As personalidades por trás dos esportes universitários – O Zoeiro

por • 3 de março de 2015 • Futebol de campo, Futsal, PerfilComentários (2)1528

Por Júlia Moura e Vitor Andrade | Jornalismo Júnior

 

Quem já teve contato com o esporte universitário se deparou com uma figura muito importante: o técnico. São eles e elas os responsáveis pelos treinos, a elaboração de táticas, o acompanhamento nos jogos e, consequentemente, o sucesso ou o fracasso do time. Existem vários deles espalhados nas faculdades por aí, cada um com suas peculiaridades e histórias. Temos técnicos extrovertidos, tímidos, calmos, durões, novos, velhos, informais, profissionais… Nós entrevistamos estas personalidades e seus atletas, traçando o perfil de cada um deles. Confira abaixo o primeiro dessa série que preparamos para você!

Christian Faccio – Técnico Zoeiro

Técnico de Futsal Masculino e Futebol de Campo da ECA e preparador de goleiras do Futsal Feminino da PUC-Direito, tem formação de Bacharel no curso de Esporte da EEFE/USP. Atualmente cursa Licenciatura em Educação Física na mesma unidade.

bla 1. Você dá muita bronca em seus atletas? Costumo cobrar bastante: sempre  que tem algo que possa melhorar, eu falo com meus atletas sim. Claro que isso  varia com cada um, alguns eu tenho que passar mais a mão na cabeça e outros  preciso ser um pouco mais duro.

 2. Você costuma ver seus atletas fora dos treinos? Sim, hoje em dia eu  vejo eles fora dos treinos e jogos quase toda a semana.

 3. Você tem piadas internas com o seu time? Sim, temos muitas piadas e  até músicas do time.

 4. Seus atletas te tratam mais como amigo ou como professor? Acho  que eles sabem dosar bem e esse é o segredo do nosso time. Fora dos jogos e  treinos, eles me tratam como amigo e na hora que é necessário eles me ouvem e  respeitam bastante.

 5. Você tem alguma peculiaridade como técnico? Pelo que eu vejo pela USP, minha metodologia de treinamento é bem parecida com a maioria. Talvez o que mude mais seja o modelo de jogo adotado pela nossa equipe, mas isso é pelas peças que tenho. No geral, as equipes da USP tentam ser mais ofensivas, enquanto nós variamos muito de acordo com o adversário. Em jogos que sabemos que nossa chance é jogar na transição, não temos vergonha nenhuma de adotar essa proposta. Agora, quanto ao estilo de liderança e personalidade, não sei se tenho alguma peculiaridade. Talvez o fato de eu estar sempre que possível junto com o pessoal do time. Mas isso não foi algo forçado, aconteceu pela grande amizade que foi formada por nós. O clima da Família Futsal é muito acolhedor, o pessoal mais novo já começa a entrosar desde cedo.


 

Guilherme Manarin – atleta de Futebol de Campo e Futsal da ECA

6. Você é próximo do seu técnico? Bastante. A relação do nosso time com os dois vai muito além do futebol ou do futsal. São amigos de casa, de viagem, de carnaval e por aí vai. Quando chegaram em 2012, já deu para ver que os dois eram “da bagunça”. E aí, juntou “o sujo com o mal lavado”… deu samba! Para mim, eles são mais ECAnos que muita gente.

7. Você acha ele mais engraçado e “zoeiro”, ou sério e durão? Tanto o Blanka quanto o Plínio são da linha dos engraçados e “zoeiros”. Sabendo separar bem as coisas, até na hora do treino cabe uma brincadeira para descontrair a equipe. E boa parte delas são estimuladas pelos próprios treinadores. Já na hora jogo a história é outra. A brincadeira pára no vestiário e só volta no pós, no boteco.

8. O time chama o técnico para as saídas do time? Técnico no rolê é obrigação. E se a gente não chamar são eles que nos chamam. O time só lembra que eles são técnicos na hora do treino e do jogo; fora disso, é amigo do dia-a-dia. E, digo mais: ausência em duas saídas seguidas, sem uma boa justificativa, é perigo de cair! Antes de me perguntar o porquê que eu faltei no treino, ele é quem tem que explicar o porquê não saiu com a gente.

9. Você prefere que o técnico cobre mais e seja “chato”, mas o time ganhe, ou que o técnico seja mais tranquilo e o time oscile nos resultados? Acho que a grande virtude de um bom técnico é ter o tato para sentir o que o time precisa naquele determinado momento. Tem time que precisa de um técnico “chato” para ser cobrado a toda hora. Aquele que só funciona bem “no tranco”. Para outros, isso pode gerar um desconforto e causar intrigas. Na minha opinião, o bom técnico sabe ser flexível e tem isso bem acordado com o time antes mesmo da contratação. Chegar fechado, impondo seu estilo, pode até prejudicar. Em 2012, sentimos que era a hora de um técnico que tivesse a paciência de começar do zero, entendendo a oscilação tanto de frequência quanto de rendimento, por motivos da renovação que o time passava. O Blanka e o Plínio toparam e, hoje,, posso falar que acertamos. De treinos vazios e jogos perigando um W.O., conseguimos aos poucos chegar a treinos lotados e ganhar medalhas. E muito disso foi mérito deles! A cobrança, a partir daí, vai se tornando natural, vinda dos próprios atletas.

10. Se você pudesse descrever seu técnico em uma palavra, qual seria? Bagunçado.


 

 

 

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2 Responses to As personalidades por trás dos esportes universitários – O Zoeiro

  1. […] Leia também a entrevista com o técnico “Zoeiro” Christian Faccio: http://revistabeat.com.br/?p=1383 […]

  2. […] também as entrevistas com: – O técnico “Zoeiro” Christian Faccio:  http://revistabeat.com.br/?p=1383 – O técnico “Amigão” Plínio Cotta: […]