Um Bichusp, Três Olhares

por • 12 de maio de 2015 • EntrevistaComentários (0)963

Por Cintia Oliveira | Jornalismo Júnior

 

O campeonato mais famoso de calouros do estado realizado entre as faculdades da USP, o tradicional Bichusp, terminou no meio de abril e deu início ao calendário do esporte universitário USPiano com grandes embates e partidas inéditas. Com 24 atléticas participantes em nove modalidades, nas categorias masculino e feminino, o Bichusp continua sendo a grande porta de entrada dos recém-chegados à universidade. Entrevistamos algumas das partes mais importantes, que fazem o campeonato acontecer, para saber o que eles pensam e viram no Bichusp desse ano e, como a cada edição que passa, ele conquista o coração de tantos que se voltam para o esporte.

 

Larissa Prado
Diretora Geral de Esportes (DGE) do Instituto de Relações Internacionais (IRI/USP)

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Foto: Divulgação/AAAGC – Associação Atletica Acadêmica Guimarães Rosa IRI/USP

De quais modalidades do Bichusp 2015 o IRI participou? Qual foi o melhor resultado?

R: A gente participou do futsal masculino, vôlei feminino e masculino, basquete feminino – que foi inédito – e do handebol feminino. O melhor resultado foi o do jogo de vôlei feminino contra a ECA, que a gente quase ganhou. Foram 2×1 nos sets e parece que, no último set, ficamos na frente. O IRI é um grupo pequeno, então nossos resultados não foram tão bons, mas só o fato de participarmos já é ótimo.

Na sua opinião, qual a grande importância do Bichusp para o esporte universitário?

R: Um ponto positivo é que, pelo menos para atléticas pequenas como a de RI, os bixos conseguem ver o que é um campeonato, então é uma motivação para eles entrarem no esporte universitário. Tentamos chamar as pessoas que nunca participaram de nada para jogar. Mesmo que não saibam muito sobre as regras, tentamos ensinar um pouco para ver se elas se animam e querem continua treinando no time. Então, para o IRI, é muito bom que exista um campeonato como o Bichusp porque dá uma motivação a mais. Se você chama o bixo para treinar só quando ele entra na faculdade, às vezes ele fica meio acanhado e acaba gostando através do Bichusp, acaba tendo uma vivência maior dentro do esporte.

E pelo que você viu no Bichusp, quais são suas expectativas pros times do IRI esse ano?

R: A gente teve uma certa “má sorte” nos sorteios de chaveamento: pegamos SanFran, ECA, Medicina. Talvez se o Bichusp fosse separado em séries, como é na Copa USP e em outros campeonatos, ficaria mais equilibrado para atléticas como a nossa. Às vezes, os bixos se desmotivaram um pouco com os resultados, mas tentamos sempre incentivá-los dizendo que, em RI, não é  apenas o resultado que importa, mas sim  treino, o esforço e a superação. Acho que trabalhamos mais com essa parte de incentivar a vontade dos bixo, o que é muito importante pro nosso inter, o Jopri (Jogos Paulistas de Relações Internacionais). Nosso maior adversário é a PUC, então temos que treinar duro para ganhar deles!

Carolina Vacchi
Bixete do curso de Relações Públicas da Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP)

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Foto: Divulgação/AAALC – Associação Atletica Acadêmica Lupe Cotrim ECA/USP

Quais modalidades você jogou no Bichusp desse ano? Você continua praticando alguma?

R: Joguei handebol, futsal e vôlei. Agora, continuo no handebol e futsal.

O que você achou do Bichusp?Sua opinião geral sobre organização, disposição dos DM’s e da Atletica, torcida.

R: No geral, achei um pouco desorganizado, pois, de um jogo para o outro, ficamos esperando uma hora ou mais. As DM’s foram ótimas comigo e com o time, foram nos buscar no metro e emprestaram acessórios esportivos. Não tivemos muita torcida no contexto geral, mas as poucas pessoas que estavam lá eram bem animadas.

O que te levou a entrar no mundo do esporte universitário?

R: Eu já praticava handebol antes, comecei com 11 anos e parei aos 18 por causa do cursinho. Mas eu sempre amei esportes, então já sabia que iria ingressar no esporte universitário.

 

José Paulo Mendes Gomes
Bixo do curso de Jornalismo da Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP)

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Foto: Divulgação/AAALC – Associação Atletica Acadêmica Lupe Cotrim ECA/USP

Quais modalidades você jogou no Bichusp desse ano? Você continua praticando alguma?

R: Eu joguei futsal, handebol e basquete. Estou tentando voltar para handebol, mas os horários de treino são muito tarde e eu não tenho como voltar para casa depois.

O que você achou do Bichusp? Sua opinião geral sobre organização, disposição dos DM’s e da Atletica, torcida.

R: Gostei bastante, em geral. Achei bem organizado, pelo menos nos esportes em que participei. Foi bem legal porque as equipes se desenvolveram bastante. Quanto à Atlética, eu achei sensacional o apoio e presença deles, em especial no jogo do futsal: teve até a BaterECA (bateria universitária da ECA)!

O que te levou a entrar no mundo do esporte universitário?

R: Sempre gostei de praticar esportes, sempre gostei de jogar. No ensino médio, eu não consegui jogar por vários motivos, mas agora, na faculdade, já entrei de cabeça.

 

Thalita Cardoso
Vice-Presidente Esportiva da Liga Atlética Acadêmica da USP (LAAUSP)

Quantas atleticas participaram do Bichusp esse ano? Quais foram elas?

R: Participaram desse Bichusp as faculdades de Biologia, o CAASO (USP de São Carlos),  a Faculdade de Direito, a EACH, a ECA, a Faculdade de Educação, EEFE, a Escola de Enfermagem, a Faculdade de Farmácia, FAU, FFLCH, o Instituto de Física, Fofito, IME, a Medicina, Nutrição, Odontologia, Poli, Psicologia, Química, IRI, Veterinária e  a Faculdade de Ribeirão Preto, que veio com a LAURP (Liga das Atleticas da USP de  Ribeirão Preto).

Por que o Bichusp não é dividido em séries como outros campeonatos – a exemplo da Copa USP – sendo que, mesmo no começo do ano, existe uma grande disparidade de nível competitivo das atleticas?

R: Existem diversos motivos para o Bichusp não ser dividido em séries. O primeiro é que, como só jogam bixos, não há como equiparar os times pois não há evolução. Além disso, não há como saber quais atléticas se inscreverão. Separando-se em séries, existiria a chance de times da série B não se inscreverem, por exemplo. Também pela logística do campeonato, seriam mais jogos em um campeonato que já dura muito tempo,  então não seria possível manter o modelo de um dia para cada modalidade.

Qual foi o saldo de vocês para esse Bichusp? Vocês acham que ele foi positivo para as atleticas? A nova parceria com a Pró-Reitoria deu resultados?

R: A participação da USP de Ribeirão Preto e da CAASO só foi possível com o apoio da reitoria, que forneceu o transporte e facilitou o processo para que eles conseguissem alojamento no CEPE. A parceria foi muito boa, possibilitou que o campeonato ficasse mais barato, fazendo com que mais atléticas participassem. Foi um Bichusp que bateu recorde de inscritos em todas as modalidades, com atléticas pequenas participando de modalidades de pouca tradição – o que é muito legal para que, talvez, surjam novos times dessas modalidades, fazendo os campeonatos e as atléticas crescerem cada vez mais.

 

Crédito foto de capa: Luisa Zucchi

Texto produzido por:
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