As novas Seleções da USP e o fortalecimento do esporte no campus.

por • 14 de abril de 2016 • Cartola, Colunas, Futebol de campo, Individuais, RugbyComentários (0)643

Por Clara Turazzi

 

2016 começou cheio de novidades no esporte da USP. Uma mudança importante foi a valorização e divulgação das Seleções  no início desse ano. Neste contexto, foram criadas novas equipes e outras, apesar de já existentes, foram reafirmadas no cenário esportivo. Por exemplo, o Futebol de Campo Feminino e o Rugby constituíram novas seleções; enquanto o Atletismo e a Natação prosperaram, com seletivas públicas e maior reconhecimento dos atletas a respeito da  convocação.

Apesar da maioria dos esportes coletivos já possuírem relevância considerável dentro do campus, algumas modalidades ainda não recebem a devida atenção, seja no contexto uspiano ou mesmo em menor grau, como dentro das próprias Atléticas. No caso do Futcampo e Rugby Feminino, vale ressaltar que são poucos os times consolidados e que contam com uma estrutura e apoio mínimo.

Já o Rugby Masculino é um caso a parte, que se diferencia bastante das outras modalidades “em ascenção”, uma vez que as equipes universitárias são a chave do desenvolvimento desse esporte no Brasil, desde o século passado. Ou seja, o nível universitário é o centro de formação da base da modalidade, um exemplo raro no contexto esportivo brasileiro. No entanto, se aproxima dos outros esportes pela carência de estrutura: “Esporte universitário é algo que poderia dar muito o que falar, principalmente comparando com outros países e com o modelo americano. Dentro da USP,  a maioria dos esportes se viram com o que tem: treinar dividindo quadra ou campo, isso quando conseguem; treinar com equipamento próprio ou emprestado; atletas que não comparecem em todos os treinos por conta do trabalho ou estudos e treinadores que precisam saber lidar com todos esse fatores e montar treinos que estimulem os atletas e façam o time evoluir. Apesar de todas as dificuldades, os campeonatos universitários existem por todo ano, fazendo o time se manter ativo durante o ano, o que é importante.”, explica André “Baiano” Ferreira, atleta da Politécnica Rugby.

A formação das novas equipes não só promove a consolidação dessas modalidades e a prática do esporte, como também incentiva uma aproximação inevitável entre os estudantes de diferentes faculdades. Segundo Carla Nassif, atleta do Rugby do XXI, as Seleções podem proporcionar ao Rugby Feminino aquilo que já acontece no masculino: “É muito importante pro Rugby Feminino Universitário um time que una várias meninas da USP, vai dar uma visibilidade muito grande para o esporte, além de abrir novas oportunidades para as meninas que gostam tanto de pratica-lo”.

As oportunidades citadas por Carla dependem da metodologia adotada pela LAAUSP, técnicos responsáveis e por uma possível continuidade de trabalhos realizados em anos anteriores. Dado que é o primeiro ano das Seleções do Futebol de Campo Feminino e do Rugby e também que as equipes existentes funcionam como “catadōes”, ainda não existe essa continuidade. Segundo Rui Ybarra, técnico da Seleção de Futcampo Feminino, o interesse é maior por parte das atletas do que das próprias atléticas. “Devido a não participação de atléticas na modalidade e a mesma necessitar de grande número para o seu pleno acontecimento, a Seleção foi, à princípio, realizada a partir do simples interesse das mulheres e, num segundo momento, deverá acontecer de fato dentro da própria equipe”, explica.

 

A integração por meio do esporte

Os casos do Atletismo e da Natação têm um funcionamento diferente: as modalidades já são consolidadas em boa parte das faculdades, no entanto, as Seleções ainda não eram do conhecimento de todos. A convocação ocorre de maneira parecida nas duas modalidades, na primeira “se deu através dos melhores resultados obtidos nas diversas competições do ano passado. Selecionamos os dez melhores resultados e fazemos a lista de convocados”, conta Vitor Ferreira de Faria, técnico da Seleção USP de Atletismo. Já na Natação, como não há técnico contratado, a própria LAAUSP que convoca aqueles com melhores desempenhos.

Independente do método de escolha, os grupos são diversificados, contando com atletas como Ana Beatriz, da Veterinária, que nada desde os três anos, e Carla Nassif, da Sanfran, que joga rugby há um ano e três meses. De acordo com as duas, o modo de se relacionar com as meninas de outras faculdades e o próprio time são diferentes. “Cada time é um time”, afirma Carla. Já Ana Beatriz reitera que “na verdade, na minha equipe tenho mais contato, é mais descontraído. Mas isso é questão de convivência”. Em suma, independente da modalidade, um dos desafios das Seleções é, também, promover esse contato e aproximar as faculdades.

 

As Seleções e seus objetivos

As Seleções USP são formadas desde a década de 80, com objetivo de reunir os melhores atletas, em busca de estimular “a capacidade do indivíduo de participar de tarefas sob pressão, ter foco e objetivos concretos”, explica Vitor Faria. A confraternização entre os grupos varia conforme a modalidade, desde o treino até os campeonatos que participam (FUPE, UNISINOS, Regionais etc). No Atletismo, no Futebol e no Rugby existem treinos exclusivos que já começaram, contando com presença significativa de graduandos e, inclusive, com universitários do interior.

A expectativa dos técnicos e atletas é de participação cada vez maior, incentivo à pratica do esporte e desenvolvimento das equipes, com a finalidade de formar times fortes e competitivos. A formalização deste trabalho se dará em campeonatos diversos, variando conforme a decisão da LAAUSP junto à modalidade, mas todas com um foco específico no TUSP, campeonato realizado pela USP, retomado também neste ano.

 

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