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Basquetebol

O destino das seleções da USP

Os custos da Copa UNISINOS e a falta de possibilidades para as seleções.

 

Por Clara Turazzi

A Copa UNISINOS é o campeonato  mais importante do ano para as seleções da USP. São dias de competição nos quais os times ficam juntos, afinal, o campeonato acontece durante quatro dias e é sediado na cidade de São Leopoldo, próxima à Porto Alegre (RS).

Infelizmente, a participação dos atletas da USP é cada vez menor. A viagem inteira tem de ser bancada pelo próprio atleta e, este ano, os preços estão consideravelmente mais altos do que nos anteriores. O custo do kit (que inclui a inscrição, a hospedagem e os gastos da CT) subiu aproximadamente 10% e as passagens estão em média cerca de três vezes mais caras. Nessa edição, duas modalidades finalistas em 2015, o basquete feminino e o futebol de campo masculino, deixarão de participar do campeonato, assim como os dois times de vôlei (feminino e masculino) da USP.

Em razão das desistências em 2016, irão participar da UNISINOS apenas as seleções USP de basquete masculino, futsal feminino e masculino, handebol feminino e masculino e rugby masculino. A falta de apoio afetou inclusive equipes que irão participar da edição deste ano, como, por exemplo o handebol feminino, que ao final de sua primeira convocação contava com apenas 12 atletas.

Segundo o técnico do basquete feminino, João Boccato, a modalidade não teve interesse em participar da competição este ano por ser “um campeonato pontual, longe, caro e que nem sequer ocorre em um feriado”. “Acredito que, no momento atual, um campeonato anual ou semestral se encaixe mais com as características desta equipe. Para a UNISINOS voltar a ser o foco do basquete feminino mudanças na organização do campeonato precisam acontecer, a mais drástica seria em relação às informações divulgadas”, completa.

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O modelo de campeonatos semestrais ou anuais, mencionado por João Boccato, já foi adotado pelas seleções do vôlei feminino e do futebol de campo masculino. Os dois times ficarão apenas em São Paulo. Não apenas pelo custo da viagem até o Rio Grande do Sul, mas também por competirem, aqui, a Taça Trivelli da FUPE.

A presença em competições como a de São Leopoldo, entretanto, é importante não apenas para conseguir resultados, mas também para que haja integração entre as equipes da USP e as outras participantes. Segundo Felipe Marco “Guima”, presidente da LAAUSP, “O esporte é essencialmente social. Viajar para a Copa UNISINOS é mais que competir. As pessoas que passarão os dias em conjunto lá sentirão a diferença”.

Reviravolta orçamentária

No começo do ano as expectativas eram extremamente diferentes da realidade atual. A Liga havia firmado uma parecia com a Pró-reitoria de graduação, que previa apoio financeiro e institucional, possibilitando maior incentivo à prática esportiva pelos alunos do campus. Desfeita no meio do primeiro semestre, o fomento das seleções se tornou uma dificuldade, uma vez que a LAAUSP teve de lidar com um rombo em seu orçamento. Para além dos recursos financeiros, Guima também aponta para a “falta de locais de qualidade e estáveis ao treinamento, falta de calendário consistente, horário dos treinos, articulação dos TIMES USP para com a USP.” ressaltando que a estrutura deve ser reciclada.

Esses buracos ao longo do ano podem ser considerados resultados de um processo muito mais longo: o CEPEUSP está cada vez menos associado e interessados nos times da USP. As competições não são parte importante do seu calendário, apesar de promoverem o uso da estrutura. Essa realidade leva ao enfraquecimento das seleções e times em geral, “pois quem as sustenta ainda são os atletas que se identificam por tempos passados. Quando estes não estiverem mais aqui, como será?”, finaliza Guima.

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