O sinistrão do basquetebol universitário

por • 13 de março de 2015 • Basquetebol, EntrevistaComentários (0)1289

Por Cintia Silvestre | Jornalismo Júnior

 

O ano de 2014 foi épico para o time de basquete masculino da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA/USP): dos 8 campeonatos em que se inscreveram, em 7 conquistaram o primeiro lugar. Com isso, o time, que já era conhecido por sua força no circuito de campeonatos dentro e fora da universidade, ganhou enorme destaque e fez com que vários se perguntassem uma única coisa: mas afinal, como eles conseguiram?

Bacharel em Esporte pela Escola de Educação Física e Esporte da USP (EEFE/USP) e tendo passado por vários times universitários e clubes como atleta e treinador nos últimos 10 anos, o técnico Bruno Valentin, carinhosamente conhecido por todos como “Frajola”, nos concedeu uma entrevista esclarecendo os resultados e comentando o sucesso do time.

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Crédito: basqueteFEA



Há quanto tempo você treina o time de basquete masculino da FEA?

Estou iniciando o 4º ano como técnico, comecei na FEA em janeiro de 2012.

No ano passado, você foi campeão de 7 dos 8 campeonatos que disputou, um resultado impressionante pra qualquer time. Como você trabalhou durante o ano com os jogadores pra chegar nesse resultado? (em questão de treinos, cobrança, etc)

Treinamos muito, sendo 4 treinos por semana no primeiro semestre e 3 treinos por semana no segundo. Eu me cobrava muito, pois nunca havia ganhado um título como técnico da FEA e tentei transmitir isto de forma positiva para a equipe. Era uma cobrança saudável, pois sabíamos que os resultados viriam com muito trabalho e dedicação. Como toda a equipe estava em sintonia e focada no mesmo objetivo, era muito difícil acontecer um treino com poucos jogadores ou de baixa intensidade.

Quais foram os maiores desafios que vocês tiveram que enfrentar como equipe e você como técnico durante 2014 e como vocês os superaram?

O maior desafio foi manter todos os jogadores (em média 17 ao longo do ano) motivados, ainda que alguns tivessem pouco tempo de quadra. Foi um desafio também fazer os jogadores acreditarem que era possível vencer equipes mais fortes, que no retrospecto nós havíamos mais perdido do que ganhado. A melhora técnica com o volume de treinos e cada vitória e título conquistado ajudaram a equipe a ganhar confiança, mas o mais importante foi a união do grupo dentro e fora de quadra.

Para você, quais são os elementos mais importantes pra levar um time de nível universitário pra um resultado tão bom quanto esse?

Se você quer estar no lugar mais alto é preciso fazer algo diferente, algo a mais. Por exemplo, se seus adversários treinam 3 vezes por semana, é preciso treinar 4!

Todos os envolvidos nunca podem se dar por satisfeitos, você nunca pode sair do treino igual ao treino anterior, é preciso sempre buscar evoluir. E tudo isso deve ser feito em um ambiente agradável e prazeroso, quanto mais você gosta de fazer alguma coisa, melhores são os resultados.

Quais são as expectativas e os planos pra 2015? Você acha que a sua campanha como técnico vai ser tão boa quanto foi no ano anterior?

Para 2015 precisamos ainda melhorar alguns aspectos técnicos e reforçar nossa filosofia de que o resultado só vem com muito trabalho. Temos que construir uma nova história, não são as vitórias do passado que vão nos garantir as próximas conquistas.

 

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