As personalidades por trás dos esportes universitários – O Amigão

por • 3 de março de 2015 • Futebol de campo, Perfil, VôleiComentários (0)620

Por Júlia Moura e Vitor Andrade | Jornalismo Júnior

 

Quem já teve contato com o esporte universitário se deparou com uma figura muito importante: o técnico. São eles e elas os responsáveis pelos treinos, a elaboração de táticas, o acompanhamento nos jogos e, consequentemente, o sucesso ou o fracasso do time. Existem vários deles espalhados nas faculdades por aí, cada um com suas peculiaridades e suas histórias. Temos técnicos extrovertidos, tímidos, calmos, durões, novos, velhos, informais, profissionais… Nós entrevistamos estas personalidades e seus atletas, traçando o perfil de cada um deles. Confira abaixo!

Plínio Cotta – Técnico Amigão

  Técnico de Vôlei Feminino de RI e auxiliar técnico de Futebol de Campo da ECA, tem formação de Bacharel no curso de Esporte da EEFE/USP. Atualmente cursa Licenciatura em Educação Física na mesma unidade.

pli  1. Você dá muita bronca em seus atletas? Não costumo ser um técnico que dê  broncas em atletas como forma de lição ou  punição. Eu acredito que o esporte  universitário seja um universo diferente em relação à  pratica esportiva profissional ou de  rendimento. Eu prefiro formar pessoas, não máquinas de competições. Acho que  esse é o intuito do esporte universitário: a prática de  uma modalidade na qual o graduando  goste  e o  técnico vai auxiliá-lo na sua progressão, entendendo sempre a limitação de cada um.

  2. Você costuma ver seus atletas fora dos treinos? Sim! Acredito que a relação  entre os atletas e o técnico tem que ser próxima. Assim, eu  tenho certeza que eles irão  entender melhor as minhas intenções dentro de  quadra/campo, além de ter uma  interação maior no treino e um aproveitamento melhor  nos campeonatos.

 3. Você tem piadas internas com o seu time? Sim, muitas! Piadas com meu time feminino, principalmente, sobre algumas gafes minhas e com os times masculinos sobre relacionamentos, amizades, temperamento dos atletas e causos de jogos.

4. Seus atletas te tratam mais como amigo ou como professor? Por ter uma relação de três anos em ambos os times que eu estou trabalhando, é óbvio, que a relação que temos hoje é muito mais de amigo do que de técnico. Porém, todos respeitam muito minhas atitudes em quadra ou em campo como treinador.

5. Você tem alguma peculiaridade como técnico? Creio que seja a proximidade com todos meus atletas, sempre querendo conversar com quem estiver com algum problema. Eu conheço muito bem cada pessoa que eu treino, consigo distinguir quem está com problema na faculdade, nos relacionamentos, na família e tento sempre intervir positivamente, seja com uma conversa, piada, rolê, etc.


“Dodô” Calixto – atleta de Futebol de Campo da ECA

6. Você é próximo do seu técnico? Então, eu conheço o Plínio desde 2004. Construímos uma amizade muito forte desde então. Mais do que treinador, ele é quase um irmão para mim.

7. Você acha ele mais engraçado e “zoeiro”, ou sério e durão? Acho que esse é o perfil dele: amigo, conciliador, parceiro e por ai vai. E isso reflete na forma como ele treina equipe e no perfil profissional, por isso que ele é um cara muito querido por todos.

8. O time chama o técnico para as saídas do time? Prefiro não comentar.

9. Você prefere que o técnico cobre mais e seja “chato”, mas o time ganhe, ou que o técnico seja mais tranquilo e o time oscile nos resultados? Ele cobra e orienta quando precisa, mas sempre no tom de amizade e parceria. Sobre os resultados, eu e o Plínio tivemos a nossa formação de futebol em Itaquera. Lá a gente nem cogita perder, é sempre para vencer. Então, ser amigo e parceiro não implica em “oscilar no resultado”.

10. Se você pudesse descrever seu técnico em uma palavra, qual seria? Em uma palavra: mito!


Leia também a entrevista com o técnico “Zoeiro” Christian Faccio:  http://revistabeat.com.br/?p=1383

Texto produzido por:

Logo Jota ad

Posts Relacionados

Comentários fechados