Um craque do futebol universitário: Rafael Bichara

por • 27 de julho de 2015 • Futebol de campo, Futsal, PerfilComentários (0)1726

Por Diogo Magri | Jornalismo Júnior

 

Ter no currículo doze anos de experiência em competições pela USP já é um bom motivo para se tornar um destaque dentro do meio esportivo universitário. No caso de Rafael Bichara, jogador de futsal, de futebol e dono desse currículo, o destaque é ainda mais notório por conta da ótima qualidade demonstrada pelo atleta.

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Bichara pela primeira vez com a camisa de seu novo time belga ( Foto: Arquivo )

Rafael até tentou ser profissional no futebol. “Antes de entrar na faculdade, andei por alguns clubes, mas parei de jogar com 20 anos. Resolvi estudar, visto que era muito difícil a carreira e incerto o futuro.” Não se desligando da sua paixão, ele entrou em 2002 na EEFE, Escola de Educação Física e Esporte, para cursar Bacharelado em Esporte. Começou, então, sua participação dentro dos campeonatos universitários.

Pela EEFE, Bichara se formou em 2006 e lembra de ter ganho os Jogos da Liga naquele mesmo ano e a Série Prata da FUPE, jogando futebol e futsal. Porém, apesar de parecer se identificar muito com Bacharelado em Esporte, é de outro curso que ele guarda suas memórias mais marcantes dos jogos entre faculdades.

Em 2011, Rafael Bichara entrou no curso de Turismo da ECA, a Escola de Comunicações e Artes. Foi apresentado ao JUCA*, Jogos Universitários de Comunicação e Artes, que é uma disputa entre faculdades de São Paulo, e ao BIFE*, que é uma disputa entre faculdades da USP, criado originalmente por Biologia, IME (Instituto de Matemática e Estatística), FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) e ECA.

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Bichara, nº 15, o terceiro em pé da direita para a esquerda, com o time da ECA no BIFE de 2014. ( Foto: ECAtlética )

“O título mais marcante foi o JUCA de 2012”, reforça ele, vencido pela ECA no futsal e  exaltado pelo bom nível de competitividade entre as faculdades. Bichara também fala orgulhosamente do tri do futsal no BIFE (2011, 2012 e 2013) e do título do futebol de campo, também no BIFE, mas o de 2014. As vitoriosas participações do jogador nos torneios representando a ECA renderam até uma música feita pela torcida, baseada no sucesso “Cilada”, da banda Molejo: “Não era amor, era Bichara.”

Rafael, quando perguntado sobre como foi ter participado de tantos campeonatos, não poupa elogios: “Foi muito legal, a competição universitária é muito competitiva e ao mesmo tempo divertida; o ambiente de treinos e jogos é ótimo, principalmente quando o ginásio está lotado.” Teoricamente, como Rafael Bichara ainda não terminou o curso de Turismo, existe a possibilidade dele voltar a atuar com a camisa ecana nos mais disputados torneios universitários.

Agora, no entanto, Rafael Bichara joga no futsal europeu. “Vim para a Bélgica por causa da minha namorada, que mora aqui. O futsal não é profissional; eu jogo mas tenho que fazer outras coisas.” Com 35 anos, o craque pensa em jogar só mais dois anos – de acordo com ele, o ritmo de jogo do futsal belga é forte, corrido e sem muita tática, mas os campeonatos contam com vários jogadores muito habilidosos. Quanto à qualidade de vida atual, não há o que reclamar do país de primeiro mundo. Bichara já pensa no seu futuro, mas sem data confirmada para voltar ao Brasil: “Isso eu ainda não sei. Pretendo começar a fazer uns cursos de treinador por aqui para poder continuar no esporte.”

 

 

Crédito foto de capa: ECAtlética

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