Atleticano desde sempre

por • 27 de outubro de 2015 • EntrevistaComentários (0)517

Por Victor Matioli | Jornalismo Júnior

 

Desde que ingressou, em 2010, no curso de Geologia, Lorenzo Valenza Calabria é membro da atlética. Nesses 6 anos, já foi presidente, DGE (Diretor Geral de Esporte) e agora figura no quadro de colaboradores. Também faz parte, desde a edição de 2010, da Comissão Organizadora do BIFE. Em entrevista à Revista BEAT, ele falou um pouco sobre sua experiência como atleticano. Confira!

 

Quando você decidiu fazer parte da atlética e o que te faz permanecer lá até hoje?

Sempre fui ligado a esportes. Treinava no São Paulo e sempre tive um prazer especial em assistir competições esportivas. Logo que tive a oportunidade de ir ao CEPEUSP, pude treinar um esporte que eu gostava e ao mesmo tempo saber que na quadra ao lado outra faculdade treinava para participar do mesmo campeonato. Achei aquele ambiente muito interessante para unir as pessoas. Acho que o que me fez entrar para a atlética foi tentar viver aquele mundo esportivo que a gente acha que só os profissionais vivem.

A principal razão pela qual participei da atlética durante toda a minha graduação foi a crença de que a gente não precisa deixar de lado as coisas que nos fazem felizes ou substituí-las. Achava que, embora fosse viver uma vida bem agitada na faculdade, poderia fazer esse esforço para aliar todas as coisas que eu gostava de fazer com as coisas que eram necessárias fazer.

 

Depois de tanto tempo na atlética, em que momentos você sente que seu esforço vale a pena?

Por mais que pareça clichê, ver um projeto sendo realizado e elogiado é uma ótima motivação, mas a melhor sensação é ver que as pessoas estão interessadas na proposta em que você está trabalhando. E num aspecto muito menos palpável, é muito bom aquele momento, no meio da correria, em que você se dá conta de que está organizando alguma coisa que vai fazer muita gente feliz.

 

Quanto à organização dos eventos esportivos dentro da USP, quais são os maiores desafios?

Dentro da USP, os maiores desafios para se organizar eventos esportivos são os custos financeiros e garantir a participação das atléticas de maneira unida e sensata. Além disso, a crença de que o esporte universitário não é relevante desmotiva tanto atletas como organizadores.

 

E em relação aos famosos “inters”, quais os altos e baixos de organizá-los?

Como um aspecto pessoal, a convivência com dezenas de pessoas, de diversas faculdades, é muito legal. Coletivamente, a organização de um inter permite que os alunos tenham um motivo a mais para treinar. O mais interessante, eu acho, é o pensamento de que um inter não é apenas um campeonato esportivo, mas 3 ou 4 dias que representam um período único na sua vida. Eu trato como uma Olimpíada!

Organizar um inter não são só alegrias, claro. As reuniões semanais durante o ano todo, as diversas etapas de decisão, a infinidade de pequenos detalhes que devem ser considerados para a organização de um campeonato tão grande, tudo isso desgasta muito quem está organizando. Durante o BIFE de 2011, por exemplo, choveu durante quase todo o inter e, por consequência, algumas quadras ficaram literalmente alagadas, o que impossibilitou a realização das finais durante o feriado.

 

Você já pensou em desistir da atlética?

Muitas vezes já pensei em sair da atlética! (risos) E sempre pelo mesmo motivo: quando muitos problemas de diferentes áreas da sua vida surgem ao mesmo tempo e você acha que não vai dar conta de resolvê-los, ou quando você percebe que as pessoas não se importam com o que você está fazendo. Mas sempre foram pensamentos muito rápidos e a vontade de continuar na atlética sempre foi maior!

 

 

 

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