A defesa do time em suas mãos

por • 5 de outubro de 2015 • Handebol, PerfilComentários (0)596

Por Carina Brito | Jornalismo Júnior

 

Desde brincadeiras e até em campeonatos interescolares, o esporte sempre esteve presente na vida de Frederico Almeida, também conhecido como Shrek. Goleiro da equipe de handebol do  Instituto de Física da USP, Frederico começou com 10 anos de idade a jogar e a participar de campeonatos. Durante o ensino médio parou de treinar, mas assim que entrou na universidade, em 2009, voltou a praticar.

Como tinha treinado alguns anos antes, Frederico já possuía um conhecimento prévio que o ajudou. Fazia um curso integral e ficava na faculdade o dia inteiro, o que facilitava as idas aos treinos. Apesar de serem muito tarde, nada o impedia de continuar treinando. “O jogo em equipe e o treino regular são compromissos muito importantes e eu sempre levei muito a sério. É importante treinar todos os dias e não faltar por causa de qualquer coisa”, completa.

Na sua trajetória como atleta, Frederico acha importante ressaltar a importância do treinador Rafael Zimak. “Ele parou de treinar a gente em 2013 e foi um grande goleiro aqui da USP. Quando eu entrei em 2009, ele já era nosso técnico e me dava treinos específicos de goleiro. Era um cara incrível para mim e para o time”.

Frederico tem muitos elogios para o time de handebol da Física. “Qualquer campeonato jogado com a Física foi sensacional. Sempre fomos um time muito unido, como a maioria dos times universitários. Vivíamos praticamente o dia todo juntos”. Ele também ressalta a importância do time para superar momentos de dificuldade. “O time foi uma ferramenta extremamente importante em vários momentos da minha vida, como quando eu perdi o meu pai. Eu recorri ao time e me entreguei, para passar por essa fase”, completa.


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Um jogo que ficou marcado na sua lembrança foi a semifinal do BIFE de 2014. O jogo era contra a Biologia, que chegou a abrir uma vantagem de 5 gols. Após uma conversa no intervalo e com a ajuda de uma torcida motivadora, a Física conseguiu igualar o placar e levar a decisão para a disputa de 7m. Com uma virada emocionante, Frederico defendeu duas das cinco cobranças e garantiu a vitória aos físicos. “Na época, o time estava se reformulando e a semifinal ficou marcada para todo mundo, tanto para quem assistiu quanto para o próprio time”. A equipe seguiu em frente e ganhou a final, fazendo a Física levar para casa o título de campeã.

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Frederico (primeiro agachado, da esquerda para a direita) com a Seleção USP

Em 2013, Frederico começou a treinar com a Seleção USP de forma mais regular, participando de campeonatos com padrões mais alto – o que o fez ter uma grande evolução. Ele considera que o papel do esporte na sua vida é fundamental. Apesar de formado, continua treinando de segunda a quarta no CEPE e, na quinta, treina com a equipe do Direito da PUC. Faz treinos sempre que aparecem. “Sou papa-treino”, brinca.

Sobre a função do esporte no meio universitário, ele diz que é um meio de fixação muito forte. “Quem participa do esporte acaba tendo mais um motivo para continuar na faculdade”, explica. Frederico diz que os treinos também serviam como uma válvula de escape. “Quando tinha dificuldade em outro lugar, o negócio era vir treinar para dar uma arejada na cabeça”. Para o futuro, Frederico pretender voltar a estudar na USP ano que vem – ainda não sabe se em um mestrado ou nova graduação – e continuar jogando no BIFE pela Física, como ex-aluno.

 

 

 

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