

Matheus sacando durante partida de vôlei

Encontrar um esporte em que nos encaixamos é difícil, mas quando acontece, é uma experiência muito satisfatória. E ter a oportunidade de se integrar com um time, ou em uma equipe de treinos, jogar por um clube, ou em um time de faculdade é ainda mais especial. Também se sentir representante da faculdade pela qual estuda, disputar, fazer parte de uma competição muito acirrada, é com certeza o maior orgulho desses atletas de Rio Preto, como também de atletas de outros campus. Para Villas, disputar o Inter traz à tona sentimentos que ela nunca pensou que  sentiria em se tratando de uma competição esportiva, “O Inter de 2015 foi muito marcante, pois foi o meu primeiro.  Mas o ano passado foi diferente, foi muito bom. Eu também faço parte da Atlética de Rio Preto, desde o ano passado, e pude ajudar os atletas da minha delegação e ajudar na execução do campeonato, para que ele acontecesse da melhor maneira possível. E com o voleibol, como atleta, eu consegui chegar a semifinal, o que foi inédito, porque nunca tínhamos passado nem da primeira fase, e ali estávamos enfrentando o atual campeão Prudente.”

Erramos: inicialmente havíamos afirmado que a melhor colocação da história de São José do Rio Preto tinha sido em 2016, mas então descobrimos que a faculdade já havia conquistado espaço entre as primeiras colocações em outras edições. Texto atualizado em: 11h20min, 11/04/2017

Foto de capa: Comemoração do Álvaro (centro) após três grandes colocações em provas de atletismo.

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