A FFLCH vai ganhar o BIFE!

por • 8 de novembro de 2016 • Basquetebol, Cartola, Colunas, Futebol de campo, Futsal, Handebol, Individuais, Rugby, VôleiComentários (0)734

Se nenhuma zebra aparecer em Registro, a Atlética Oswald de Andrade irá conquistar o terceiro título consecutivo.

Por João Francisco Vargas Meireles

 

Comecei a acompanhar o esporte universitário mais de perto a partir de 2013 e, naquele ano, nem todas as equipes da FFLCH eram tão fortes como hoje. Seu time de maior destaque era o de Voleibol Masculino. Composto por diversos atletas que já praticavam o esporte antes de entrar na faculdade, seja no colégio ou por outra faculdade, a equipe era praticamente imbatível. Seus atletas desfilavam pelos módulos do CEPEUSP usando o uniforme do Banco do Brasil – prêmio ganho após vencer o InterU, um torneio esportivo patrocinado pelo banco. As demais equipes que vestiam o Laranja e Preto não eram tão fortes, ou, pelo menos, não se destacavam perto das equipes das atléticas da EEFE, FEA, POLI e Medicina.

Mas, em 2014 quando eu estava na gestão da LAAUSP, vi muitas coisas acontecerem dentro da Atlética da FFLCH. A gestão que assumiu naquele ano com todos passivos da entidade (dívidas, problemas entre equipes, etc.), contornou os problemas com o maior bem que tinham em mãos: os alunos.

A mudança

Quando se pensa em revolução na USP, logo se pensa na FFLCH, a faculdade mais “de esquerda” do Campus. E a revolução, que diria, veio através do esporte. A postura da Atlética passou a ser mais ativa dentro do Conselho de Presidentes da LAAUSP, da Comissão Organizadora do BIFE, e decidiu se dedicar mais aos deveres que toda entidade esportiva da USP precisa cumprir para se sustentar financeiramente (pequenas festas, etc).

Embora a torcida cante tradicionalmente pela “força da maconha” para os atletas usarem-na nos jogos, no CEPEUSP, durante a semana, a história é outra. É muito treino, e muita raça. As equipes conseguiram angariar atletas novos, atletas velhos e, principalmente, apresentaram bons projetos a técnicos que enxergaram nos times da FFLCH uma boa oportunidade profissional.

Os times da Oswald de Andrade passaram então a se inscrever no máximo de torneios que conseguiam (NDU, LAAUSP, InterU) e obtiveram importantes vitórias que davam ainda mais moral para chegar na sua competição principal, o BIFE.

Não deu outra. Com um pouco de dificuldade, a FFLCH saiu do BIFE Araraquara com o troféu de campeão geral.

A manutenção dos resultados

Em 2015, eu ainda estava na LAAUSP e pude observar a FFLCH se sobressaindo ainda mais nos campeonatos que disputava.

Após excelente desempenho na Copa USP, tanto na Série Azul quanto na Laranja, o BIFE de 2015 não tinha outro favorito se não a FFLCH. Parecia fácil. Através do equilíbrio entre bons resultados nos individuais e excelente desempenho nas quadras, venceram com larga vantagem e levaram mais um troféu pra casa.

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Futsal Feminino da FFLCH. Foto por Natalia Belasalma

E não é apenas dentro de quadra que a FFLCH deu show. É importante ressaltar o incrível desenvolvimento da Bateria Manda Chuva que passou a se destacar nos torneios universitários de bateria e a acompanhar cada vez mais de perto os times da Oswald de Andrade, com cada vez mais e mais integrantes.

Todos sabíamos que uma hora isso iria acontecer, só não sabíamos quando. Afinal, a FFLCH é a faculdade com mais alunos dentro da Universidade de São Paulo. Entram mais alunos em Letras (apenas um dos cursos) do que na Escola Politécnica inteira.

Finalmente, a mentalidade dos alunos está mudando. Eles não deixaram de ser críticos, mas também querem participar de outras batalhas pela sua faculdade. As batalhas que ocorrem diariamente no CEPEUSP, como treinos e jogos.

O gigante acordou, vai ser difícil parar ele agora.

A FFLCH vai ganhar o Bife deste ano. O troféu se mantém em casa. A “Força da Maconha” vencerá mais uma.

Crédito foto de capa: Por Beatriz Escalhão

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