Handebol, eu preciso falar dele.

por • 16 de fevereiro de 2017 • Colaboradores, Colunas, HandebolComentários (0)797

Por Mariana da Silva Souza

 

 

O conheci no primeiro ano da graduação. Essa frase pode parecer romântica se você pensar em calourada, festa universitária e uma vida acadêmica em ordem. Mas, o ano em questão diz respeito a um ano de loucura, aulas, trabalhos e uma vontade de interagir e fazer parte de algo.

As outras, que já o conheciam há mais tempo do que eu, jogavam tão bem que eu inventei de ser goleira. Jogavam a bola pra direita e eu ia pra esquerda, jogavam a bola pro alto e eu ia pra baixo, jogavam a bola embaixo e era um vexame daqueles. Mas um dia eu encaixei. Nunca vou me esquecer daquele chute, quase gol, impedido pelas minhas mãos. De lá pra cá foram muitos treinos, alguns campeonatos, jogos, muitos gols tomados, muitos gols defendidos, alguns lançamentos (bem e mal sucedidos).

Comecei a jogar handebol quando tinha 19 anos, mas parecia que uma outra vida começava ali. Fizemos bons jogos, churras, festas juninas, roles e mais roles. Das 10 melhores amigas da faculdade, sete foi ele quem me apresentou. As outras três também. Aprendi o que era chute no longo, chute no curto, meia altura, ponta cai, o que era “dar o curto”.

Mariana Souza à direita e sua ex-companheira de time, Cyndel Augusto.

Mas talvez tenhamos que terminar, e não está sendo fácil. Tô chorando mais que em filme de cachorro que morre no fim. Até hoje não tem lugar onde eu vá que não me perguntem: e o time? Parece que vai fazer falta pra sempre, mas independente do futuro, levarei essas experiências comigo.

Essa semana fitei intensamente a medalha que ganhamos juntos, não por acaso, em um campeonato que eu disse que não iria jogar, mas fui e defendi três de cinco 7 metros na final (um foi fora, mas eu gosto de acreditar que deixei a chutadora nervosa com meu olhar de má). E um sentimento profundo de felicidade por ter vivido um grande amor na vida tomou conta de mim. E de ter esse amor documentado em fotos, vídeos, lembranças e em tantas outras coisas especiais. Vitórias, derrotas, lágrimas de decepção, de alegria, de tristeza, de emoção. Abraços, broncas, conselhos, carinho. Obrigada HANDEBOL EDUCAÇÃO, não falta nada!

Os.: Um agradecimento mais que especial pra Cristiane Mouro, que não contente em ser a melhor técnica de handebol do mundo, me ensinou coisas que vou levar pra vida! Destaque para sua metodologia de ensino mais que especial, que mistura construtivismo e bullying do amor, além de algumas boladas e uns tiros!

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