Choque de culturas

por • 13 de julho de 2016 • Basquetebol, Campeonatos, Cartola, Colunas, Especial, Futebol de campo, Futsal, Handebol, Rugby, VôleiComentários (0)392

Por Clara Turazzi

 

No dia 04 de julho, a LAAUSP recebeu os membros do VOLeaders Academy em sua sala para uma conversa de apresentação do esporte universitário no Brasil, principalmente na USP e na Liga. A VOLeaders Academy é uma parceria multi-centros da University of Tennessee, nos Estados Unidos, e estavam no Brasil para a realização de um projeto cuja a finalidade é de fornecer aos atletas universitários a experiência de “aprender, liderar e empoderar populações em vulnerabilidade social através do esporte”.

Para isso, realizaram um intercâmbio de 10 dias entre São Paulo e Rio de Janeiro, onde realizaram conversas com líderes comunitários, estudantes universitários, atletas  de alto rendimento; visitas e ações comunitárias, a museus, assistência de competições esportivas, experiências gastronômicas, festas populares e música. O Brasil foi o primeiro lugar que visitaram no programa por sediar as olimpíadas e as paralimpíadas de 2016. No entanto, este projeto busca se ampliar para outros lugares, uma vez que busca a experiência vivida do que foi aprendido anteriormente nos cursos  de “Liderança no esporte” e “Esporte para mudança social”.

A conversa

Diferentemente do Brasil, o esporte nos Estados Unidos é uma maneira de estar nas melhores escolas e faculdades, onde é praticado em alto nível. A breve conversa mostrou como a diferença entre a formação de atletas é grande nos dois países. O bate papo teve como finalidade apresentar o trabalho da Liga das atléticas da USP e como o universo do esporte competitivo no Brasil está desvinculado do da educação.

Segundo os membros da LAAUSP a maioria dos estudantes entra na universidade sem contato com os esportes, uma vez que não são desenvolvidos nas escolas e sim em clubes. Essa realidade também faz com que a maioria das pessoas optem pelo investimento ou no esporte ou na educação, o que é muito diferente nos Estados Unidos. Uma das alunas da VOLeaders contou que desde os oito anos opta por frequentar escolas onde o basquete tem alto nível e a partir disso que sua formação acadêmica se orienta.

Essas diferenças também se refletem no âmbito administrativo. Os visitantes ficaram chocados com a maneira como a Liga se organiza, uma vez que são oito membros voluntários lidando com mais de mil atletas. Ou seja, é necessário que se desenvolvam profissionalmente em meio a uma realidade sem reconhecimento e recursos estruturais para o desenvolvimento esportivo. A LAAUSP não deixou de apresentar a venda de produtos nas atléticas e as festas como meio de manter financeiramente o esporte na universidade, o que, teoricamente, confronta com a ideia de esporte de alto rendimento.

Abismados com a situação, ao final da conversa, realizaram doações simbólicas para a Liga e também se sentiram muito honrados pela oportunidade de troca e atenção dos integrantes da LAAUSP.

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