A CUPA até agora: crescimento e expectativa

por • 27 de abril de 2017 • Basquetebol, Colaboradores, Colunas, Futebol de campo, Futsal, Handebol, Individuais, Jogo a Jogo, Rugby, VôleiComentários (0)203

CAASO em busca do tricampeonato

Por Igor de Paula

 

A Copa Universitária Paulista, inicialmente, surgiu como uma necessidade de algumas faculdades terem um torneio de tiro curto no primeiro semestre. Principalmente, para o Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO) e a Liga Engenharia Unicamp (LEU) que sentiam a falta do Engenharíadas em seus calendários, após se desfiliarem do inter em 2013 e 2015, respectivamente.

Em resumo, a ideia era organizar, de imediato, um campeonato pequeno, mas de modo que o projeto poderia, com o tempo, incluir todas as modalidades praticadas em nosso campus e, quem sabe, até incentivar a prática de outras ainda não desbravadas por nossos atletas. Logo de cara, com a entrada da UNESP Rio Claro como convidada, vislumbramos o potencial do nosso recém criado inter de se tornar um dos maiores. Isso porque, já que naquele primeiro ano a CUPA seria disputada, entre outras, por três das maiores universidades públicas do estado de São Paulo.

E assim foi a primeira edição, caracterizada por uma grande expectativa. Eu me lembro que, internamente, nós não sabíamos o que esperar das disputas e isso criava uma tensão entre os atletas. Foi a previsão de resultados mais incerta que já fizemos, visto que não conhecíamos o jogo de algumas das outras Atléticas participantes. A primeira CUPA foi marcada pela experimentação e pelo fair play. Já a segunda edição, ao contrário primeira, as rivalidades estavam muito mais acirradas: ficou bem claro que todos ali estavam competindo pra valer e com muita vontade de levantar o caneco. Eu, particularmente, entendo isso como um reflexo positivo do aumento do nível dos jogos, prova de que a copa tem um peso cada vez maior entre seus participantes.

Com certeza a CUPA entrou de vez no calendário tanto dos atletas como da torcida. Cabe agora às próximas Comissões Organizadoras (CO) saberem trabalhar isso da melhor maneira e conseguirem integrar mais as duas vertentes: esportiva e festiva. Afinal de contas, trata-se de um evento só.

Um inter emergente

De fato a Copa Universitária Paulista apresenta um grande potencial e já proporcionou jogos de altíssimo nível. Entretanto, receio que ainda não tenha dado os passos planejados pelos seus fundadores. A essa altura já poderíamos esperar a inclusão de mais modalidades, como, por exemplo, outras lutas. Porém, as adversidades financeiras dos dois primeiros anos levaram à CO de 2017 a cortar ideias do esportivo, ao invés de somar.

Para que a CUPA se torne, realmente, um dos maiores torneios universitários do país, é necessário, primeiramente, evoluirmos como organizadores – por meio da estruturação e desenvolvimento da Comissão Organizadora. Tive a oportunidade de trabalhar no INTERUNESP em 2017. Além do enorme aprendizado, considero impressionante como, apesar da rivalidade, as Atléticas dos diferentes campi da UNESP se unem para realizar um Inter melhor a cada ano, colocando-o acima de qualquer disputa. Cabe a nós, da CUPA, aprendermos com outros inters e procurar o sucesso do torneio acima de qualquer outro interesse. Em seguida, quando estivermos melhor estruturados como organizadores, será necessário aumentar o rol de modalidades.

Por fim, estando o torneio já consolidado, imagino-o rompendo barreiras por meio de mais inovação. Espero que a CUPA chegue em um patamar de alto investimento esportivo, financiada pela iniciativa pública e privada e não mais dependendo do lucro das festas. Estas devem servir para completar o evento e, assim, reforçar o seu caráter integrativo. É claro que esse desejo passa muito mais por uma mudança radical na situação do esporte universitário no Brasil como um todo do que somente em relação à Copa Universitária Paulista. Entretanto, a CUPA tem enorme potencial de inovação, então, por que não nos tornarmos pioneiros desse processo?

Apesar das dificuldades que nos aguardam, ainda tenho grande expectativa na CUPA. Como um dos fundadores e primeiros responsáveis por fazer esse sonho sair do papel, espero, de coração, que esse campeonato continue acontecendo cada vez mais e melhor. Principalmente esse ano, em que ela volta pra sua casa, São Carlos, bem como na primeira edição.

A taça zebrada

A melhor história que posso contar é sobre o nosso título em 2015. Após meses de preparação, noites em claro e a superação de diversos obstáculos que quase impediram o próprio evento de acontecer, pudemos finalmente respirar aliviados na manhã daquele fatídico domingo, pois a “taça” já era nossa. Improvisamos uma caneca amarrada com fita zebrada no troféu, afinal beber na taça é crucial, e invadimos o ginásio. O presidente estava vestido de porco, segurando o troféu… esse momento fez todo o trabalho valer a pena. E fez de novo em 2016, com a conquista do bi.

Esse ano eu vou pra CUPA somente como atleta, o que vai ser uma novidade. Mas, tenho a certeza de que todo mundo por aqui está extremamente motivado e o CAASO vai com tudo para conquistar a terceira Copa Universitária Paulista. Boa sorte aos adversários, bons jogos à todos e bem vindos à São Carlos de novo!

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