40 anos de Jogos Jurídicos Estaduais.

por • 20 de abril de 2016 • EntrevistaComentários (0)855

Feriado prolongado chegando e, com isso, vários dos primeiros Inters do ano. Dentre eles, temos um dos mais tradicionais e disputados do cenário dos jogos: os Jurídicos Estaduais. A BEAT quis saber mais sobre a história desse inter, e conversou com a presidente da Associação Atlética Acadêmica XI de Agosto (Direito USP), Carol Saad.

Revista Beat: Quais atléticas fazem parte dos Jogos Jurídicos Estaduais, quanto tempo existe os jogos e quais são as atléticas fundadoras?

Carol Saad: Os Jogos Jurídicos Estaduais foram realizados pela primeira vez em 1976, com o nome de Copa Ruy Barbosa, e, pelo que temos conhecimento, houve a participação das delegações das atléticas da SF, Mack, Puc e FMU. Em 2016, os Jogos completam 40 anos e terão a participação das atléticas da SF, Mack, PUC, FMU, Puccamp, Facamp, USP Ribeirão e Municipal de Franca, sendo que essa última faculdade participará como convidada.


RB:
Como você vê a participação da Atlética da SF nesse ano? Qual expectativa?

CS: Como presidente da atlética da SF, sou suspeita para falar, mas estou vendo com bons olhos nossa participação! Nossos times vêm treinando muito forte, com treinos lotados, muitos calouros e veteranos animados, além de amistosos e jogos de outros campeonatos com resultados expressivos, o que só anima ainda mais cada modalidade. A faculdade está com altas expectativas e já entoando as músicas da BAISF desde a cervejada Pré Jogos! Teremos uma disputa acirrada, mas os resultados atingidos até agora só nos dão mais motivos para acreditar no sonho de sermos campeões gerais!


RV:
Tradicionalmente, alguns Jogos universitários são mais conhecidos por terem uma integração maior entre faculdades (JUCA por exemplo) e outros menos. Você acredita que os jogos jurídicos preza por uma integração entre estudantes ou a rivalidade dentro de quadra é tão grande que atrapalhar um pouco nisso?

CS: A rivalidade nos Jogos Jurídicos se mantém dentro de quadra, com as torcidas cantando juntas em diversos jogos, brincando entre elas. Lembro-me de uma cena de um jogo entre SF e USP Ribeirão, em 2014, no qual as duas baterias se uniram e começaram a tocar juntas! Não se trata de algo raro… O encontro de amigos de faculdades “rivais” do lado de fora, e dentro do ginásio, é sempre com muita felicidade, e a troca de batas, não só entre presidentes, como ocorreu em 2014, é uma atitude que vem crescendo ao longo dos anos.


RV:
Se a integração não é evidente, a CO percebe isso e tenta criar soluções para isso ou não é uma pauta que entra em discussões nas reuniões?

CS: Para tornar a integração ainda mais evidente, a CO realiza algumas ações, tais como a troca de batas entre os presidentes da SF, Mack e PUC em 2014, que tiraram uma foto, os três juntos, cada um com a bata de seu adversário, segurando o troféu transitório. Esse ano, tiramos algumas fotos das reuniões para mostrar que estamos trabalhando conjuntamente em prol dos jogos e pretendemos trocar batas novamente.


RV:
Sobre a organização dos jogos, o que vocês apresentam de interessante nesse ano? Há alguma novidade? (ex: novidade na estrutura de quadra, premiação, alguma ação de marcar, etc)

CS: Esse ano, iremos utilizar todas as praças esportivas que sediaram os Jogos Regionais no ano passado, de forma que a estrutura das quadras está dentro de padrões bem altos. Além disso, o local que sediará as festas noturnas será no Parque do Peão, o mesmo local onde ocorre o Rodeio de Barretos.


RV:
Você acredita que ao longo dos anos o nível esportivo tem se equilibrado entre as atléticas ou ainda é sempre decidido entre PUC, Mack e USP? Alguma outra atlética chega bem para disputar o título geral em 2016?

CS: O nível esportivo dos JJEs vem crescendo ao longo dos anos, com novas faculdades integrando o evento e colaborando com a ascendência esportiva do campeonato, porém, não se pode falar que ele esteja equilibrado. Temos faculdades muito fortes em quase todas as modalidades, outras que se destacam em apenas algumas. Mas, esse ano, por exemplo, teremos a participação de Franca que traz grandes expectativas a respeito de seus times, em especial seu basquete masculino. Porém, creio que a disputa pelo geral se mantenha entre SF, PUC e Mack, principalmente por se tratar de uma rixa tradicional.


RV:
Houve a possibilidade de criar uma campanha contra o machismo e racismo por parte da torcida, certo? Que tipo de campanha foi proposta exatamente e porque não deu certo?

CS: A Atlética da SF propôs que fosse realizada uma campanha similar a do ano passado, quando levamos bandeiras, publicamos um texto conjunto contra atitudes machistas, racistas e lgbtfóbicas, e alguns times se manifestaram em quadra com bandanas amarradas no braço, por exemplo. Hoje haverá uma reunião para fechar a forma como será realizada a campanha, porém, as atléticas têm se posicionado conjuntamente com os coletivos de suas próprias faculdades contra essas atitudes.

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