Do contra-ataque ao lance livre: as diferentes formas de atacar e defender no basquete

por • 27 de novembro de 2015 • Basquetebol, BichUSP, Copa USP, Jogo a Jogo, Jogos da Liga, UncategorizedComentários (0)1260

Por José Paulo Mendes | Jornalismo Júnior

 

O basquete é um dos esportes mais populares dentro do ambiente universitário, sendo muito procurado tanto no masculino quanto no feminino, o que leva a também ser uma das modalidades em que mais existem treinos. Tanto no ataque quanto na defesa, os treinadores e atletas precisam se esforçar bastante para conseguir melhorar seus fundamentos, realizando diversos tipos de treinamento e se esforçando para superar adversidades.

No caminho para melhorar sua equipe, cabe ao treinador e seu elenco buscarem treinar e repetir muito os exercícios dos fundamentos, que são os mais importantes para quem é calouro e visa aprender e para quem é mais experiente relembrar o básico. São nesses treinos que se aprende o mais simples como o passe, o drible, o arremesso, o lance livre e o rebote.

basquet1     Equipe de Basquete Balboa Farma USP/Fonte: Divulgação)

“O principal é estabelecer os fundamentos, o esporte universitário é cíclico, então sempre vão estar mudando as atletas e com isso é sempre importante recolocar os fundamentos em práticas. A partir daí você conhece as jogadores que você tem, você traça o melhor jeito de aplicar o exercício para elas aprenderem e reaprenderem.”, afirma Bruno Guidorizzi, treinador das equipes basquete feminina da ECA e da Física, além de comandar a seleção brasileira feminina no sul-americano sub-17 em dezembro de 2015.

Estabelecidos os fundamentos do esporte, geralmente no começo do primeiro semestre, em que se disputam torneios apenas para quem acaba de entrar, como o BichUSP, é a vez de colocar em prática planos táticos para inters e Jogos da Liga. Nessa fase, é importante já conhecer seu time para saber qual a melhor forma de executar tanto a defesa, zona ou individual, quanto as diferentes estratégias de ataque.

basquete2      Jogadoras da ECA durante o BIFE, tradicional inter uspiano /Fonte: ECAtlética)

Os primeiros treinos geralmente costumam elevar rapidamente o nível da equipe, principalmente para atacar, mas depois desse boom inicial, o crescimento dos atletas é mais demorado. “A defesa passa pela complicação de ser necessário um número maior de pessoas no treino para conseguir realizar o desenvolvimento e como se tratam de universitárias que praticam esportes e não esportistas na universidade, a prioridade é dada a assuntos da graduação”, lembra um dos treinadores da equipe da Farma, Hamilton Bigatão.

Bigatão conta sempre com o apoio de Paulo Mardegan, o Mineiro, para comandar os treinamentos da equipe, que se baseia em muitos cenários de simulação de jogo, seja por 1×1, 3×2, 4×3 e até 5×5 quando a ocasião permite. Procurar simular situações de jogo também faz parte dos treinos da ECA e da Física coordenados por Guidorizzi. Os treinadores consideram este um fator muito importante para o desenvolvimento do coletivo.

bk

O basquete requer muita repetição dos treinos, que devem buscar simular os jogos para o desenvolvimento tanto da confiança do time entre si quanto para entrosar o grupo, porém, como todo esporte universitário é cíclico, ocasionando numa constante troca de atletas, o que requer um investimento enorme em fundamentos. No entanto, os jogadores e as jogadoras de basquete universitário gostam muito do esporte e demonstram grande dedicação aos treinos e por isso vemos equipes como a da ECA chegando às quartas de final da Liga da USP e endurecendo contra favoritos como a Poli.

 

 

 

Texto produzido por:
Logo-Jota-ad

Posts Relacionados

Comentários fechados