Novamente completo, basquete da Geo tem meta ousada para o segundo semestre

por • 15 de setembro de 2015 • Basquetebol, Jogo a JogoComentários (0)1624

Por Vinícius Sayão | Jornalismo Júnior

 

A equipe masculina de basquete da Geologia é notadamente uma das melhores do esporte uspiano. Contando com quatro atletas na Seleção da universidade, os bicampeões da Série Laranja da Copa USP (2009 e 2012) estão novamente com o time completo e, depois de chegarem a quatro semifinais e uma final nos últimos cinco anos de BIFE, não querem deixar o título escapar de novo.

Com a volta de intercâmbio de Lucas Schiavetti e Vitor Malagutti – o último é atleta da Seleção USP, a expectativa em relação ao desempenho da equipe está alta. ‘’Com toda certeza a pretensão é vencer todos os jogos disputados e já estamos trabalhando duro para isso’’ afirma João Boccato, o treinador do time.

Para cumprir a ousada meta para o semestre e chegar ao tão desejado título do BIFE, empregarão um sistema ofensivo vitorioso em quadra: o sistema de triângulos.

O Triangle Offense foi criado por Tex Winter, ex-treinador estadunidense de basquete, enquanto comandava o time da universidade Kansas State. Winter é também o responsável por levar o sistema à NBA quando foi assistente técnico de Phil Jackson no Chicago Bulls de Michael Jordan, na década de 80. Com Phil Jackson no comando do Bulls, e depois do Los Angeles Lakers, o sistema de triângulos se consagrou: foram, ao todo, onze títulos da NBA (Bulls 1991-93  e 1996-98; Lakers 2000-02, 2009 e 2010) com o sistema sendo a principal tática ofensiva.

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LA Lakers de Phil Jackson e Kobe Bryant utilizando o Triangle Offense nos Playoffs de 2010 (Crédito: SBNATION)

É considerado um sistema difícil de se entender por completo e de aplicá-lo em quadra. Começa formando um triângulo em um dos lados da quadra (como no esquema abaixo). Essa organização garante um bom espaçamento entre os jogadores e permite que cada um possa passar a bola a qualquer outro companheiro.

Além do bom espaçamento, o triângulo formado oferece diversas possibilidades ofensivas: bolas de três pontos, arremessos de média-distância e  jogadas no post (receber a bola no garrafão de costas para a cesta). Na Geologia, Vitor Malagutti e Victor Costa têm bom arremesso tanto perto quanto de fora e Gabriel Morais é um bom chutador de três, portanto, já no triângulo inicial a Geo consegue ameaçar o adversário.

Em seguida, o sistema se baseia na movimentação dos jogadores, que devem ler a defesa adversária e reagir a ela, da maneira mais rápida e eficiente possível. O ponto forte dessa formação é que todos os cinco jogadores podem trocar de posições e qualquer um pode fazer o post.

A troca de posições e o jogador do post são definidos basicamente pela defesa adversária, como resultado da leitura e reação a ela, aproveitando-se dos confrontos individuais mais favoráveis à equipe. Na equipe da Geo, por exemplo, Guilherme Garcia é forte fisicamente e tem bom jogo no low-post (o post na região mais próxima à cesta), portanto se ele estiver nessa região e marcado por um defensor mais fraco, torna-se a melhor opção ofensiva e com grande chance de marcar os dois pontos.

Em busca das melhores formações contra a defesa, os jogadores precisam ter em mente de maneira quase automática quais passes fazer, em quais momentos fazer e onde se posicionar em quadra.

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Quando Boccato assumiu a equipe da Geologia, em 2014, eram os próprios jogadores que se organizavam nos treinos e já se apresentavam no sistema de triângulos. ‘’Vendo que a equipe já estava adaptada a esse sistema ofensivo, tive o trabalho apenas de direcionar ações e adaptar algumas jogadas para facilitar ainda mais o entendimento’’ diz o treinador. A ideia nos jogos é sempre manter a estratégia inicial (os triângulos), mas em algumas situações, como com o placar apertado, podem ocorrer adaptações dependendo do adversário e de como cada atleta está atuando no dia.

 

 

 

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