[#memóriasdoBIFE] “A GEO vai ganhar o BIFE!”

por • 9 de outubro de 2016 • Basquetebol, Colunas, PerfilComentários (0)286

Por Gabriel Andrade

 

Foi em Barra Bonita, em 2010, que senti pela primeira vez como era ser atleta em um BIFE. Eu já havia ido a cinco edições como treinador, de 2005 a 2009, e justamente por saber bem como era, eu estava louco para entrar em quadra,  disputar um BIFE como atleta da Geologia, curso que eu havia começado naquele ano depois de ter me formado na EEFE.

O BIFE sempre foi meu inter preferido. A energia dele é diferente de todos os outros de que já participei. É uma competição, mas esse nem sempre é o foco principal; há rivalidades, mas tudo saudável; em geral, não se exagera no álcool durante o dia como em outros torneios universitários; e as festas… bem, as festas do BIFE mereciam um texto dedicado só a elas. Há gente fantasiada em todos os lados, os DJs tocam todos os tipos de música, e todos são bem vindos em todos os grupos – no BIFE ninguém fica sozinho por muito tempo.

Bom, com isso tudo em mente, além de todas as histórias vistas e vividas nos últimos anos, cheguei ao meu “primeiro” BIFE me sentindo um adolescente ansioso por viver tudo o mais rápido possível. Participei de tudo que dava: joguei vôlei com samba-canção, joguei tênis – e perdi –, joguei handebol com o Trena, veterano de 10 BIFEs pela Geo, assisti a todos os outros jogos da Geo, até que finalmente chegou a hora de entrar em quadra para jogar o meu esporte do coração – basquete.

Nosso time estava muito desfalcado, com o terceiro e o quarto ano da graduação em aula de campo em Minas Gerais. Entre os desfalques: Syphylys, armador titular da seleção USP e líder do time. Estávamos somente em 6 e sem o nosso técnico, que estava no Economíadas naqueles dias.

No primeiro jogo vencemos da Física com dificuldades, por uma diferença de aproximadamente 10 pontos. Na segunda partida, semifinal, enfrentamos a equipe do IME, time finalista em todas as edições do BIFE até então (todas contra a ECA, diga-se de passagem), que contava com diversos jogadores da seleção USP, muito experientes.

Ginásio cheio, onze horas da noite, torcida da Geologia com a energia e criatividade que lhe é característica… vai começar o jogo! Fomos bem no primeiro quarto, jogando com muita energia, defesa forte e dominando os rebotes abrimos 8 pontos de vantagem. Mantivemos o ritmo forte no segundo quarto e abrimos 12 pontos. No terceiro quarto a equipe do IME voltou em quadra com uma postura diferente, uma defesa muito forte e começaram a diminuir a nossa vantagem. Infelizmente, não conseguimos segurar nossa vantagem e acabamos tomando a virada no final do jogo. Ficamos de fora da final do BIFE.

Foi uma dura derrota, mas saímos felizes de lá, com a sensação de que não poderíamos ter feito nada a mais, que nos doamos ao máximo. O Trena jogou com o ombro luxado, o Assado tomou uma dedada no olho e continuou em quadra, e todos fizemos tudo que estava ao nosso alcance.

Me lembro de ter voltado de Barra Bonita naquele ano com a convicção de que eu havia feito a melhor escolha ao entrar na Geologia: o curso é ótimo, conheci pessoas excelentes e ainda tinha a chance de jogar o melhor inter de todos.

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