Como o basquete influenciou a minha vida na universidade

por • 7 de fevereiro de 2017 • Basquetebol, Colaboradores, ColunasComentários (0)543

Por Patrícia Magalhães

 

Há quase 15 anos atrás eu entrava na USP para cursar bacharelado em Física.
Em meio a efervescência da semana dos calouros e as novidades da universidade surgiu a atlética e apenas 1 time feminino: o de basquete.

Me lembro de ficar triste, afinal, como uma boa moleca boleira buscava um time de futebol de salão para jogar. Mas, para minha sorte só existia o time de basquete e lá fui eu me meter com essas meninas altas e agilizadas. No começo foi difícil, saia com 5 faltas em 2 min de jogo! (hahaha) 100% das adversárias reclamavam de mim fora as companheiras de time nos treinos.

Mas claro, tudo se apreende! Ou quase tudo….

O primeiro grande aprendizado de todos esses anos é que cada pessoa tem um potencial que pode ser explorado, desde que ela queira. Vi muitas meninas como eu, que mal sabiam bater bola, passarem a ser importantes ao time. E é muito bacana poder acompanhar essa evolução!  

O basquete me proporcionou uma outra inserção na universidade, não apenas do ponto de vista da saúde pela prática do esportes, mas também, me deu muitos amigos dentro e fora do universo da Física, permitindo um intercâmbio cultural dentro da universidade e com as estrangeiras que passaram com frequência pelo time: Chilenas, Siberianas, Argentinas, …., e que ajudaram a construir a nossa história.

Um dos grandes vetores deste intercâmbio intra cultural dentro da Universidade são os campeonatos, tanto os ordinários (Copa USP e Jogos da Liga) como o Bife.  A experiência é tão intensa que rende histórias para o ano todo, até que venha o próximo, e assim se passaram muitos Bifes. Há quem diga que o primeiro a gente nunca esquece. Mas discordo! todos foram especiais e com histórias hilárias que ajudaram a estreitar ainda mais os laços entre o time.

Uma particularidade da Fìsica é a escassez de meninas, fato notório. Por isso também sempre tivemos um intercâmbio muito grande  entre as diferentes modalidades: futsal, handebol, e mais recentemente o Rugby.  Mesmo nunca tendo jogado algum esporte você pode se permitir experimentar,  temos essa abertura. Essa solidariedade não é uma marca registrada de todas as atléticas, mas me orgulha saber que na Física temos essa característica.

Bafefi - revista beat

Patrícia (6), com a equipe de Basquete da Física no BIFE de 2015.

A vida no nosso time sempre foi emocionante, em diversos momentos achamos que seria o fim, a falta de renovação com meninas se formando, Pós-Granduandas que saiam para estudar fora, ou, como eu, que depois de duas Graduações, um mestrado e um doutorado não podem mais participar dos campeonatos universitários. Hoje jogamos também  um campeonato fora da universidade, a NCB, no qual as formadas podem participar e assim continuamos todas unidas, apenas somando e agregando mais gente a nossa família.

O esporte foi tão importante na minha vivência universitária que fica difícil imaginar o que teria sido sem ele. Nesse momento nostalgia, só consigo olhar pra trás e agradecer por fazer parte desta família: técnicos, técnicas, times parceiros, minhas grandes amigas de time. Sempre me perguntam se não está na hora de parar devido as inúmeras contusões e dores… mas isso simplesmente não faz o menor sentido para mim. A rotina de treinos e os encontros que eles proporcionam são muito gratificante. Por isso busco ter equilíbrio e saúde para seguir jogando sempre.

Então, até breve!

Crédito foto de capa: Por Giulia Martini

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