Esporte, amor que não se mede.

por • 21 de maio de 2015 • Handebol, Perfil, VôleiComentários (0)1426

Por Dimítria Coutinho | Jornalismo Júnior

 

Declaradamente louco por esportes, sempre gostou de acompanhar tudo quanto é modalidade. Praticava um pouco de tudo na brincadeira, no quintal de casa. Tomou mesmo o gosto pela coisa por volta dos seus oito anos. Na aula de educação física do colégio, o professor perguntou quem queria participar de um treino-teste de vôlei. Não pensou duas vezes, foi e se apaixonou. A partir dali, não parou mais; joga vôlei até hoje. Foi o vôlei o escolhido apenas por oportunidade, mas poderia ser qualquer outro esporte. Jogou em alguns times, mas sua paixão por esportes não o levou para a vida profissional nessa área.

Nunca abandonando o tão querido vôlei, ingressou na Universidade de São Paulo em 1999, no curso de Ciência da Computação. No mesmo ano, começou a treinar e jogar o seu esporte pelo Instituto de Matemática e Estatística (IME), onde estuda até hoje. É que depois da graduação ele fez mestrado na área, e atualmente cursa sua segunda faculdade, no curso de Matemática.

Foi só no seu terceiro ano de faculdade, em 2001, que se rendeu a outros esportes. Convidado pelos amigos, começou a treinar handebol e, assim como havia acontecido com o vôlei, não parou mais. Vestia – e veste – a camisa do IME com o maior orgulho e competiu várias vezes por ela. Inclusive em esportes que não treinava. O tênis, que sempre tinha sido apenas uma brincadeira para ele, começou a tomar espaço; chegou a competir tênis nos campeonatos universitários.

Com tanta paixão pelos esportes, se envolveu cada vez mais com a organização universitária. Em 2003, foi presidente da atlética do IME, embora não tenha saído completamente satisfeito com sua gestão. Acredita que fez apenas o básico, que poderia ter ido mais longe.

casado

André, durante um arremesso do handebol. Fonte: Acervo pessoal.

Anos depois, o atleta foi mais longe na Liga Atlética Acadêmica da Universidade de São Paulo, a LAAUSP. Começou tomando conta da parte tecnológica da liga. Arrumou o site que, na época, não funcionava direito, refez os sistemas intranet e extranet das carteirinhas dos atletas e era responsável por atualizar o site. Durante esse período, foi criando um vínculo de muito carinho pela LAAUSP.

A organização da liga não funcionou muito bem em meados de 2008, o que gerou uma falta de chapas para as eleições da gestão do ano seguinte. Essa situação começou a doer no atleta, que a essa altura já tinha muita consideração pela LAAUSP. Formou com uns amigos uma chapa que, sendo a única, venceu as eleições.

Dessa vez ele fez o “algo a mais”: foi um ótimo presidente, se dedicou de verdade. Premiado com a epidemia da gripe suína, teve que ter jogo de cintura e dedicação para conseguir encerrar os campeonatos daquele ano. Atletas com a gripe, equipes em quarentena e a greve que não ajudava os jogos foram alguns dos fatores que a gestão teve que enfrentar. Mas fizeram tudo o que estava ao alcance e, naquele ano, conseguiram terminar os campeonatos. Foi cansativo, mas é motivo de orgulho para o atleta até hoje.

Outra novidade que ele trouxe durante sua gestão foi o agasalho da seleção. Por acreditar que quem joga pela seleção tem muito orgulho disso, decidiu trazer essa inovação. Doía para ele ver, na Copa Unisinos, todas as universidades com seus uniformes e os atletas da USP vestindo roupas diferentes ou, pior que isso, vestindo cada um a roupa da sua atlética. A ideia era criar uma identidade USP para os atletas da seleção. “Aqui a gente não é Poli, FEA, ECA, IME, não é isso…é uma coisa só”, declara. “Eu particularmente considero que a rivalidade que existe dentro da USP é ruim, e foi minha forma de contribuir para diminuir essa rivalidade, que eu acho muito ruim para o esporte”. Depois disso, a LAAUSP faz esses agasalhos todo ano, o que é um motivo de muito orgulho para ele.

Depois da sua gestão, continuou a cuidar da parte de informática da liga, serviço que faz até hoje. São quase dez anos de dedicação. Parou apenas de atualizar o site, o que fez por cerca de cinco anos. É muito triste para ele entrar no site atualmente e se deparar com resultados de jogos de anos atrás; o site está desatualizado.

Hoje, ainda joga vôlei e handebol na universidade. Tênis, só na brincadeira. Acredita ser o recordista de participações no BIFE (campeonato entre algumas faculdades da USP) ; só deixou de ir na primeira das 15 edições do torneio.

Muito bem apresentado, esse é André Casado Castano, conhecido por Casado. Aos 34 anos é, como aos oito, declaradamente louco por esportes, apaixonado por acompanhar e por praticar. Tem um carinho sem tamanho pelas organizações por as quais passou e é, com razão, muito orgulhoso do que fez e faz.

 

Crédito foto de capa: Ricardo Kuba

Texto produzido por:
Logo Jota ad

Posts Relacionados

Comentários fechados