Do desconhecido ao desejado: o terceiro ano de uma campanha dentro das quadras

por • 25 de abril de 2017 • Colaboradores, Colunas, Handebol, Jogo a JogoComentários (0)805

Por Stela Moura

 

Após ingressar na faculdade no ano de 2014 e participar de alguns campeonatos, eis que surgiu a CUPA. A sua primeira edição, no ano de 2015, veio como um grande mistério e, ao mesmo tempo, promessa. Não conhecíamos as atléticas participantes e menos ainda os seus times, mas considerávamos que essa seria mais uma oportunidade para batermos nosso velho e querido adversário, o CAASO (no ano anterior havíamos perdido para elas na final do Caipirusp por muito pouco).

Estreia

O chaveamento foi divulgado e o nosso primeiro confronto revelado: CAASO. Seria o destino? Entramos no jogo totalmente desfocadas, o que resultou em uma vantagem das nossas adversárias ao final do primeiro tempo. Mesmo conseguindo impor nosso ritmo de jogo e comandar a partida no segundo tempo não conseguimos vencer a partida. Apenas dois gols nos separaram da vitória. E, assim, encerramos precocemente a nossa primeira participação na CUPA: com a sensação de que mais cinco minutos mudariam a nossa história na competição.

Time de Handebol após vencer o EdUni em novembro de 2016

Segunda chance

Em 2016, na segunda edição do campeonato, nosso primeiro jogo foi contra o desconhecido time da Liga das Engenharias da Unicamp (LEU). Foi uma partida difícil e também feia. Demoramos para acertar a marcação, mas vencemos e seguimos em frente rumo ao nosso próximo adversário. Nosso segundo enfrentamento foi com a equipe da EFEE-USP, time extremamente entrosado e capaz de trabalhar a bola muito rapidamente, o que fez com que nossa defesa, embora conseguisse segurar o placar por boa parte do tempo, não trabalhasse com a eficiência necessária durante toda a partida. E assim encerramos nossa participação na CUPA 2016, mas, dessa vez, com saldo positivo: conhecemos novos adversários, e pudemos, felizmente, descobrir a verdadeira essência da CUPA, na qual os times vão muito além do CAASO. O que torna o campeonato de altíssimo nível esportivo.  

Expectativa

Para esse terceiro ano, o que antes era ansiedade pelo desconhecido, hoje, tornou-se expectativa para a sonhada vitória, a fim de reafirmar o que nossa campanha no Caipirusp e no Encontro Desportivo Universitário (Eduni) vem mostrando até agora: um time mais maduro e preparado do que em 2015, quando participamos da competição pela primeira vez. Além disso, podemos afirmar que já passamos pelos “fantasmas” das CUPAs passadas. Queremos que venha cada um dos adversários, velhos ou novos, e os desafios que os acompanham, pois estamos prontas.  Em um campeonato que está se consolidando no meio universitário, vemos a possibilidade de uma conquista inédita para o handebol de Lorena e a oportunidade para começar o ano bem. E do jeito que a gente mais gosta: jogando!

Stela é aluna do 7º período de Engenharia Química da EEL- USP e atleta de Handebol.

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