Diretoria da EEFE suspende o uso de suas quadras para a LAAUSP

por • 20 de abril de 2017 • Basquetebol, Cartola, Colaboradores, Colunas, Futebol de campo, Futsal, Handebol, Rugby, VôleiComentários (0)819

LAAUSP garante que já possui soluções para as primeiras rodadas. 

Por Alexandre Iponema Gallucci

A Copa USP, que começa neste final de semana (22 e 23 de abril), já registra seu primeiro desafio: a impossibilidade de uso das quadras da EEFE para campeonatos da Liga das Atléticas Acadêmicas da USP (LAAUSP). Desde o início da reforma dos módulos, as quadras da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) vêm sendo utilizadas para a realização da maior parte dos jogos de vôlei e basquete.

A preparação das atléticas para a competição é grande e começa cedo. Na maioria das vezes, antes mesmo do início das aulas. Mas dificuldades quanto ao planejamento esportivo não estão restritas aos atleticanos. A LAAUSP também sofre. Reservar quadras, inscrever atletas, organizar campeonatos, fazer a tabela e outras tarefas são algumas das responsabilidades da Liga que, basicamente, deve garantir o bom andamento das atividades esportivas estudantis na USP.

Desde a reforma dos módulos, a disponibilidade de praças esportivas tem sido um dos principais problemas para a realização do campeonato. E a solução encontrada foi a utilização das quadras da EEFE para as modalidades de basquete e vôlei e do Clube Escola Mané Garrincha para handebol e futsal.  Entretanto, em reunião do Conselho de Presidentes da LAAUSP do dia 18/04, a diretoria executiva da entidade informou a suspensão do uso das quadras da EEFE para suas competições.

A direção da EEFE se pronuncia            

De acordo com o atual diretor da EEFE, o Prof. Dr. Valmor Tricoli, a decisão de suspender foi por conta de um acúmulo de ocorrências já registradas em outros eventos da LAAUSP, incluindo o BichUSP desse ano. Tricoli citou alguns casos registrados pela equipe de vigilância terceirizada da Escola: arrombamento de armários dos vestiários e consumo de alimentos e bebidas nas quadras. Além disso, ele ressaltou o ocorrido com a piscina da Escola após um campeonato de natação da Liga: “a água ficou inutilizável o que gerou o cancelamento de aulas de cursos comunitários e custos para a limpeza da água.”.

Questionado sobre a possibilidade da presença de equipe de limpeza e aumento do efetivo de vigilantes (para evitar vandalismos e furtos), o professor disse ser economicamente inviável. Além de envolver aspectos trabalhistas – o que traria dificuldades para esse processo. “Por se tratar de estudantes da própria comunidade USP, considerava que não seria necessário ter essas preocupações.”, lamenta Tricoli.

Quando perguntado se a suspensão é definitiva, o professor disse que irá conversar com o diretor do CEPE, Emílio Miranda, para saber mais detalhes de como estão as obras dos módulos e somente após irá pensar se mantém a suspensão ou não. Mas reafirmou que “os usuários devem colocar a mão na consciência e rever como estão utilizando o espaço.”.

O lado da LAAUSP

De acordo com João Peluso, Diretor Geral de Esportes da Liga, a alegação de sujeira nas quadras e vandalismo nos banheiros de fato é verdadeira, mas tal episódio não é algo usual nos campeonatos organizados pela LAAUSP. “No Mané Garrinha nós nunca tivemos esse problema, por exemplo, então foi algo inesperado para a gestão.”, explica Peluso.

Diante da decisão da diretoria da EEFE em suspender o uso das quadras, o DGE afirma que a LAAUSP está buscando soluções e novas quadras para o decorrer do campeonato, além de ainda estar negociando com o Prof. Valmor uma possibilidade de reverter a suspensão. Para esse final de semana em específico, entretanto, a Liga conseguirá realizar os jogos como já haviam planejado anteriormente.

Equipes afetadas

Apesar de todas as equipes serem prejudicadas com a suspensão e a possível mudança do local dos jogos, as faculdades do interior são as mais preocupadas com a notícia. Matheus Campos, atleta da equipe de vôlei da EEL, explica que a organização de uma Atlética do interior para ir a um jogo é mais detalhada e é na logística de transporte o principal efeito da suspensão na equipe. Pois, se mudarem o local ou cancelarem a rodada, todo o trabalho que Atlética e equipe tiveram para se deslocarem de Lorena para São Paulo vai por água abaixo.

Além disso, questões financeiras estão envolvidas: “as cotações que fizemos com as vans que nos levariam, fizemos dando o endereço do CEPE, da eefe pra ser mais exato. Daí, se o lugar que formos realocados for mais longe, isso pode influenciar no quanto o cara da van vai nos cobrar”.

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