Super USP traz rugby feminino à tona

por • 12 de maio de 2016 • Colunas, Especial, RugbyComentários (0)533

Oito equipes da Universidade de São Paulo disputaram o título da primeira etapa do circuito no CEPEUSP

Por Rafael Oliveira

 

Um dos esportes que mais cresce no Brasil, tanto em número de atletas, quanto em nível de reconhecimento, o rugby tem caminhado com passadas largas no meio universitário, inclusive na Universidade de São Paulo. Ancorado em times de diversas faculdades e institutos da universidade, o crescimento do esporte na USP possibilitou algo inédito: em 2016, pela primeira vez, a LAAUSP convocou as Seleções USP de rugby feminino e masculino, em uma lista que soma quase oitenta atletas.

Apesar do desenvolvimento do esporte na universidade, as equipes ainda possuem problemas de calendário, com escassez de jogos. Visando atender a essa demanda, as equipes femininas da USP, em parceria com a LAAUSP, o Hippo Rugby (empresa de materiais e equipamentos de rugby) e um dos principais times masculinos da universidade, os Demônios de Maxwell (Física-IAG), promoveram no último sábado de abril, 30, a estreia do Super USP.

Circuito de rugby feminino composto por quatro etapas, duas no primeiro semestre, e mais duas na segunda metade do ano, o Super USP reuniu oito equipes femininas durante todo o sábado no CEPEUSP. A variante do esporte praticada no torneio foi o Sevens, que é jogado por sete atletas em dois tempos de sete minutos. Esse formato permite maior dinamismo e rapidez, permitindo que toda a etapa seja realizada no mesmo dia, além de ser o único praticado no Brasil por atletas do feminino.

A primeira etapa

As oito equipes foram divididas em dois grupos, no sistema todos contra todos. Pelo grupo A, o Tsunami Rugby, do Instituto de Oceonografia, venceu seus três jogos. Logo atrás da equipe do IO, ficou a FeaOdonto, seguida por Farma Rugby e a Rugbulls, da EACH-USP. Já no grupo B, a Chica Pererecs, da Faculdade de Direito, também ganhou suas três disputas, tendo o Rugby FFLCH em segundo lugar, seguido por Poli Athena Rugby e Mamutes Lorena. Além dos dois grupos, nos intervalos das disputas femininas, os Leões Rugby Clube, da ECA, o Rugby EACH e os Demônios de Maxwell, da Física-IAG, se enfrentaram em disputas amistosas.

Após dezesseis jogos e muita disputa, o Tsunami Rugby — que apesar de ter sido fundado por meninas do IO, é “aberto a todas as meninas da USP, quiçá do mundo”, como fazem questão de frisar a página da equipe no Facebook e suas atletas  — sagrou-se vencedor da primeira etapa. Na final, as campeãs enfrentaram as Chica Pererecs, até então invictas, e venceram por 10×7, placar apertado para os padrões da modalidade. Para Alana Santana, aluna da Faculdade de Educação e uma das idealizadoras da competição, a final teve um bom nível, já que “embora o Tsunami tenha mais tempo de time, e, portanto, meninas com mais tempo de jogo, a SanFran apresentou tackles mais técnicos e eficientes tornando o jogo bem disputado”.

Apesar de seu time ter levado o título da primeira etapa, para Nádia Gregório, a capitã do Tsunami, o mais importante é a “herança para o esporte feminino e para o rugby universitário” que o Super USP pode deixar. “O rugby não é um esporte convencional no Brasil e enfrenta ainda mais barreiras quando feminino. É sempre difícil atrair meninas para o esporte e que mantenham frequência de treino. Ver 8 times femininos, de 10 que existem na universidade, é muito gratificante e encorajador”, finaliza a jogadora.

superusp

Continuidade do circuito

Todas etapas do Super USP trarão nomes de mulheres que “desempenham um papel importante no rugby feminino nacional”, explica Alana Santana. A etapa que ocorreu no dia 30 de abril homenageou a árbitra e ex-jogadora Nayara Lima, que participará da arbitragem das Olimpíadas Rio 2016. A homenagem relaciona-se com um dos objetivos do Super USP que, além de atender a demanda de jogos entre equipes uspianas, visa “incentivar e desenvolver a arbitragem de rugby na USP”, segundo  Alana. A próxima etapa, que ainda não tem nome definido, está prevista para acontecer no começo de junho.

 

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