Retrospectiva e projeções: as novas possibilidades para as Seleções USP

por • 16 de janeiro de 2016 • EntrevistaComentários (0)1072


Revista BEAT – Na perspectiva do desempenho das Sele
ções USP, vocês acreditam que houve uma melhora evidente em 2015 as seleções treinaram o ano inteiro em relaçãaos outros anos, quando as equipes se dedicavam à Unisinos apenas no segundo semestre?

Felipe Guimarães (Presidente da LAAUSP) – Acredito que sim. O investimento, aplicação e dedicação foram maiores, portanto, colhemos bons frutos quanto ao desenvolvimento de atletas e das Seleções. Mas ainda temos muito chão pela frente. Os treinos precisam ser mais cheios e mais producentes. A identidade precisa ser cultivada. Precisamos trabalhar no sentido de gerar retorno para o esporte universitário dentro da USP, retribuindo nos campeonatos e atividades das AAAs, sendo assim um canal dialógico de desenvolvimento do esporte.

RB – A LAAUSP acredita que o bom desempenho das Seleções possa de alguma maneira ajudar a incentivar o esporte universitário dentro da USP? Como? Ou seja, qual o retorno prático desse investimento para o esporte uspiano além das seleções? 

 Como mencionado acima, acredito que um bom trabalho com as seleções comunhado com trabalho de massificação (campeonatos entre AAAs) gera uma dialética que tende aumentar o nível de desempenho, a abrangência e a identidade do esporte universitário da USP. Com a Seleções USP criamos constelações de relações dentre as equipes/AAAs, onde conhecimento pode ser melhor difundido, emancipando equipes/AAAs, nivelando equipes, melhorando a competição, aumentando o contigente atingido e estruturando mais as lacunas do esporte na USP. Desde que seja feito um trabalho planejado, humano e democrático com as Seleções. Ponto importante a ser considerado é a construção e consolidação de Seleções USP de modalidades ainda não abraçadas pela LAAUSP, como, por exemplo, Natação, Rugby, Atletismo, Tênis e etc…

RB – A Pró Reitoria de Graduação (PRG) está aberta a negociações para investir no esporte da USP. Já existe algum indício de novos investimentos nas Seleções para 2016?

 A PRG e o CEPEUSP já fizeram ações que estimularam de alguma forma as Seleções, como, por exemplo, a PRG custear uma fotógrafa da BEAT para cobrir a UNISINOS e o CEPEUSP fazendo um escambo com a FUPE, onde tal entidade utilizou o espaço do CEPEUSP para algumas competições e, em troca, isentou a LAAUSP na série Diamante (houve apenas gastos com carteirinhas, as quais os atletas custearam cada um a sua). Para este ano tentaremos dois projetos que visam as Seleções no Edital do Santander de Competições Universitárias, um para o dito ‘’TUSP’’ e outro para a ‘’Unisinos’’. Fora isso, não há mais nada planejado no momento com a PRG que se dirija diretamente às Seleções.

RB – Há muito se discute, entre atletas que disputam a Unisinos, o quanto vale a pena gastar para participar do campeonato. Enquanto LAAUSP, por que vale a pena gastar com esse campeonato? 

 Vejo que a tradicional UNISINOS vem se reproduzindo para a USP pela tradição de ‘’os mais velhos’’ transmitirem socialmente isso as novas gerações e pela falta de outros eventos/competições que engajem nossas Seleções, pois, por exemplo, na série Diamante da FUPE, nossas Seleções jogam contra times profissionais, e não universitários (no momento não me aprofundarei nos motivos de ser assim), desenrolando uma série de questões para que a ‘’ideia’’ seja abraçada. Em minha opinião, a UNISINOS não vale mais o investimento, sendo um campeonato regional, com interesses regionais, os quais não são partilhados e deliberados conosco, onde ficamos submissos a posição de cliente para com ela. Além do mais, o campeonato reforça a elitização de nossas Seleções, apresenta normas engessadas e ultrapassadas, e se contarmos só com a UNISINOS para motivar todo o trabalho das Seleções, é muito pouco para contemplar os pontos levantados por mim acima.

RB – Vocês veem/cogitam outras opções para os atletas de ponta da faculdade?

Por último, SIM, enxergamos e cogitamos sim! Parafraseando Geraldo Vandré, ‘’…quem sabe faz a hora, não espera acontecer…’’; passou da hora de trilharmos um caminho, honrando a história vanguardista das AAAs da USP em meio ao esporte universitário. Os primeiros passos que estamos criando no momento é o renascimento do ‘’TUSP’’, fazendo assim, nosso Torneio. Em conjunto, visão pessoal minha, militar frente a FUPE neste ano que é de eleição. Precisamos lutar por uma Federação que seja estudantil, podendo torná-la cabível para os e nossos universitários.

RB – Na reunião aberta no final de 2015 que a Laausp organizou com técnicos e atletas das Seleções, um ponto citado foi a criação de um novo campeonato. O modelo a ser seguido seria o TUSP, campeonato que aconteceu na Cidade Universitária há alguns anos. Como seria isso? Vocês já têm novas informações sobre a viabilidade disso acontecer?

 Queremos e estamos trabalhando para ser possível. Não há nada certo ainda, mas estamos tentando com o Edital Santander e se não der certo, vejo que devemos fazer acontecer mesmo assim. Seria no formato de Torneio no período de no máximo 4 dias nos meses de Abril ou Maio com no mínimo 4 participantes, as quais estão em aberto ainda. Um outro problema são as reformas dos módulos, as quais dificultarão a operacionalização do Torneio. Enfim, estou abrindo informações, mas não há nada concreto ainda. Apenas compartilho o momento atual.

RB – Para terminar, qual expectativa dessa nova gestão da LAAUSP quanto àSeleções USP nesse ano? Bons resultados, oportunidades para novos talentos?

 Os resultados são sempre importantes para motivar e trilhar o trabalho, mas confesso que essa não é minha maior preocupação. Preocupo-me, no momento, em estruturar as Seleções, possibilitando melhores condições de treino (com materiais e praças esportivas), consolidações de ‘’novas’’ Seleções (modalidades ainda não abrangidas pela Seleção USP), melhorar qualidade de trabalho para as Comissões Técnicas, onde eles precisem ser menos milagreiros, contribuir com a construção identitária e torná-las mais acessíveis e empáticas. Talentos precisam de oportunidades e, mais importante, serem construídos. Acredito que estudantes mais ‘’novos’’ na USP precisam ser priorizados, fortalecendo e renovando constantemente as equipes, para isso precisamos trabalhar para possibilitar condições para tal. Assim como acessar estudantes que batalharam muito por suas AAAs e evoluíram até conquistar tal acesso às Seleções. Para concluir, para que estas coisas sejam possíveis precisamos lutar por atividades que motivem tudo isso. Portanto, jogos e campeonatos são necessários para nos articularmos e ascendermos ainda mais os passos já dados pela gestão 2015.

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