[#memóriasdoBIFE] BIFE é marcante até quando a gente não vai

por • 10 de outubro de 2016 • Colunas, Futebol de campo, Futsal, PerfilComentários (0)385

Por William Chinem

Diante das inúmeras experiências que o BIFE me proporcionou ao longo de cinco anos de graduação, difícil dizer o momento mais marcante já vivenciado. Enquanto atleta, impossível não lembrar as dores das derrotas e das lesões, assim como o prazer da superação. Como explicar a emoção de torcer e vibrar em cada jogo, em cada competição? Como esquecer os momentos inusitados de integração entre as Faculdades? O que dizer do melhor open breja da história para quatro pessoas nos jogos de tênis em 2015 (obrigado, Atlética!)? Porém, de todas as memórias dos BIFE’S que fui, nada me marcou mais do que o BIFE que não fui.

Antes de partir para o Intercâmbio, no segundo semestre de 2014, já sabia de antemão que, entre tantas alegrias e novas experiências que me aguardavam, uma das poucas tristezas seria não poder jogar o BIFE. Outubro chegou, e nem me dei conta da saudade que sentia por antecipação. Todos os times, todos os meus amigos, a Atlética FAUUSP em clima de BIFE. Todas as redes sociais – minha principal forma de comunicação, na época – em clima de BIFE. Fotos de perfil trocadas, eventos criados, postagens no Facebook, todos em clima de BIFE. Divulgação da cidade, início das vendas do Kit, mapa dos ginásios, busão, caronas, restrições e tabela de jogos definitiva rolando nos grupos dos times no Whatsapp: JÁ É BIFE! A saudade, talvez subestimada, aumentou. A vontade de participar, de jogar, torcer e curtir ao lado dos amigos era enorme. Saber que não estaria em campo e em quadra para ajudar meu time causava uma sensação diferente, típica de torcedor que aguarda ansiosamente por um jogo importante. Dessa forma, minha participação no BIFE 2014, embora de maneira intensa, se deu à distância, junto de vários outros amigos que também estavam em intercâmbio.

Por Whatsapp e Facebook acompanhava “ao vivo” os resultados, com transmissão lance-a-lance durante os jogos, feita por amigos presentes nas arquibancadas; o fuso horário era detalhe imperceptível durante esses dias. Vibrei com as vitórias, me entristeci com as derrotas, mas, acima de tudo, valorizei ainda mais o espírito que o BIFE carrega consigo, e o quanto significava pra mim. A impossibilidade de irmos ao BIFE em 2014 fez com que a ansiedade e expectativa criada para o ano seguinte fosse muito grande. Talvez por isso a alegria de participar do BIFE em 2015 se deu de maneira única, mas igualmente peculiar ao BIFE 2014.

Poder participar do BIFE e do esporte universitário em geral é algo cíclico em sua essência, e por esse motivo a participação nos últimos anos de graduação assume um caráter especial. As histórias e boas memórias permanecem, mas inevitavelmente se ressignificam com o passar do tempo. No entanto, relembrar do ano de 2014 (por mais brega que possa parecer) é relembrar da importância que o BIFE tem, e continua tendo, para mim. Outubro mal chegou e já acabou. Todos os times, todos os meus amigos, a Atlética FAUUSP em clima de BIFE. Fotos de perfil trocadas, eventos criados, postagens no Facebook, todos em clima de BIFE. Como é gostoso sentir: JÁ É BIFE!”

Crédito foto de capa: Pedro Ocanhas

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