[#memóriasdoBIFE] Zumbi, a lenda do BIFE!

por • 8 de novembro de 2016 • Colunas, PerfilComentários (0)1309

Jorge “Zumbizinho” de Assis

 

Entrei no IME em 2010, com 17 anos. Em sete anos de USP, a barba começou a crescer, aprendi a nadar (não me afogar) no CEPE, adquiri o costume de (suportar) comer verduras e legumes no bandejão, perdi e ganhei peso (o saldo é positivo, mas bem pouco), ganhei um apelido não muito sugestivo, mas que alguns acreditam que seja nome e até inventam histórias sobre a sua criação.

Talvez eu deveria ter falado sobre como a universidade foi importante para minha cidadania e vida profissional, mas quero evidenciar o fato de eu ter crescido no campus Butantã. E, nesse contexto, o BIFE é a celebração dos momentos e pessoas incríveis que a USP me ofereceu e ainda oferece.

Tinha expectativa pelo BIFE assim que eu assisti a palestra da AAAMat para os bixos do meu ano, tanto é que eu acabei indo nos seis desde que entrei. Não satisfeito, ainda fui CO durante dois anos (muito inexperiente, baseado apenas na vontade de fazer aquilo tudo acontecer, porém papo de outra hora). Apesar de ter frequentado vários inters de outras faculdades (InterFAU, JUCA, InterBIO, etc.), nenhum deles me cativou tanto quanto o BIFE. Nele há excelentes festas, um ótimo nível esportivo e, principalmente, respeito e integração entre os participantes de todas as faculdades.

Sou do time de Futsal e participei de dois títulos (2010 e 2015) e um vice-campeonato (2011). O título de 2010 foi o mais marcante, pois neste ano poderia se dizer que quatro times poderiam ser campeões. E, para mim, por mais que não tivesse entrado muito nos jogos, pesava algo subjetivo, mas muito forte: de ser o primeiro inter, e de saber que no time estavam pessoas que foram as primeiras que eu fiz amizade no IME.

Mesmo com o elenco mais forte que o time já teve, o primeiro jogo foi contra o time mais competitivo que a Veterinária já teve. Portanto, uma partida muito equilibrada. Ganhamos por 3 a 1. No segundo jogo, a FFLCH com a catimba e a rivalidade acirrada pelo resultado do ano anterior (vitória deles), além da torcida que lotou o ginásio em Barra Bonita. Estávamos muito concentrados e fizemos um ótimo jogo : 3 a 0. A semifinal foi contra a Física e, apesar de termos saído atrás no placar, conseguimos virar e abrir uma vantagem (se eu me recordo, terminou 6 a 1.).

A final foi contra a ECA, sendo um dos melhores jogos que eu já presenciei no esporte da USP. Os dois times eram muito intensos e fortes, houve chances e boas jogadas para ambos os lados. No final do primeiro tempo, o Tuka, um dos jogadores mais queridos do IME (ironia), fez um gol e o placar parou aí, mesmo com a pressão forte dos ecanos. Saímos com a vitória e, logo, o título. O Luizinho (treinador que mais me fez entender e aprender o esporte) foi às lágrimas, assim como alguns companheiros. Não fui um desses, pois talvez eu não tinha ideia do quão difícil foi aquilo. Contudo, após alguns anos, dores, vitórias e derrotas, sinto agora a importância do título daquele ano.

Nas festas, alguns acontecimentos sem importância, mas mesmo assim marcantes : Ser fotografado dormindo em pé na parede por um segurança; acordar de manhã no local da balada (algumas vezes); ver seu companheiro de time realmente chorar por estar indo para o jogo de Futebol de Campo as 9h num sol forte típico de interior; ir para o jogo de futebol virado da balada e dormir no vestiário (não estava treinando e assim não me sinto tão mal); dormir no chão por não conseguir abrir a barraca, entre outras histórias marcantes de tão singulares.

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O BIFE também é conhecido por ter uma fortíssima integração entre as faculdades participantes durante o período dos jogos (antes diziam que não valia para o IME, mas bastou ECA e FFLCH começarem a ganhar que outras opiniões ganhassem força, enfim). Eu, por exemplo, participei das tradicionais lutas de boxe nos intervalos dos jogos da FFLCH e, claro, perdi.

Espero que o IME possa ser tri-campeão no futsal masculino e, quem sabe, volte a ser campeão geral depois de três anos. Tudo bem que a vantagem é grande, mas espero (torço) não demorar muito para me formar e queria ver pelo menos mais um título.

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